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Muitos chumbos, mais abandonos, menos alunos e 30 mil professores perto da reforma

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São vários os jornais que fazem referência ao relatório do Conselho Nacional de Educação referente ao ano 2016, apesar deste ainda nem sequer estar publicado no seu site oficial…

Segundo dizem as notícias, é mais do mesmo, onde a elevada percentagem de chumbos tem naturalmente destaque, apontando o dedo aos professores e aulas expositivas. Se é verdade que essa forma de ensinar é cultural e transversal, também é verdade que são cada vez mais os professores que flexibilizaram sua forma de ensinar. É um processo que está a decorrer, que demora o seu tempo, mas inevitável.

O relatório refere mais uma vez a redução do número de alunos, em virtude da quebra da natalidade e emigração de muitos jovens casais. A não aposta na natalidade continua a ser um pecado mortal deste e anteriores Governos e Portugal pagará um preço elevado a médio prazo. Já que somos o melhor destino turístico do mundo, podemos utilizar essa bandeira para reter alguns dos milhões de turistas que por cá passam… Fica a ideia 😉

No jornal Público, à uma curiosa abordagem ao número de professores, a jornalista Clara Viana faz uma manchete com o título, só serão necessários mais professores até 2020, quando no corpo da notícia constatamos que o estudo aponta para a reforma de 30 mil professores nos próximos 15 anos.

Segundo a investigadora, nos próximos 15 anos deverão reformar-se cerca de 30 mil professores, mas para manter a actual relação do número de alunos por docente (10 em média) o sistema só necessitará que entrem 13 mil novos docentes.

Mas este cenário é apenas uma de muitas hipóteses pois as políticas educativas são muito mais decisivas no número de professores necessários do que toda a conjetura demográfica.

São expectativas correctas se a organização do sistema educativo e das escolas se mantiver inalterável e só se tiver em conta a quebra demográfica”, comenta o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, para frisar de seguida que “a educação não é feita apenas de estatísticas, mas sobretudo de políticas”. Como exemplo, aponta o facto de ter havido “uma queda de 30% do número de professores nos últimos 10 anos quando o total de alunos registou uma diminuição de apenas 10%”. Ou seja, precisa, “dois terços da redução dos professores não teve nada a ver com a queda demográfica, mas sim com a adopção de políticas como o aumento do número de alunos por turma ou a constituição de mega-agrupamentos”.

De referir ainda que o estudo indica que a indisciplina é maior nos professores com mais de 50 anos. Este assunto é muito sensível, pois é natural que os visados se sintam injustiçados e muitos serão certamente. Mas não posso deixar de dizer que a diferença de 40 anos entre alunos e professores, pode ser um motivo gerador de indisciplina pela diferença cultural e de linguagem existente. Mas o principal motivo será sempre o cansaço acumulado de várias décadas e a falta de paciência natural para aturar meninos mal-educados muitas vezes com a cobertura indevida dos seus progenitores.

Ficam os links para várias manchetes.

Só serão necessários mais professores até 2020

Pré-escolar em queda durante quatro anos e não foi por causa da baixa natalidade

Há mais alunos a abandonar a escola antes do tempo

Escolas do norte de novo apanhadas a inflacionar notas

“Estado da Educação 2016”: Ensino superior perdeu 42 milhões de euros do Estado num ano

Há mais alunos a abandonar a escola antes do tempo e menos professores

 

2 COMMENTS

  1. A tutela que assuma as passagens administrativas do 25 de abril no papel. Não senhor. Não querem assumir nada. Em vez disso, há que pressionar os professores, mesmo se isso implique enxovalhá-los sem escrúpulos. A mim não me enganam. Chicos espertos.

  2. Os títulos dos jornais , o prefácio do Estudo tem um único objetivo: O ATAQUE AOS PROFESSORES e à Escola Pública…. Então a das aulas expositivas é de uma leviendade que dá vontade de rir… Onde estão as provas???? Uma ”porcariazinha” de um gráfico tendo como fonte o AQUEDUTO???? E extrapola-se que as aulas dos professores são expositivas e que é por isso que os alunos reprovam ???O AQUEDUTO ? A tal coisa também participada pela fundação Francisco Manuel dos Santos???? Tenham vergonha! Mas onde estão os dados que permitem estas conclusões???? Uns inqueritozinhos???? E a relação estabelecida não passa de uma mera opinião tendenciosa e sem nenhuma verdade que a sustente!
    Na página 18 , deste documento altamente politizado, um dos académicos citados para fazer valer a tese que o investimento em educação não é relevante é a do reaccionário, e altamente polémico, economista americano Eric Hanushek , do Instituto Hoover… E para mim quase que chegaria… Pensam que somos todos idiotas???? Que somos todos ignorantes???? Que não sabemos onde pretendem chegar???
    Um estudo vergonhoso e mais vergonhosa é a maneira como foi apresentado na imprensa e o que se achou por bem salientar!!! Um ataque declarado por parte do CNE aos professores e à escola publica!

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