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Ministério Da Educação Organiza Festas Covid Nas Escolas?

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As famosas “Orientações” da Dgeste e da DGE, sobre o distanciamento dos alunos têm sido amplamente focadas pela comunicação social.

Pessoalmente considero que estas “orientações” são sobretudo desorientações.

Uma regra deve ser inequívoca, clara e de aplicação universal.

Quando os “sempre que possível” estão associados a pretensas regras passamos a ter ausência de regras e temos o anarquismo instalado.

Imaginemos uma aplicação ao código da estrada: quando se visualiza um sinal de trânsito com o limite de velocidade de 50Km/h é para cumprir sempre ou é para cumprir “sempre que possível”?

Obviamente que deixou de haver regras para o distanciamento nas escolas. Os alunos nas salas de aula com mesas duplas vão estar sentados a milímetros um do outro. Vão ser autênticas festas Covid, só faltam os shots.

Temos a fase final da liga dos campeões sem público devido ao Covid e nas escolas os alunos ficam amontoados. Grande coerência não é?

Diz o ministro: mas também temos a etiqueta respiratória. Mas o que significa etiqueta respiratória, número de inspirações por minuto? Etiqueta do chá das cinco na quinta da marinha?

Isto vai correr mal, muito mal!

A falta de seriedade de quem dirige e comenta a educação neste país é aterradora.

Estas festas do Covid estendem-se também à verborreia do comentadorismo nacional.

A maioria da população pensa ainda que os jovens são imunes ao vírus e se algum professor falecer será porque cumpriu um “sentido de um profundo dever cívico”, como escreveu João Miguel Tavares (Público 2020/07/02) . Mas o regresso ao ensino presencial não é um assunto apenas de professores e alunos. As escolas ainda não são colégios internos, e os alunos, no fim das aulas regressam a casa, vão estar em contacto com os avós e também com os pais.

Se os docentes são uma classe “extremamente envelhecida”, como referiu o mesmo escriba, sabemos também que os portugueses são pais cada vez mais tarde e apesar de alguns raparem o cabelo e branquearem os dentinhos, a data de nascimento no cartão de cidadão não muda e a barba da moda está já bastante grisalha, o que pode significar que caso aconteça um contágio este possa ter consequências bem mais graves do que uma “gripezinha ou um resfriadinho” (Bolsonaro).

Mais, um “sentido de um profundo dever cívico” de alguém que leu um discurso no Dia de Portugal não se coaduna com sua presença em programas de entretinimento em que a laracha, a gargalhada e a piadola são constantes, exige-se uma maior seriedade.

Pessoalmente considero que o meu dever cívico só a mim me diz respeito, quando exerço o meu direito de voto por exemplo. O que norteia o meu trabalho é o meu dever profissional, a que não é alheio o assegurar o bem-estar físico e emocional dos alunos e das suas famílias. É por esse motivo que questiono as desorientações do ME e da DGE, será muito triste se um aluno contagiar os avós e estes depois vierem a falecer. Porque é de Vida e Morte que se trata, não de piadolas de mau gosto.

Uma vida humana é insubstituível e a dita “economia” não se pode sobrepor a esta.

Um outro conhecido bitaiteiro da educação, Paulo Baldaia, apareceu a querer acusar Mário Nogueira (Jornal de Notícias 2020/07/21). Como se o Mário Nogueira tivesse qualquer poder de decisão nas orientações que são dadas às escolas. Mas este pretenso jornalista é já um velho conhecido, esteve sempre ao lado da ministra Lurdes, a tal que perdeu os professores mas ganhou a população.

Curioso como alguns jornalistas são silenciados como Alexandra Borges, Ana Leal, Sandra Felgueiras, José Rodrigues dos Santos, Manuela Moura Guedes e por outro lado há outros que estão sempre na crista da onda do mediatismo politico, financeiro, partidário e clubístico.

Este senhor prestaria um bom serviço ao País se tivesse a capacidade de divulgar o nome dos jornalistas avençados do Ricardo Salgado do Grupo Espírito Santo. Mas é mais fácil malhar nos professores. Isto está tudo dito, como diria o ex-presidente Jorge Sampaio.

Serão só dois mil alunos a passar nos corredores da minha escola em setembro, preparemo-nos então para as festas do Covid.

 

Sr. Professor Zé

28 COMMENTS

    • Aulas presenciais SIM, mas com regras claras e entendiveis e, NÃO, tudo ao monte e fé em Deus… Ou seja, uma anarquia … FESTAS COVID SEM SHOTS!

  1. Se todos os profissionais pensassem assim ninguém iria trabalhar.. diariamente num supermercado circulam milhares de pessoas, incluindo professores, nos hospitais a mesma coisa e ainda não vi nenhuma desgraça numa ala pediátrica sendo que muitas crianças partilham o mesmo quarto. Além disso se a saúde e o bem estar não se podem sobrepor à economia os Srs professores podem ficar resguardados como defendem mas ficariam sem vencimentos uma vez que os alunos podem recorrer à escola virtual para aceder aos conteúdos curriculares e não havendo escola nem avaliação, baseando-me no que se passou este ano, o papel do professor deixa de ter relevância. Imagine-se agora que os médicos e enfermeiros diziam que os hospitais eram bares que promoviam festas virais… Tenham juízo e se não se querem lecionar estão no vosso direito, metam baixa, não podem é querer continuar a receber a 100% sem desempenhar funções.

