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Na Educação Física Escolar o Contágio é Inevitável – Paulo Prudêncio

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As orientações para a Educação Física Escolar incluem aulas sem máscara para turmas completas que chegam aos 30 alunos ou mais. Inscrevem ainda três metros de distanciamento físico e ausência de testes à covid-19. Sugira-se aos muito treinados profissionais da NBA ou do futebol que tentem uma coisa parecida e sem viverem em qualquer bolha. Seguramente que recusam liminarmente e até aconselhariam um internamento aos proponentes.

Mas se na Educação Física Escolar é assim, nas outras salas de aula apenas se acrescenta a máscara em espaços também apinhados. Como o distanciamento físico é naturalmente, e constantemente, contrariado, é natural que os jovens, na maioria assintomáticos com capacidade de contágio, sejam transportadores do vírus no vai e vem entre as escolas, as habitações e as tais festas familiares. Para além disso, a teoria das bolhas é uma “impossibilidade” com as escolas, e as suas envolventes, lotadas. Mas não nos admiremos que a culpa ainda será dos jovens porque não cumprem procedimentos insensatos que eliminaram qualquer ideia de gradualismo.

Fonte: Correntes

4 COMMENTS

  1. O contágio é inevitável!
    O título “Na Educação Física Escolar o contágio é inevitável” é mais uma daquelas afirmações que, desinseridas completamente da realidade, apenas pretende chamar a atenção para um artigo sobre uma realidade que se vive na escola, mas que é completamente enganadora! Para isso basta para isso olhar de uma forma global para a situação vivida diariamente pelos alunos em contexto escolar (e nem vou falar dos transportes para a escola). Em qual das seguintes situações, que acontecem todos os dias nas escola e agrupamentos escolares, estão os alunos mais próximo de um “contágio inevitável”:
    1. Entrada e saída dos alunos do estabelecimento escola, com os alunos a menos de 1 metro de distância e com/sem máscara.
    2. Intervalos entre as aulas, com os alunos a menos de 1 metro de distância e com (alguns casos, sem) máscara.
    3. Aulas teóricas na sala de aula fechada, com os alunos, em média, a 1 metro de distância, com máscara.
    4. Aulas práticas na sala de aula fechada, com os alunos a menos de 1 metro de distância, com máscara.
    5. Aulas de Educação Física (que só acontece 1 ou 2 vezes por semana), em espaço aberto ou pavilhão (com áreas 5 a 10 vezes maiores que as salas de aulas), com os alunos, em média, a 3 metros de distância, sem máscara.
    Não tenho a mínima dúvida que o grau de contágio vai diminuindo de 1 para 5, pelo que a situação da Educação Física Escolar é obviamente aquela que, no ambiente escolar, tem menos perigo de contacto para os alunos., para além de ser a única que contribui para a saúde física dos alunos, aumentando assim as resistências ao COVID-19.
    E por favor não se compare o que não é possível comparar, ou seja, Educação Física Escolar com Desporto Profissional!
    É que o pensamento livre deve de ser expresso de uma forma responsável e verdadeiramente integrada, e não ir identificar uma situação isolada para um título verdadeiramente enganador!

    • Sou de educação física, adoro educação física, mas há uma grande diferença, a ausência de máscara.

      • Claro que sim. E depois, em que isso contribuiu para o contágio, comparando as restantes condições apresentadas? Não me diga que discorda com o grau de perigosidade apresentado, onde as aulas de Educação Física são as menos perigosas das 5 situações que ocorrem todos os dias nas escolas portuguesas? E se é de Educação Física, sabe que essa disciplina é a única que contribui para a saúde física dos alunos.

        • Não se trata do contributo à saúde. Isso é claro. Agora digo-lhe, todas as aulas vejo alunos a não cumprirem com o distanciamento e estou sistematicamente a avisar para ele. Já me zanguei diversas vezes por causa disso. É muito complicado

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