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Não consigo compreender…

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E não vou dizer mais nada pois ainda esta semana fiz duras criticas sobre este tipo de conduta…

Pais indignados com apito na aula

A turma de 1º ano da Escola Presidente Maria Emília, na Charneca da Caparica (Almada), que foi aterrorizada desde o início do ano letivo por uma professora – como mostram as gravações das aulas feitas por um pai, tal como CM noticiou – tem agora uma outra docente que também está a indignar os pais. “Isto é surreal, mas a nova professora, que chegou a semana passada, utiliza um apito nas aulas para impor respeito, dá pontapés para porem os pés para dentro da carteira e dá com os livros na cabeça das crianças”, contou ao CM um encarregado de educação, que solicitou o anonimato, acrescentando: “Depois de tudo o que passaram com a outra professora, isto era o pior que podia acontecer a estas crianças. É uma vergonha”. A mãe de um aluno, de outra turma, garantiu ao CM que o som do apito é ouvido nas outras salas de aulas.

6 COMMENTS

  1. Tenhamos pais mais firmes em educar e menos totós, capazes de dar a palmada pedagógica no momento certo quando a criança está a ser insolente, a fazer birras; tenhamos pais mais presentes na educação dos filhos; pais com mais tempo de licença de parentalidade e as mães com horários laborais em par-time para que as crianças e os jovens permaneçam menos horas nas Escolas.
    A atitude não é correcta, mas infelizmente actualmente entrar numa sala de aula cada vez mais é um “campo de batalha” com a insolência por parte dos alunos que temos. é preciso ter “nervos de aço” para se leccionar hoje em dia.
    Reforçar a coadjuvação para se minimizar a indisciplina dentro das salas de aula e haver mais autoridade por parte dos Professores para se estabelecer a disciplina nos recintos escolares.

    • Infelizmente haverá miúdos sem regras, com famílias negligentes mas também há os outros, os que tem pais cuidadores e até interessados em participar. E eles vão à escola juntos. E pasme-se até partilham o mesmo grupo-turma. O que dizer, quando um professor titular assume, por palavras e atitudes, que não está a dar conta da situação e que está farto de ser “professor”? E que em vez de “reconhecer” e pedir “apoio”, a resposta é a de humilhar alunos, sobretudo os que não tem quem os “defenda”…É que eu sei do que falo, e também tento compreender o lado do professor e da exigência do trabalho, mas não posso consentir que um professor trate miúdos, de uma forma permanentemente desrespeitosa, que os humilhe. Este pai gravou, sabe porquê? Porque raros são os professores que admitem ou tentam resolver um conflito e em vez disso atiram com ” os miúdos mentem”, “se dizem alguma coisa lá em casa vão ver..” Quanto às soluções, concordo que a coadjuvação pode dar um boa ajuda mas também acho que se tem que envolver os alunos e pais sobre as dinâmicas do grupo-turma, com assembleias por exemplo…

  2. Pais que colocam gravadores em mochilas de crianças para gravar aulas?. Está tudo dito! Noutros tempos fazíamos, tal como agora, muito disparate… A diferença é que havia consequências! Agora as ”criancinhas” não podem ouvir nem um berro…
    O que eu hei-de rir quando uma certa prática educativa chegar ao mundo real… e , os outrora rebentos mimados, ”levarem” um dos belos chefes que, infelizmente, abundam num certo modelo empresarial… Não haverá gravador que resista!!!

    • Esta situação espelha a forma como as escolas e as famílias andam de costas voltadas. Numa comunidade educativa “civilizada” as pessoas, teriam abordado a situação sem receio, numa conversa sobre o que não ia bem dentro da sala. Mas perante as queixas, o que a escola de início fez? Chamou pais e professora? Tentou mediar o assunto antes de perder a mão? Nada disso. Perante críticas a coordenação preferiu escolher um lado da barricada. Assim ninguém saiu
      bem desta história…..

  3. A educação é sempre a tarefa primordial dos pais mas a criança não vive exclusivamente em casa. Como diz o provérbio africano ” é precisa toda uma aldeia…” Sacudir a água do capote fica mal aos pais mas, também aos professores. Naturalmente que um professor, sozinho na sala de aula, com 20 a 26 alunos é tarefa exigente. Claro que é de esperar e compreender que de vez em quando fique com “a cabeça em água” e diga ou faça algo desajustado. Que atire a primeira pedra, o pais ou mãe que nunca “perdeu a cabeça” e que nunca disse ou fez algo que não devia. Agora por favor, se os professores se sentem ” em dificuldades” devem procurar “apoio” na comunidade educativa. Sim, os pais e também os miúdos, podem e devem ser envolvidos para contribuir com ideias para melhorar o funcionamento do grupo-turma. Mas nunca vejo esta atitude por parte dos professores. O respeito deve ser mútuo e não unilateral. A autoridade na sala de aula constrói-se e não pode ser pretexto para se falar e se agir com uma criança, de 6 ou de 9 anos, de uma forma que não se atreveria a falar com um adulto, pois não? A culpa está toda nos miúdos, pois e nos pais deles? A sério, assim não vamos a lado nenhum…

    • A autoridade na sala de aula constrói-se e não pode ser pretexto para se falar e se agir com uma criança, de 6 ou de 9 anos, de uma forma que não se atreveria a falar com um adulto, pois não? Nem digo adulto, basta adolescente…

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