    • Boa tarde

      Está enganado meu caro! Nunca referi que não iria trabalhar. Já reforcei o meu seguro vida e no primeiro dia de aulas lá estarei.

      Aliás os professores ainda estão a trabalhar, a corrigir os exames imprescindíveis para o acesso ao ensino superior de milhares de alunos, a definir as turmas, conteúdos a consolidar, etc.

      Relativamente aos supermercados devo dizer que já tinha o maior respeito pelos seus trabalhadores, deviam ganhar muito mais, tiveram um papel importantíssimo ao assegurar as linhas de abastecimento (acrescento os trabalhadores agrícolas, agropecuária e logística). A história ensina-nos que grandes exércitos como o de Napoleão ou o 3.º Reich perderam batalhas porque antes tinham perdido as linhas de abastecimento. Mas nos supermercados foram definidas regras, colocaram-se placas acrílicas a proteger os caixas, no chão há marcas que distam 2 metros para referência para o distanciamento nas filas, etc.

      Quanto aos profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros, posso afirmar que sempre estive do seu lado quando reivindicavam melhores condições de trabalho e foram brutalmente maltratados pelo governo e pela generalidade da opinião pública. Mas nos hospitais também foram definidas regras, como a utilização rigorosa de material de proteção individual, distanciamento dos outros pacientes, etc. (mesmo assim houve casos de contágio).

      O sonho supremo de muitos invejosos de retirar os ordenados aos professores não faz qualquer sentido, até porque os professores continuaram sempre a trabalhar, asseguraram o ensino à distância, aulas presenciais, serviço de exames, etc. O que se tornou evidente foi que os professores são imprescindíveis, o “google” ou a “escola virtual” de nada valem sem a orientação de um professor, possibilitam a acumulação de factos dispersos mas não o raciocínio.

      Outros ficaram em casa sem fazer nada a ganhar 66% do ordenado, mas os professores trabalharam a 150% e não receberam nem mais 1 cêntimo.

      Pessoalmente nem estou preocupado comigo, a minha preocupação é com os alunos e com as suas famílias, sei que grande parte deles coabita com os avós e não vejo que esteja minimamente garantida a segurança no regresso às aulas.

      Cumprimentos,

      Sr. Professor Zé

  2. A ausência de contenção nos comentários e opiniões não dignificam a classe docente. Deveremos considerar as simples idas ao supermercado como idas a festas covid?

  3. As turmas têm de ser divididas em 2 turnos, com máximo de 14 alunos. As horas das disciplinas podiam reduzir se para permitir por turno de manhã e outro à tarde. Mas isto não interessa ao ministério da educação porque implicava contratar quase o dobro de professores e receia que o aumento de casos na escola mande tudo para casa com aulas online. Mais, abria um precedente para os próximos anos letivos, e o ministério não quer correr este risco. Só há dinheiro para pagar aos boys….
    Professor rui, cascais

    • Concordo!!! Esse é o verdadeiro problema!!! Não querem contratar mais professores e por isso há que por todos os alunos uns em cima dos outros!!! Os pais deviam ser os primeiros a exigir ao Ministério a redução do número de alunos por turma para exatamente evitarem-se desgraças. Mas é mais fácil ir para o ensino à distância!!! Até fica mais barato!!! Mas os prejudicados são os alunos.

  4. O que para aqui vai de disparate à solta! Querer comparar o incomparável dá nisto, a velha estorinha do Rossio e da Betesga! O “contacto” absolutamente distanciado, portanto com aspas, que acontece num supermercado tem alguma parecença com o que acontece com alunos dentro de uma sala de aula, fechada, porque o Inverno vem aí e sentados a uma mesma mesa, encostadinhos porque o espaço não dá para mais? É parecido, é? E o ódio surdo que perpassa em alguns dos comentários aqui publicados?! Fico perplexa! E assustada, que gente é esta que partilha o espaço comum que é o meu País?

  5. Vamos mesmo continuar a temer um vírus que está claramente na fase endémica? Se parassem de testar os assintomáticos indiscriminadamente, iam descobrir que o vírus já se foi há muito. Vamos sacrificar a vida dos nossos filhos por causa de um vírus com uma taxa de mortalidade tão baixa e em que eles nem sequer são grupo de risco? Vamos obrigar as nossas crianças a usar máscara e a distanciarem-se dos seus amigos? Vamos traumatizar uma geração, porque temos medo do inimigo invisível? E vamos começar a fazer quarentena sempre que houver um surto de gripe?? Desliguem as televisões, e o vírus morre de vez!

  6. Tudo isto correrá bem se nada acontecer… não brinquem com a situação…na escola os alunos estão numa sala sobrelotada e dois em cada mesa….As funções desempenham se mas vamos fazer as coisas bem feitas e não facilitismos…..aqui deixa de haver alunos e srs professores e pais Somos todos cidadãos! É a saúde que está em causa e por favor deixem de criar outra guerra com os professores….

