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Ministério de Educação entra em blackout.

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Depois da notícia do Público Português e Matemática não terão menos horas, garante ministério e do ComRegras ter apontado algumas das contradições no discurso da Tutela –Português e Matemática não vão perder horas. Afinal, quem manda no Ministério de Educação?,- agora foi o Expresso a fazer o mesmo exercício. A diferença é que o Expresso quis saber o porquê da mudança de discurso.

O Ministério diz que não há qualquer contradição e explica porque só agora resolveu dizer o que realmente pensa: “Volvidas duas (três) semanas de debate em torno de um questão que, efetivamente, não se coloca, entendeu o Ministério da Educação ser taxativo quanto à questão do Português e Matemática — que não irão sofrer redução horária”.

Isabel Leiria, como uma jornalista atenta que é, perguntou de seguida.

Fica agora por esclarecer como é que vai dar às escolas a possibilidade de decidirem 25% do carga curricular total, atribuir novo tempo letivo aos temas da Cidadania, reforçar áreas que estão “descalças” e não cortar a Português e a Matemática. Irá aumentar os horários dos alunos?

A resposta foi …………………………………………………………………………………………………………………………….

E ao perguntar se as mudanças que se avizinham serão previamente testadas em algumas escolas, a resposta foi um “chutar para canto”, típico quando não se quer comprometer com mais nada.

“A construção de instrumentos de flexibilização curricular tem vindo a acontecer num diálogo intenso com as escolas, com as associações profissionais, sociedades científicas, diretores e peritos em educação, envolvendo também pais e estudantes. A divulgação e respetivas estratégias de implementação acontecerá logo que esse trabalho esteja concluído. Neste momento, o trabalho de identificação das “aprendizagens essenciais”

blá blá blá…

Depois de uma abordagem de diálogo e partilha com a comunidade educativa, o Ministério de Educação opta por entrar em modo blackout, garantindo assim que até à data da apresentação do documento final, não haverá mais contradições que apesar de serem negadas foram por demais evidentes.

Educação: Governo nega o que tinha admitido

(Expresso – Isabel Leiria)

5 COMMENTS

  1. Quando se referem “peritos em educação”, é porque a coisa não funciona ou terá grandes dificuldades em funcionar.

    E a gente desconfia.

  2. Este ministério é um mistério! Pior que o ministério do Tempo na televisão. Eliminar um exame aqui, recupera umas coisinhas acoli outras ali, mas no essencial pouco muda.

  3. Para mim não é tão líquido que a história seja essa. Parece-me é que o expresso se pôs a adivinhar para pressionar e agora estão todos a arrepiar caminho para ninguém dizer o que disse. É bom lembrar quem é o dono do Expresso. Eu ainda não ouvi ninguém do MEC a dizer peremptoriamente como vão ficar as horas, mas ouço muitas informações atiradas para a frente.
    O Expresso andou a tentar fazer contas e a alimentar confusão, num momento digno dos Truques da Imprensa Portuguesa. Como o Ministro te dá entrevistas, não consegues furar o blackout?

    • Neste momento há um resguardo até sair o documento. E se é verdade quem é o dono do Expresso, também é verdade que foram feitas várias afirmações sem ser ao Expresso e por várias pessoas…

  4. O escritório do Paulo Guinote deve ter tido necessidade de limpeza, pois esteve a fazer uns scanners de livros velhos que explicam o futuro e a mensagem deste ministério.
    Se não for para formações obrigatórias e as turmas ficarem com dimensões mais aceitáveis até tem piada relembrar o passado no futuro.

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