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Não encerramento das Escolas? – um confinamento parcial

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Desde o início da pandemia Covid-19 que o prejuízo para a economia geral tem sido assustador. Mas, mais assustador que a economia é cada vez que se perde uma vida. É assustador para o próprio, para a família e para os profissionais de saúde que se sentem impotentes perante a voracidade com que este vírus atua. A economia que esta vida representa é importante. Se é produtiva é importante para o país e família, se já foi produtiva existe uma família por detrás. E a economia inerente ao amor jamais pode ser colocada de lado e medida.

Cada criança que frequenta a escola tem uma família por detrás, com pais, irmãos, avós, familiares fragilizados por múltiplas situações clínicas que os tornam mais propensos a comorbilidades por Covid-19. Podendo eventualmente a criança ser menos transmissível (eventualmente) ao frequentar a escola está incluída num grupo enorme de colegas, professores e outros funcionários. Se as crianças não serão o mal maior (como é considerado), os professores e funcionários representam um grupo considerável de adultos que poderão transmitir entre si e transportar para casa a infeção. Cada um que infeta, infeta a família e tantos outros com que se cruzará, pelo menos desde o momento que sai da escola, no caminho até a casa.

Mas por que motivo é que não se encerram as escolas temporariamente, como é esperado para o restante país e com isto protegemos uma boa parte da população? É verdade que muitos pais não terão apoio para as crianças, no entanto se a vida fosse o centro da decisão com certeza que se arranjavam soluções. Verdade seja dita, conseguiu-se arranjar solução para a votação para as presidenciais nos lares (local onde as imagens que aparecem nos meios de comunicação, os idosos não usam máscara… provavelmente imagens antigas). E atenção que para os idosos votarem nos lares irão pessoas de fora para recolher o voto (mas não é disto que trata o artigo).

Tenho a certeza que, todos queremos o melhor para a educação, assim como queremos para a saúde, pois sem um Sistema Nacional de Saúde sustentável, jamais podemos apoiar um país em risco pela pandemia. Mas sem proteger a educação perdemos uma faixa de produtividade futura e sustentabilidade do país.

Quer a educação, quer a saúde são pilares do país neste momento. Mas sempre foram. Só agora se mostra discretamente que um sistema de saúde em rotura, que apoiava todos, jamais pode auxiliar numa fase como esta. Assim como um sistema de educação que se parar, o país para, pois os pais não têm apoios (que nunca tiveram de quem de direito).

Reportando-me à educação, os professores e outros funcionários das escolas também têm famílias que querem proteger. Mas, mesmo com casos ativos na educação têm que ir trabalhar. Os alunos também têm famílias e sabemos que a criança em idade escolar vive o momento de brincadeira sem noção de que tem que limitar este momento das suas vidas, porque uma pandemia se lembrou de aparecer. Também sabemos que os adolescentes vivem na fase do tudo ou nada e que as emoções têm porque têm que ser vividas. Foi assim com cada um de nós, certo? Com isto em mãos, ou seja, uma população de futuros adultos, como é que se consegue controlar a dispersão da infeção? Vamos continuar a acreditar que de quinze em quinze dias podemos mudar a vida de cada um, consoante as regras são ditadas?

Outras opiniões existem e ainda bem, porque é desta mistura de ideias que a ajuda para que uma solução mais próxima do que necessitamos surge. Para já a minha opinião é que: Não encerramento das escolas? É apenas um confinamento parcial.

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