  7. Nos supermercados cumpre-se o distanciamento social e uso de máscara. Nas escolas, em muitas situações, nem uma coisa, nem outra, dado que até aos 12 anos não é obrigatório o uso de máscara. Os professores desejam, como todos os portugueses, realizar trabalho presencial, mas com as medidas de segurança que uma situação de pandemia exige . Não é o que está a acontecer. As medidas do ME são irresponsáveis e afetarão todos . Ana Lourenço

  8. Este artigo é completamente ridículo. Nesta altura ainda haver estas dúvidas…..
    Se eu for atropelada ao ir para o trabalho será que cumpri o tal dever cívico??…
    E esse professor que morrer…. se morrer de cancro também será a cumprir o dever cívico??…
    Gostaria de alternativas, sem ser o abominável ensino à distância (que o meu filho adora, aliás…)
    Querem ficar em casa até quando? Gostaria que me explicassem mesmo: ficar em casa até quando? Dezembro? Março? 2020? 2021?
    Dividir turmas? No restante horário as crianças estão onde? Em casa? Sozinhas? No ATL? Com as restantes crianças? Ou um dos pais deixa de trabalhar? Com os avós?
    O meu agrupamento já definiu as regras. Parecem-me plausíveis. Já falaram com os vossos?

  9. Os professores preparam os futuros cidadãos deste país. Existe alguma classe profissional que tenha passado pelas mãos de um professor?
    Contudo, comi em todas as profissões existem bons e maus. Este bando de párias que por aqui proliferam, das duas uma: ou têm QI muito baixo ou tiveram um professor que os traumatizou.
    Qual é a parte que ainda não perceberam que ensinar à distância implica o dobro trabalho? E os professores, não têm filhos?
    Ah, já percebi! As escolas são locais para despejar crianças.
    Os professores vão dar aulas à distância a partir das escola
    Por fim e para que percebam o Google não é uma fonte fidedigna. Qualquer um pode descarregar o que entender. Aos ingratos que aqui estão, só mais este esclarecimento: o processo ensino/aprendizagens obriga a uma coisa que se chama avaliação. Que eu saiba o Google não faz e espero que os senhores também não.
    Resta o essencial da questão – os alunos, e esses, felizmente, sempre me respeitaram e valorizaram 🙏

  10. Os professores preparam os futuros cidadãos deste país. Existe alguma classe profissional que não tenha passado pelas mãos de um professor?
    Contudo, como em todas as profissões existem bons e maus. Este bando de párias que por aqui proliferam, das duas uma: ou tem um QI muito baixo ou teve um professor que o traumatizou.
    Qual é a parte que ainda não perceberam que ensinar à distância implica o dobro trabalho? E os professores, não têm filhos?
    Ah, já percebi! As escolas são locais para despejar crianças.
    Os professores vão dar aulas à distância a partir das escola.
    Por fim e para que percebam o Google não é uma fonte fidedigna. Qualquer um pode descarregar o que entender. Aos ingratos que aqui estão, só mais este esclarecimento: o processo ensino/aprendizagem obriga a uma coisa que se chama avaliação. Que eu saiba o Google não faz e espero que os senhores também não.
    Resta o essencial da questão – os alunos, e esses, felizmente, sempre me respeitaram e valorizaram 🙏

  11. Excelente texto Sr professor. Estes, professores, têm sido constantemente menosprezados e , parece que custa a alguns elementos irresponsáveis do nosso país, reconhecer a missão,por vezes inglória, de educar e formar os seus filhos. Fazem- no em condições por vezes adversas mas com o espírito de resiliência e com o a meta de os tornar cidadãos solidários e responsáveis no futuro substituindo – se muitas vezes aqueles que deveriam efetivamente formar…e que em vez de o fazerem, egoisticamente, pensam no seu bem estar e realização pessoal e profissional. Assim é fácil ser pai e mãe mas será só de direito não de facto. Neste momento e relativamente ao assunto subjudice os professores estão preocupados com as suas famílias mas também com os seus alunos e por inferência com as famílias destes…as vossas meus senhores!

  12. Festa covid
    Festança
    Festival covid
    Estão a manipular as pessoas
    Se o virus fosse mesmo perigoso como é a tuberculose, isolavam as pessoas doentes. Isto são historias mal contadas para destruir o tipo de vida que tinhamos. Por favor respondam:
    Se um aluno apanhasse tuberculose o que faziam imediatamente?
    Entretanto a Meo tem camaras nA PRaiA. Camaras nas praias?

  13. Sr. Professor Zé,

    Fico feliz por saber que o meu comentário mereceu a sua atenção, lamento contudo que inequivocamente tenha considerado que este havia sido feito por alguém do género masculino, talvez por considerar que uma mulher não ousaria tal comentário…

    Apraz-me dizer-lhe que embora a “inveja” seja infelizmente um sentimento presente em muitos portugueses, algo que vem já do passado, ou não tivesse sido a última palavra de Os Lusíadas. Quero informá-lo que graças ao meu empenho, esforço e dedicação, não me faz qualquer confusão o vosso vencimento, pois o meu é muito satisfatório, contudo não sei o que é ter um horário de trabalho, um fim de semana ou férias há muitos anos pelo que pela sua perspectiva devo trabalhar a 300%. Mas sou feliz no meu trabalho e isso é o mais importante. Infelizmente não recebi nem 100%, nem 150% nem 66% tive que parar porque a economia parou e faço parte dos milhares de Portugueses que trabalham por conta própria.

