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Ministro da Educação admite ajustes em alguns mega-agrupamentos

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PolegarTerá rasgados elogios da minha parte se assim for… só que da teoria à prática diz-nos a experiência que vai um longo caminho. Não tenho dúvidas em afirmar que a criação dos agrupamentos e mega-agrupamentos deixou muitas escolas órfãs de liderança, como que geridas por telecomando. Por mais competente que seja o diretor e sua equipa, a multiplicação de alunos, trouxe indubitavelmente uma multiplicação de problemas. Escolas perderam identidade, docentes e não docentes foram despedidos, alunos passaram a fazer dezenas de km para usufruírem de um direito constitucional e pais viram as suas aldeias e concelhos ficarem despidas de crianças durante o dia. A proximidade desapareceu, a escola ficou menos familiar e tornou-se uma fábrica de produção de classificações sob a capa de melhores infraestruturas.

Acredito que em alguns caso fosse inevitável esse caminho, mas também acredito que alguns foram meras vítimas da lei orçamental. A que custo?

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, diz que há ajustes “que têm de ser feitos” em alguns mega-agrupamentos e que o Executivo está a trabalhar para que tal aconteça.

“Se [o modelo] funcionou para todos? Não. Se há ajustamentos que têm de ser feitos? Indubitavelmente. Se estamos a trabalhar para que isso aconteça? Não há nenhuma dúvida”, afirmou o ministro da Educação, que falava durante o debate “A Educação na Europa. A Europa na Educação”, na Escola Secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra.

Tiago Brandão Rodrigues respondia a uma pergunta do moderador sobre mega-agrupamentos, depois de o deputado europeu Marinho e Pinto ter questionado, durante o debate, se este tipo de modelo respondia aos problemas dos alunos e se era funcional.

De acordo com o ministro da Educação, os agrupamentos “foram uma opção de organização” adoptada e que a própria OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) “indica este modelo como o modelo de referência”.

No entanto, num território “tão desigual”, em que há meio urbano “de diferente configuração, meio suburbano e meio rural”, o modelo implica “necessariamente alguns ajustamentos”.

“Estão indicados como uma forma de organização que funcionou para alguns aspectos” do sector educativo, constatou o ministro.

Ministro da Educação admite ajustes em alguns mega-agrupamentos

(RR)

Reportagem RTP

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