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Movimento perpétuo – Histórias das migrações portuguesas

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Movimento perpétuoMais um muito humano e agradável Livro da Ana Cristina, jornalista, escritora e amiga, que se lê interessada e rapidamente, não necessariamente numa viagem Porto /Lisboa ou Lisboa/Porto como foi sugerido no Lançamento no Mira Fórum no dia 03.06.2016, mas, leremos onde bem quisermos. E mais um Livro a valer ler da Ana Cristina.

O Livro: Movimento Perpétuo – História das migrações portuguesas, teve o empenhamento da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e é mais uma Obra que por todos deveria ser lida e o custo é muito acessível, só 3,5 euros. E nem é um Livro pesadão, nem grandalhão.

E destacam-se frases a abrir o apetite a uma Leitura de um Bom Livro, neste tempo de Migrações, Refugiados e demasiadas Incompreensões.

Sendo que nos fomos (somos!) Refugiados “lá fora , e cá dentro” e também soubemos bem cá dentro Refugados receber, por exemplo na II Guerra Mundial.

 

 Movimento Perpétuo – História das migrações portuguesas da Ana Cristina Pereira

 

Algumas frases:

Há um padeiro desterrado em Timor no início da ditadura militar. E dois filhos apanhados ainda pequenos pela II Grande Guerra, resgatados por australianos e recolhidos pela Casa Pia de Lisboa.

Há um serrador que cumpriu ordem para combater em Moçambique. E um operário que desertou e fugiu para França.

Há mulheres que estavam na fronteira luso-espanhola a passar gente sem papeis. E mulheres que foram ter com os maridos a Moçambique e tiveram de fugir.

Há um comercial que se livrou disso tudo, mas foi surpreendido pela crise, desempregado, com casa por pagar, e arriscou a sorte em Inglaterra.

E há uma encruzilhada de outras vidas que as circunstâncias empurraram para dentro ou para fora do país.

São ecos dos últimos cem anos de migrações portuguesas.

– …a memória, o que se recorda e o que se esquece ou transforma..

 – …as pessoas comuns não contam espontaneamente o que viveram.

 – ….mas desconhecemos os modos de ver dos soldados rasos.

– Nos textos de Ana Cristina Pereira, os constrangimentos não desaparecem: os indivíduos fogem à miséria, à ditadura, à guerra, à crise que arruinou milhares de vidas nos últimos anos.

– ..o pai de Ana Cristina Pereira optou por cumprir serviço militar.


– …o pai vestido do soldado a segurar uma G-3..

 – África, sim, podia ser assunto.

 – Longo era o serviço militar obrigatório. o pai cumpriu-o no Exército…

 – …até três rações de combate às costas….

– Não sei quando é que os fantasmas da guerra deixaram de assombrar o pai.

 – Às vezes , a mãe pede-lhe que se cale.


 – Timor vivia de empréstimos.

– … Salazar…para que não se dissesse que Portugal abandonar o território e renunciara à soberania….

– Mais a partir de 1961, com eclosão da guerra colonial. Obter um passaporte de emigrante era difícil.

 -…..isto é sem documentos, a salto.

 – Passara fome, ai se passar.

– Cumpriu 23 meses de prisão e pagou 18 contos de multa.

 – Salazar caíra da cadeira de lona, no Forte de Santo António da Barra, no Estoril.

– Portugal era um país rural, de certo modo feudal.

 – ….o ter despejado num dos muitos bidonvilles….

– Nem sequer se pode dizer que fosse politizado quando decidiu desertar.

 – O PCP preferia que os militantes lutassem conta a guerra dentro da guerra.


 – Já não teve de ir combater para os cus de Judas.

 – Nem imaginava que um dia teria de emigrar ..

 – Repetiam-se as notícias sobre famílias forçadas a entregar a casa ao banco.

 – …a circulação de trabalhadores dentro da União Europeia não se faz entre iguais.

– Achava que a democracia ainda não se cumprira…


– ateado o ódio racial, o confronto amaçava atingir proporções inimagináveis.

 – Portugal era um país rural, pobretão, semianalfabeto,. Velho nas ideias, atrasado nos costumes. A Madeira mais ainda.


– Não sei o que vou fazer à minha vida. Estou à espera que apareça um trabalho para me valer.


construi-se devagar este puzzle das migrações que abraça quase sem anos.

Bem e agora, será de cada uns, só por 3,5 euros ler este, mais este humano e verdadeiro Livro amiga , Ana: Movimento perpétuo – Histórias das migrações portuguesas – Ana Cristina Pereira ,mais  ainda num circunstância de  o nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa ,estar na Emigração e bem no dia 10 de Junho de 2016.

 

Augusto Küttner de Magalhães

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