    Agora tal como milhares de portugueses que se viram obrigados a parar e portanto a ficar sem rendimentos, creio que sendo razoável, se os professores deixarem de cumprir os tempos letivos e não letivos, para sermos cidadãos justos também deveriam aceitar uma redução dos seus vencimentos.

    Pode não ser o seu caso mas muitos professores não cumpriram os horários letivos no ensino à distância nem realizaram avaliações no 3 período, considero que seria justo serem penalizados por tal. Pois como saberá se um funcionário não cumprir todas as horas de trabalho ser-lhe -ão descontadas no final do mês. Por que motivo deverá ser diferente com a classe docente?

    Lamento que referencie o que aconteceu com as tropas Napoleónicas mas não se recorde que no início da pandemia, logo em Março, quando decidiram fechar as escolas antes de muitos países europeus e sem motivos cientificamente comprovados, os supermercados continuaram a funcionar sem quaisquer medidas sanitárias e assim foi por todo o tempo em que estivemos em calamidade. Aliás perante um ou outro caso de funcionários com Covid19 os outros continuaram a ir trabalhar.

    Os hospitais como menciona têm regras bem definidas mas as escolas também têm, o ME em conjunto com a DGS já as elaborou.

    Quando refere que a escola virtual ou o Google precisam de um professor, peço desculpa mas com base no que vimos através da telescola, discordo. Aquilo que muitos professores fizeram nada mais foi do que se limitar a ler o que estava nos PP que eram retirados da escola virtual e não elaborados pelos mesmos, aliás muitos recorreram a vídeos para explicar a matéria ou invés de proporcionarem o raciocínio através de exemplos. Retira-se que alguns professores foram meros transmissores de informação.

    Se fizer um estudo aprofundado sobre o ensino à distância e todas as implicações educativas, cognitivas, emocionais e sociais que acarreta perceberá que são mais as desvantagens do que vantagens nomeadamente no 1 ciclo. Poderei contudo informar que existe todavia software educacional criado para substituir o professor e se tem mostrado bastante positivo junto de alguns alunos mas verificou-se que prejudica as classes sociais mais desfavorecidas e portanto o seu uso também não deverá ser generalizado.
    Se pesquisar no Google sobre estudos do impacto da Covid19 em jovens perceberá que pediatras e outros cientistas já publicaram diversos artigos que comprovam não existirem evidências de que este tenha graves consequências em crianças e jovens. Basta aliás ver os gráficos da mortalidade da doença por grupo etário.

    Embora seja da opinião que o professor deve estar preocupado em ensinar e transmitir conhecimento, tenho plena noção que na sociedade em que vivemos é uma tarefa cada vez mais complicada, mas hoje mais do que nunca os professores devem transmitir segurança e confiança para que todos se sentiam tranquilos ao voltar para a escola.

    Artigos com o teor do que apresenta transmitem medo e desconfiança e numa sociedade em que os alunos revelam não gostar de estar na escola está a abrir um precedente que pode vir a agravar esta situação que deverá ser revertida.

    Caso assim não seja, aliado a um problema grave de dificuldades de aprendizagem resultantes de uma fraca aquisição das aprendizagens do ano anterior, irá estar um sentimento de medo que provoca inquietação psicológica e que poderá ter graves danos no desenvolvimento e aprendizagem do alunos.

    Quanto ao facto de alegar estar preocupado com a família relembro que muitas famílias já tiveram que regressar ao trabalho e portanto ou as crianças ficariam sozinhas em casa, ou teriam de ficar com os avós…e portanto junto do principal grupo de risco.

    Mas refiro que se fizer uma pesquisa pelo Facebook verá que muitos alunos estão em campos de férias, em atividades inclusivamente desportivas.

    Lembre-se que há milhares de estudantes que têm aulas em cenários de guerra, no meio de favelas com tiroteios constantes, muitos no chão de terra batida em péssimas condições de higiene e os professores que trabalham nestes territórios, lutam diariamente pela educação dos seus alunos.

    Eles transmitem conhecimento mas acima de tudo esperança e é isso que devem transmitir aos vossos alunos, hoje mais do que nunca.

    Votos de um excelente ano letivo

    • Cara A

      Boa Tarde

      Todos os comentários merecem a minha atenção, mas concordará que através da identificação “A” não poderia saber se estava a responder ao “António” ou à “Antónia”. Levantar a hipótese de que eu possa “considerar que uma mulher não ousaria tal comentário…” é completamente descabido e revela “a priori” alguma má-fé da sua parte.

      Não faço distinção. Respeito todos os seres humanos.

      Vou responder por partes.

