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MLR e Nuno Crato PISAram a Educação, não são dignos de elogios. O mérito a quem o merece!

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Este endeusamento que estão a fazer a Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato é típico de quem tem uma visão meramente político-partidária. É preciso antes de mais colocar os pés no chão e ficar satisfeito sim por sermos o país que mais evoluiu nos resultados PISA, mas não convém esquecer que ainda não chegámos ao pelotão da frente, isto tendo como premissa que o PISA é o verdadeiro referencial do sucesso, mas isso é outra conversa.

 

Recordemos Maria de Lurdes Rodrigues:

Foi a Ministra que proferiu a célebre frase Perdi os professores mas ganhei os pais e a população.

Foi a Ministra que mais atacou, denegriu e humilhou os professores portugueses… Disse também que os professores faltavam muito e que eram os principais responsáveis pelo insucesso educativo.

Foi a Ministra que criou a divisão entre professores, através dos professores titulares.

Foi a Ministra que criou um sistema de avaliação que tinha como principal objetivo bloquear a progressão na carreira, com cotas por escola e colegas a avaliar colegas sem formação específica para o efeito.

Foi a Ministra que criou as aulas de substituição, aulas essas que só tinham o nome, pois era uma mera jaula para alunos e professores.

Foi a Ministra que tinha como secretário de estado Valter Lemos, que chegou a dizer que agredir 2 professores por diase dilui rapidamente no universo existente.

Foi a Ministra que fez “buuuu” aos alunos num corta-mato dizendo depois “eu grito mais alto”.

Foi a Ministra que fez a “festa” da Parque Escolar.

Foi a Ministra que criou o plano da Matemática e que no último ano desse plano, o grau de exigência dos exames foi convenientemente acessível.

Foi a Ministra que certificou compulsivamente os adultos e apostou num ensino alternativo (CEF) onde o facilitismo era a regra.

Foi a Ministra que tirou democracia às escolas com a criação da figura do Diretor.

 

Quanto a Nuno Crato:

Foi o Ministro que centrou o ensino no Português e na Matemática. Muitos esquecem-se que os resultados obtidos são fruto de muitas horas destinadas apenas a duas áreas curriculares e que em mais nenhum país existe uma tão elevada carga letiva.

Foi o Ministro que desprezou as Expressões, eliminou a Educação Física da média de acesso ao superior, acabou com a Ed. Tecnológica e reduziu o desporto escolar.

Foi o Ministro que tornou a Escola Pública um centro de treino para exames, um ensino que visava apenas o resultado.

Foi o Ministro que tornou a avaliação dos professores uma não avaliação.

Foi o Ministro que criou a PACC, a prova de acesso para os professores contratados.

Foi o Ministro que aumentou o número de alunos por turma.

Foi o Ministro que criou um gueto nas escolas, chamados cursos vocacionais, com cargas letivas completamente desajustadas à tipologia dos alunos.

Foi o Ministro que fingiu dar autonomia às escolas com os ainda em vigor “contratos de autonomia”.

Foi o Ministro que agravou o horário dos professores do 1º ciclo.

Foi o Ministro que acelerou a municipalização escolar.

Foi o Ministro que criou metas e metinhas, como se uma checklist se tratasse, tornou os programas mais extensos e complexos.

Foi o Ministro que criou um estatuto do aluno que torna a escola pública num tribunal burocrático.

Foi o Ministro que contratou, despediu e contratou novamente professores, mentindo na Assembleia da República, dizendo que os professores iriam permanecer nas escolas após reconhecer um erro na colocação de professores.

Foi o Ministro que mais “sangrou” professores, tudo em nome da Troika.


Não foram heróis, deuses e muito menos bons ministros. Há 15 anos que os resultados obtidos no PISA têm melhorado, é verdade, mas nesses 15 anos existe apenas dois denominadores comuns… Os professores e os alunos. Estes são os verdadeiros heróis que sobreviveram a vendavais legislativos, congelamento de carreiras, agravamento da carga letiva/laboral, humilhações públicas e que mesmo assim, mantiveram-se firmes dentro da sala de aula, lutando contra a adversidade.

Haja memória, haja respeito e dê-se o crédito a quem realmente o merece!

5 COMMENTS

  1. Era bom que o novo ministro de educação de Portugal voltasse a repor a Educação Tecnológica nos currículos e até a alargasse aos ex-ministros de educação que tão falta têm dela!

  2. Ainda bem que não esquecemos tudo o que passámos e ainda estamos a passar! Os programad super extensos, os alunos a monte nas aulas, a corrida para cumprir as planificações, os alunos que deixámos para trás, todos nós cada vez mais velhos e os novos que nunca puderam ficar. Espero nunca esquecer!

    • Sim, este texto foi feito para nunca mais nos esquecermos o mal que estes senhores causaram à escola pública.

  3. uma escancarou as portas e foi por ali fora em furor revolucionário sonso , afirmando que os professores eram muito mauzinhos e que nem todos podiam ser “El Comandantes”, e foi a barafunda e a entropia nas escolas… ; o outro aproveitou-se do legado e juntou-lhe exames e horas e horas a rodo de disciplinas estruturantes, desenvencilhando-se de “empecilhos” e dando-lhes vocacionais. Não implodiu o ME porque o chamamento do berço nobre foi mais forte e o Mao já morreu.

    Agora temos as flexibilidades, as transversalidades, os trabalhos de projecto e mais as conhecidas Áreas escola, mantendo-se toda a infraestutura anteriormente criada. Uma espécie de bolo às camadas, já a cheirar a bolor e fermol. Não faz mal. O pessoal engole.

  4. Conjunto de regras para os alunos obterem bons resultados nos exames nacionais e internacionais.

    Regra 1 – Conhecer bem os programas das disciplinas.

    Regra 2 – Desprezar todas as diretivas emanadas pelo ministério da educação e comunicações de ministros, (metas curriculares, metas de aprendizagem, planos de recuperação, planos de acompanhamento, planos de melhoria da inspeção, planos de turma, etc.). Cumprir o mínimo dos mínimos para evitar despedimento.

    Regra 3 – Preparar as aulas pensando apenas nos programas e nos alunos.

    Regra 4 – Em caso de dúvida seguir regra número 2.

    Só assim se consegue uma melhoria dos resultados dos alunos.

    Anexo – Alguns exemplos que demonstram a necessidade de cumprir a regra 2.

    Lembram-se quando o crato disse que ia “esclarificar” os exames?
    Lembram-se quando a lurdes se congratulou da melhoria de resultados dos exames do secundário atribuindo-a a medidas aplicadas no terceiro ciclo no mesmo ano?

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