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Monodocência no 1.º ciclo, q.b, se faz favor…

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fita_metrica_1907Na proposta de organização do próximo ano letivo, está prevista uma maior autonomia para as escolas na gestão do seu crédito escolar, sendo a mesma proporcional ao número de turmas – e se for a avante a redução do número de alunos por turma existindo um consequente aumento do seu número, melhor ainda.

A partir do próximo ano lectivo, a atribuição destas horas (os chamados créditos horários) passará a depender, quase em exclusivo, do número de turmas existente na escola, deixando de ser considerados os resultados obtidos pelos alunos na avaliação interna (feita pelos professores) e nos exames, a percentagem dos que conseguem transitar de ano, bem como a redução dos que abandonam o ensino a meio da escolaridade.

Na mesma proposta consta que a monodocência no 1º ciclo é para manter, terminando assim com os ventos que apontavam para o seu fim. Ficamos também a saber que não está para breve a junção do 1º com o 2º ciclo como também chegou a ser ventilado…

Que fique claro que não estou contra a monodocência em si, estou sim contra, vá, desiludido… por se desperdiçar mais uma oportunidade em tornar a Educação Física uma disciplina lecionada dentro do horário letivo e por um especialista. Algo que existe para a disciplina de Inglês e muito bem.

Sejamos claros, os professores do 1º ciclo não dão educação física e sinceramente não deviam dar.  Sim existem as AECs, mas estas não são de caráter obrigatório e se for como nas minhas bandas, a participação dos alunos reduz-se aos dedos de uma mão.

Já o disse e repito, não faz sentido que no ensino secundário os alunos usufruam de 4 tempos letivos semanais e na fase onde os alunos mais precisam de descarregar baterias não tenham um único tempo para a prática desportiva. É um erro tão gritante tão gritante, que não consigo compreender a sua manutenção ano após ano, Ministro após Ministro…

Enquanto pai e muitos que quisessem ser chatinhos como eu, podíamos arranjar um pri pro quo com a professora titular ou a direção da escola por o programa não estar a ser cumprido, mas a culpa não é deles, a culpa é de quem se esquece ou faz-se de esquecido do que prometeu, quando disse que iria valorizar as disciplinas ditas não nucleares. Ou a Educação Física nem isso é?

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No 1.º ciclo, o professor titular deverá assegurar todas as componentes do currículo com excepção da disciplina de Inglês, “promovendo uma abordagem globalizante das aprendizagens”.

Outro dos pilares do novo diploma, destacado pelo ministério, diz respeito ao que classifica como “valorização da monodocência” no 1.º ciclo ou seja, na existência de apenas um professor por turma que assegure “as componentes do currículo constantes da respectiva matriz, à excepção do Inglês”, que passou a ser obrigatório a partir do 3.º ano de escolaridade. Isto significa que aos docentes do 1.º ciclo serão atribuídas não só a leccionação de Português, Matemática e Estudo do Meio, mas também as áreas de Expressões Artísticas e Físico-Motoras, que antes podiam ser distribuídas pelos professores da escola “possuidores de formação e perfil adequados”.

3 COMMENTS

  1. Concordo plenamente que as disciplinas mais específicas como a educação física devia ser dada por técnico especializado

  2. Tens razão, não acontece na maioria das vezes. No entanto, eu sempre cumpri essa obrigação, bem como leccionei as outras Expressões (Dramática, etc.). Concordo que a Expressão Físico—Motora seja leccionada por alguém com vocação para tal, como acontece no caso do Inglês.

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