      Se o seu ordenado é bastante satisfatório, fico contente por si pois não sou invejoso, e com certeza terá um pé-de-meia para se governar nestes tempos atípicos. Será bem mais do que a maioria dos portugueses pode dispor. Creio que fez confusão com as percentagens, nunca referi que que houve ordenados de 150% mas sim quem tivesse trabalhado a 150%, mantendo inalterável o vencimento. Se trabalha diariamente sem fins-de-semana e sem férias será porventura porque está a trabalhar mal, ou trabalha muito poucas horas por dia. Tal como dizia Hemingway “precisamos de mais descanso saudável para trabalhar no máximo”. O que foi também comprovado pelo CEO do Lloyds Bank, Horta Hosório que se tornou uma voz importante na defesa de melhores condições para assegurar a saúde mental no local de trabalho e recordou à BBC o seu próprio caso de “burnout” e deixou um conselho: “Os períodos de alta performance laboral devem ser conciliados com períodos significativos de descanso”. Pessoalmente trabalho para a escola e para os alunos cerca de 50 ou 60 horas por semana, mas no mês de agosto não dispenso umas boas férias, que geralmente utilizo para ajudar familiares nos trabalhos agrícolas.

      Sei perfeitamente que se deixar de trabalhar deixo de receber vencimento. Fui professor contratado durante muitos anos e quando o contrato acabava ficava sem trabalho e sem dinheiro. Não tinha direito a subsídio de desemprego, era mesmo zero. Na altura desenrasquei-me, trabalhei noutras áreas e se hoje voltar a acontecer vou voltar a desenrascar-me, sem medos.

      Outra confusão que faz é que se um professor falta não desconta, o que é falso. A título de exemplo posso dizer que tive de me submeter a uma intervenção cirúrgica em dezembro e os dois dias que faltei foram-me descontados.

      Diz que muitos professores não cumpriram os horários letivos nem realizaram avaliações, eu sinceramente não conheço nenhum. Se um professor faltasse a uma turma de 25 alunos teria não só os alunos mas também as famílias a olhar para um monitor vazio, o que teria sido divulgado imediatamente pela comunicação social. O processo de avaliação é enquadrado por suportes legais e se houvesse escolas onde a avaliação não tivesse sido efetuada a Inspeção Geral de Educação iria atuar instaurando processos disciplinares. Uma coisa é a realidade outra são preconceitos e maledicências que se leem nas redes sociais. Eu conheço a realidade.

      Diz que em Março fecharam as escolas antes de muitos países europeus, mas também é verdade que fechámos as escolas depois de muitos países. Qual o exemplo que pretende focar, o inglês ou o sueco? Analise as estatísticas e verifique por si se terá sido uma boa ideia. Até o Boris Johnson foi salvo por um enfermeiro que estudou nas escolas portuguesas. As escolas portuguesas preparam muito bem os seus alunos!

      Diz também que não havia evidências científicas para o fecho das escolas, o que é falso. O documento:

      “Rapid Risk Assessment – Novel coronavirus disease 2019 (COVID-19) pandemic: increased transmission in the EU/EEA and the UK – sixth update”

      de 12 de março refere o seguinte:

      “measures in and closure of schools, taking into consideration the uncertainty in the evidence of children in transmitting the disease, need for day care for children, impact on nursing staff, potential to increase transmission to vulnerable grandparents;”

      Nestas coisas e noutras convém lidar com a realidade e não com preconceitos…

      Diz que as escolas têm regras bem definidas mas não é verdade, as regras para as escolas estão pejadas de “sempre que possível”, ”quando possível” e “tanto quanto possível”. Regras há, mas bem definidas é não são. Tente lê-las sem se rir.

      Relativamente às aulas que diz que “vimos” é conveniente analisar toda a sequência. O processo de ensino aprendizagem tem várias fases, aquisição de conhecimentos, compreensão e aplicação, dependendo do nível de ensino poderá haver lugar ainda à relacionação de conhecimentos. Tem que analisar o processo e não um momento particular para formular uma conclusão.

      O tal estudo aprofundado ao ensino online está feito. Foi por mim realizado diariamente desde o dia 16 de março com o feedback dos alunos. Mas não foi “ensino á distância” mas sim “Ensino Remoto de Emergência” devido à situação da pandemia. Não foi o ideal? Eventualmente não. Mas foi uma solução muito melhor do que “ensino zero” com os professores em Layoff? Certamente que sim!

      Se já existisse o tal software para substituição de professores eu já estaria fora do ensino há muito tempo. O que existe é software de apoio às aulas, eu próprio tenho produzido simulações, vídeos, apresentações que ajudam os alunos a compreender melhor a matéria, mas não me substituem. Esse é o sonho dos tais “invejosos”. Em nenhum país do mundo isso é feito!

      Refere que o artigo pode transmitir insegurança, intranquilidade e medo. Sem dúvida. Aos meus alunos eu nunca faltei com a verdade nem com a noção da realidade. É de um vírus mortal que se trata e quando alguém que está contagiado espirra não projeta pétalas de rosa. A realidade não pode ser sobreposta por uma qualquer teoria da conspiração de tranquilidade e segurança. Cada vez mais para sermos cidadãos plenos temos o dever de questionar as decisões de quem nos desgoverna. A realidade é esta:
      https://www.euromomo.eu/graphs-and-maps

      Diz que os alunos não gostam de estar na escola? Em que se baseia? A quase totalidade dos meus alunos revelou que apesar de gostar do ensino online sentiam muita falta dos intervalos e de estar com os colegas e amigos, sentiam também falta das aulas experimentais e principalmente por esses motivos preferiam estar na escola. É curioso que os alunos prefiram mais estar na escola do que em casa com as famílias.

