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O Ministério da Educação só ouve os professores quando estes vão para a rua?

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O final do 1º período foi marcado pelo “acordar” de muitos professores que expressaram a sua profunda insatisfação por mais de uma década de perda de poder de compra. Por muitas palavras de solidariedade e simpatia, a realidade é que muitos falam e poucos se chegam à frente. O descongelamento da carreira não é nenhum favor que estão a fazer aos professores, é uma obrigação e uma questão de respeito pelo trabalho docente e restante função pública. A TROIKA há muito que foi embora e o que era excecional passou a ser a norma… Alguns defendem-se com o argumento que o dinheiro é pouco, a esses eu respondo… o dinheiro é pouco mas só para alguns…

A FENPROF estabeleceu uma deadline para fevereiro, é evidente que o Ministério da Educação está a protelar as negociações com muito diálogo e poucas decisões, algo que não fez quando o Orçamento de Estado precisava de ser aprovado e os professores estavam na rua. Não sei se o Ministério da Educação pensa que o tempo vai acalmar as hostes e que o facto de alguns professores subirem de escalão com aumentos de 25% até ao final do ano, vai diluir a azia que existe na sala dos professores…

Enganem-se, se nada for feito até então, preparem-se para um verão quente e peço desde já aos sindicatos para não convocarem greves aos exames, mas para apostarem na greve às reuniões de avaliação, acreditem que os professores não vos vão deixar pendurados…

Professores ameaçam Governo com regresso às greves

(Observador)

É também para discutir a posição a adotar em função da “estratégia do Governo” que os professores se juntam esta sexta-feira na Faculdade de Farmácia. Há dois meses, sindicatos e Governo assinaram um armistício que suspendeu a contestação nas ruas. “Abertura para discutir, há, reuniões marcadas não faltam”, reconhece Nogueira. “Já soluções, medidas… não está nada fechado mas está sempre tudo a ser adiado”, refere o dirigente sindical, prometendo consequências caso o Governo não feche alguns dos dossiês pendentes. “Estar sempre a ser adiado não vamos permitir.”

Fevereiro é o deadline. As decisões sobre o que fazer perante o impasse só ficam fechadas depois do encontro desta tarde, mas Mário Nogueira assume à partida que, faltando a concretização de medidas, a única solução será “voltar às greves, voltar à rua, voltar à grande ação”.

1 COMMENT

  1. …é o massacre… depois de mandar para casa professores 100% capazes, vincular alguns grupos, não pagar o que deve aos “congelados” estes anos todos, agora abandonar as crianças nos recreios! e fazer-se de mouco? só falta fazer de parvo para ir para o céu!

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