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“Não enganem os professores! Depois do Orçamento do Estado aprovado, o Parlamento não pode aumentar a despesa pública”

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Quem o diz é uma fonte do Governo e apesar de ter razão no que diz, diz apenas meia verdade.

1º As propostas apresentadas pelos partidos mais à esquerda não obrigam à recuperação integral dos 9-4-2 em 2019.

2º Ninguém sobe de escalão em 2019 ao abrigo do decreto aprovado pelo Governo e que determina a recuperação dos 2 anos e qualquer coisa… O efeito do tempo devolvido é no escalão seguinte ao que os professores tenham em 2019.

3º Se o Governo apresentou um Decreto-Lei é porque tem dinheiro para o implementar, mas como ninguém vai subir de escalão sem ser pela progressão tradicional, não é preciso dinheiro extra ou qualquer alteração ao Orçamento de Estado de 2019.

A postura arrogante do Governo mantém-se até nas fontes consultadas. Se é verdade que o PSD quis ficar bem com Deus e com o Diabo, também é verdade que o Governo, ou a sua fonte, não tem moral algum para falar…

Os próximos tempos serão muito interessantes, pois por aquilo que transparece cá para fora, o Governo prepara-se para afrontar a Assembleia da República. Lembre-se que este Governo é sustentado por uma maioria de Esquerda que propôs exatamente a recuperação integral do tempo de serviço em 7 (PCP) e 5 (BE) anos.

Confusos? Pois…

No mundo da política vale tudo e quem se lixa são sempre os mesmos… neste caso os professores.

Alexandre Henriques


Professores em risco de não terem progressão nas carreiras em 2019

“Ao contrário do que disseram, não alteraram coisa nenhuma. Os partidos parlamentares fizeram uma verdadeira rábula sobre a carreira dos professores”, afirmou o membro do Governo ouvido pelo PÚBLICO, garantindo: “O que foi aprovado não acrescenta nada, é igual ao que estava no Orçamento de 2018.”

O mesmo governante defende que “mais importante do que o que foi aprovado, é o que foi rejeitado este ano”. E concretiza: “Não enganem os professores! Ao chumbar o ponto 2 da proposta do PCP, que exigia uma ‘solução legal que assegure a consideração integral do tempo de serviço’, a Assembleia da República confirmou que o Governo não está obrigado a aceitar os nove anos, quatro meses e nove dias [que os professores exigem ver reconhecidos].”

“Quem diz querer que o Governo aceite os nove anos, quatro meses e dois dias, reforçou o Orçamento com as verbas necessárias? Ou só aprovou uma norma vazia para eleitor ver? Se não há mais dinheiro, como pode haver mais tempo recuperado?”, questiona o governante, concluindo: “Sem ter aumentado a verba dos vencimentos proposta pelo Governo, a Assembleia da República está impedida pela lei travão de ir além dos dois anos, nove meses e dezoito dias. Chumbar o decreto-lei do Governo significa retirar aos professores o que o Governo concedeu.”

 

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