      Para os alunos com dificuldades é necessário investir no seu apoio social e psicológico. Não é com um psicólogo para 1700 alunos que é possível ir de encontro às suas necessidades. Mas entregar o dinheiro aos bancos é que tem sido importante.

      Refere que há professores que trabalham em ambiente de guerra e em condições em que falta o mais básico. Sim, é verdade. Conheço professores que estão em S. Tomé e Príncipe, em Timor, etc. pelos quais nutro o máximo respeito, mas esses professores não são “armas”.
      Se eu for contagiado passo a ser potencialmente uma “arma”, posso contagiar outros que podem vir a falecer, ou os seus familiares e amigos.

      Sou professor e sou um homem de paz, não aceitarei que me obriguem a praticar ações que possam vir a provocar morte ao próximo.

      Os melhores cumprimentos,

      Sr. Professor Zé

  14. VERGONHA DAS VERGONHAS! PORTUGAL NO SEU MELHOR. CONTINUEM COM ESSAS FESTAS COVID E DEPOIS SE VERÁ O RESTO. ENFIM!…

  15. Já percebi que só comenta o que lhe é conveniente, tal como fez anteriormente quando só comentou sobre os supermercados mas não sobre os hospitais.

    Posso garantir-lhe que muitas escolas não ensinaram os conteúdos propostos para o 3 período, nem realizaram avaliações. Contactei com vários alunos nesta situação!

    Além de ter presenciado, também saíram notícias sobre o assunto, pesquise.

    Relativamente aos estudos sobre os impactos do Covid devemos ler todos e não só os que vão ao encontro da nossa opinião.

    Preparamos tão bem os nossos alunos que eles tiram os cursos no nosso país com os nossos impostos mas depois vão ajudar os outros.

    Quanto ao estudo a que me refiro é o último da Health Behaviour in School-aged Children, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde.

    O software é software tutorial, já existe desde o século passado.

    Lamento que não tenha comentado o facto dos professores não fazerem os seus próprios instrumentos de ensino.

    Percebi perfeitamente a questão das percentagens.

    Acho curioso que refira que eu tenho que ter um pé de meia, não sei por que motivo mas enfim nem vou entrar por aí porque acho que não merece, mas os outros é que são invejosos…

    Não trabalho mal, trabalho até muito bem mas o meu trabalho infelizmente não tem dia nem hora marcada, tal como a maioria dos empresários. E não me posso dar ao luxo de tirar o mês de Agosto de férias.

    Curioso mais uma vez não mencionar o tema telescola, crianças que teriam de ficar sozinhas ou com os avós. Nem refere os ATL’s, não lhe convém não é?

    Mas já que está tão preocupado com o meu trabalho e bem estar psicológico acho que deve é preocupar-se com o seu, pois se o seu sentimento de medo e de insegurança é elevado, e respeito tal, acho que deverá ponderar uma paragem, pois ninguém quer que o senhor se transforme numa “arma”, seguindo o seu raciocínio deve ter um pé de meia, senão também arranjará outro trabalho, se bem que neste momento qualquer um poderá ser perigoso.

    Os professores que trabalham nos ambientes que referi não são “armas” mas têm coragem para em prol da educação das crianças, correr riscos. Mas a vida é um risco mas cada um tem liberdade de fazer as suas escolhas.

    Conheço bem a realidade do ensino em Portugal, portanto falo com conhecimento de causa, trabalho na área há muitos anos.

    Já percebi o seu ponto de vista e eu só lhe dei o meu, acho que enquanto professor deveria aceitar as opiniões ainda mais quando são fundamentadas e não querer a todo o custo que os outros aceitem a sua.

    Que tudo corra bem para si no próximo ano letivo.

    • Cara A

      Boa tarde

      Mas que grandes confusões!

      Vamos por partes.

      Diz que eu só comento o que me é conveniente o que é falso, até porque não há qualquer assunto que me seja mais conveniente do que outro, sinto-me completamente livre para comentar.

      Refere que eu não fiz comentários sobre os hospitais o que também é falso. No quarto parágrafo da minha resposta ao seu primeiro comentário consta o seguinte “nos hospitais também foram definidas regras, como a utilização rigorosa de material de proteção individual, distanciamento dos outros pacientes, etc. (mesmo assim houve casos de contágio)”.

      Se conhece escolas que não cumpriram com o estipulado nos normativos legais pode sempre denunciá-las à Inspeção Geral de Educação, eu não conheço nenhum caso.

      Manda-me pesquisar… sem qualquer sentido pois já demonstrei anteriormente que a minha fundamentação é muito mais completa do que a sua.

      Quando diz que “Relativamente aos estudos sobre os impactos do Covid devemos ler todos e não só os que vão ao encontro da nossa opinião” devolvo-lhe o comentário “ipsis verbis”. Estou convencido que investiguei e li muito mais do que a senhora.

      Refere que “Preparamos tão bem os nossos alunos que eles tiram os cursos no nosso país com os nossos impostos mas depois vão ajudar os outros”, mas não me diga isso a mim vá dizê-lo a quem os mandou emigrar.

      O último estudo da Health Behaviour in School-aged Children em Portugal é já de 2018, convém atualizar-se. Pesquise, investigue!
      Por exemplo:
      https://www.publico.pt/2020/07/26/mundo/noticia/reabertura-escolas-israel-factor-regresso-forca-coronavirus-1925801

      Diz que “O software é software tutorial, já existe desde o século passado”. O ensino tutorial já vem desde a idade da pedra, quando alguém roçava com um braço num espinheiro picava-se e aprendia que devia reservar alguma distância de segurança. Não confunda um tutorial com a substituição de um professor.

      Refere que lamenta que eu “não tenha comentado o facto dos professores não fazerem os seus próprios instrumentos de ensino”, o que é mais uma vez falso. Na minha resposta ao seu comentário consta o seguinte: “existe é software de apoio às aulas, eu próprio tenho produzido simulações, vídeos, apresentações que ajudam os alunos a compreender melhor a matéria, mas não me substituem”. Faz os comentários sem ler? E contratos também assina sem ler?

      Nunca eu disse que tinha que “ter um pé de meia” o que eu disse foi “terá um pé-de-meia” (dado que afirmou que o seu ordenado é bastante satisfatório) o que é completamente diferente. Agradeço que não distorça as minhas palavras.

      Diz que “trabalha muito bem”, eu diria que elogio em boca própria é presunção.

      Acha curioso eu não falar na telescola nem nos ATLs porque não me convém? Outra vez? Os assuntos sobre os quais eu escrevo sou eu que os determino, não é você que me vem dizer sobre o que devo ou não escrever. Se está em casa porque teve que “parar porque a economia parou” arregace as mangas e faça algo útil, elabore os seus próprios textos e proponha-os para publicação.

      Diz que o meu “sentimento de medo e de insegurança é elevado”, sinceramente não sei como inventou esta… Já anteriormente afirmei que no primeiro dia de aulas do próximo ano letivo estarei presente na sala de aula com 26 alunos, sem medos.

      Refere que “Os professores que trabalham nos ambientes que referi … têm coragem para em prol da educação das crianças, correr riscos”. Vamos lá a ver se nos entendemos, na questão do covid há 2 tipos de riscos, o risco de morte para quem é contagiado e o risco de ao ser portador do vírus contagiar os outros podendo-lhes causar a morte. O primeiro eu estou disposto a correr o segundo não. Pelo mesmo motivo nas localidades conduzo a 50Km/h e não a 120Km/h. Na sua ótica “a vida é um risco” mas é só para os outros…

      Diz que conhece bem “a realidade do ensino em Portugal” e portanto fala “com conhecimento de causa” pois trabalha “na área há muitos anos”. Como? Então afirma que teve que “parar porque a economia parou” e ao mesmo tempo diz que trabalha na área do ensino? Vou-lhe dar uma novidade: O ensino em Portugal não parou!
      Enquanto a senhora parou eu assegurei um “Ensino Remoto de Emergência” online, entreguei computadores aos alunos de meios socialmente desfavorecidos, estive disponível para conversar com Encarregados de Educação e alunos entre as 8:00 e as 2:00 (da manhã), assegurei o ensino presencial aos alunos que realizaram exame e estou a corrigir exames para assegurar o acesso ao ensino superior. Diz a senhora que é empresária? E está parada? Permita-me o desabafo, de empresário(a)s dinâmico(a)s de rabo sentado, à espera de subsídios, estou eu farto.

      Ouço e leio atentamente todas as opiniões e propostas mas não aceito aquelas que são completamente descabidas, preconceituosas e fora realidade. Se alguém me vier dizer que a terra é plana procurarei sempre repor a verdade através da demonstração dos factos.

      Em termos de conclusão verifica-se que os meus votos são que os outros trabalhadores “deviam ganhar muito mais”, já os seus são que os professores “ficariam sem vencimentos”. Analise as diferenças. Está tudo dito.

      Uma vez que verifico que distorce as minhas palavras, não lê com a devida atenção os textos e não fundamenta adequadamente as suas opiniões, não estão reunidas as condições mínimas para prosseguir esta sequência de comentários, simplesmente não faz sentido voltar a responder-lhe.

      Cumprimentos,

      Sr. Professor Zé

  16. Como deverá compreender embora considere o seu comentário totalmente inapropriado não ficarei sem lhe responder.

    Vamos por partes então:

    Começa por dizer que não digo a verdade quando refiro que só comenta o que lhe convém, ora aqui está a sua resposta: “ Acha curioso eu não falar na telescola nem nos ATLs porque não me convém? Outra vez? Os assuntos sobre os quais eu escrevo sou eu que os determino, não é você que me vem dizer sobre o que devo ou não escrever. ” Ou seja só fala sobre o que quer não argumentando o que corrobora os seus argumentos.

    Relativamente aos hospitais comenta que têm planos de contingência mas não argumenta o facto de nos hospitais existirem imensas crianças a partilharem os mesmos quartos. Quanto às regras bem definidas, também estão traçadas para a escola, que não concorde com elas já é outra questão… aliás se ler todas as regras todas são contraditórias e portanto todas levantam questões, mas não é a mim que me compete avaliar essas inconformidades.

    Não me compete a mim denunciar situações desconformes, aliás o Ministério da Educação tem conhecimento das mesmas, tanto é que decidiu que no 1 período do próximo ano lectivo será dedicado tempo ao currículo do ano anterior.

    Saiu inclusivamente uma notícia que refere que 1/4 dos professsores ao contrário das indicações do ME não lecionou os conteúdos curriculares tendo apenas feito uma revisão do 1 e 2 período. Não tenho necessidade de inventar este tipo de informações.

    Face ao seu “ipsis verbis” lamento mas não tem fundamento…

    Quanto aos alunos que foram emigrar, ninguém os obrigou, e os valores de cidadania e dever deveriam estar incutidos, os vencimentos não devem ser o mais importante quando se tira um curso na área da saúde, ainda mais quando temos falta destes no nosso país. Mas cada um tem a liberdade de fazer as suas escolhas, só não concordo com o facto de mais uma vez o dinheiro dos meus impostos ser empregue nos cidadãos ingleses, por exemplo.

    Relativamente ao estudo da OMS, como diz é de 2018, sim e então, não tendo sido feito outra à posteriori é nele que temos de nos basear, é assim que se fazem e elaboram estudos, na minha tese de mestrado referenciei estudos com bem mais de 2 anos e não é por isso que não são válidos… só deixam de o ser quando outro o sobrepõe. Mais acrescento que é totalmente descabido colocar uma notícia sobre o Covid que nada tem a ver com a educação. Mas enfim…

    É um absurdo referir-se ao software tutorial desta forma até porque foi desenvolvido por grandes nomes ligados à educação e foi desenvolvido para ajudar alunos que por diversos motivos não podiam frequentar a escola.

    Quanto aos instrumentos elaborados por professores na telescola, Não o senhor não comentou, quando falou dos materiais que elaborou foi para corroborar a existência de software educativo. Não argumentou em momento algum o facto do pouco conteúdo pedagógico de algumas aulas da telescola nem do facto de usarem materiais já feitos.

    “Terá” está no futuro , o que implica que já tenha existindo um presente em que tenha tido… vencimento Satisfatório não é sinónimo de elevado! Significa apenas que estou satisfeita com o mesmo e que me é totalmente indiferente o seu.

    Quando refiro que trabalho bem não estou a ser presunçosa mas sim confiante, aliás o meu trabalho é avaliado constantemente e portanto tenho acesso ao desempenho do meu trabalho.

    O sr. não é ninguém para me mandar fazer o que quer que seja! Mas para seu conhecimento tenho imensos textos publicados, livros infantis materiais didáticos e fui inclusivamente convidada a colaborar com um site de uma famosa editora portuguesa mas recusei porque não podia aceitar mais trabalho.

    Quando alguém refere que não se quer transformar numa “arma”, que aumenta o seguro de vida, está implícito receio no exercício da profissão. Ou talvez tenha ido buscar essa ideia ao mesmo sítio que o senhor, quando disse que eu precisava de descansar.

    A vida é um risco para todos, podemos sair à rua e ser atropelados, sou da opinião que não devemos condicionar a nossa vida em prol de um vírus que ainda não se sabe muito bem como atua pois diariamente saem estudos com dados diferentes. Atenção leio artigos científicos não notícias sensacionalistas.

    Além do mais como já lhe referi ser professor implica fazer sacrifícios em prol da educação pelo que deveria saber a importância que esta tem na vida dos alunos a nível emocional, social e cognitivo daí ser defensora do regresso à escola com todas as condições de higiene e segurança.

    Quero só fazer a ressalva que as creches, o secundário e o pre escolar já regressaram e ainda não tivemos nenhuma desgraça.

    Como empresária proativa atuo em diversas áreas sendo que a da educação não é a prioritária. Contudo também sofreu redução porque a educação não é só escola. Aliás pergunto-lhe os alunos com NEE continuaram com os apoios dos professores de ensino especial?? se calhar nem todos, pois nAo é possível colocar por exemplo alunos autistas em frente à um computador durante um longo período.

    Deixe-me informá-lo que nunca o ofendi e considero extremamente desagradável o seu comentário relativamente aos empresários, que pagam impostos que contribuem para a despesa pública e portanto vos permitem ter ordenado ao final do mês e 14 meses por ano. Nunca recorri a nenhum subsídio, lamento informá-lo.

    O senhor revela que não tem qualquer capacidade para perceber que diferentes pessoas têm diferentes opiniões e acha que é o senhor e dono da razão.

    Por o ensino ter tantos professores como o senhor é que o ensino está ainda tão atrasado em Portugal.

    Seja feliz mas não ofenda aqueles que trabalham arduamente e que têm de pagar impostos para garantir que o senhor tenha vencimentos, afinal a função pública é paga por todos os cidadãos, incluindo o sr. claro.

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