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Ministério da Educação convoca sindicatos para uma reunião no dia 11

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Se é para apresentarem a mesma proposta mais vale nem convocarem…

Tutela diz que reatar de negociações são “demonstração de boa-fé” e reafirma a sua última proposta em que considerava apenas 30% do total de tempo de serviço congelado: dois anos, dez meses e 18 dias

Dizer que aguardam por uma proposta quando a base de negociação é ridícula, ou revela gozo ou falta de senso…

Proposta que é hoje, aliás, reafirmada no comunicado enviado pelo governo que diz que a negociação “não pode manter-se adiada” lembrando que as estruturas sindicais “persistem em não adiantar qualquer nova proposta”.

Fonte: Sapo

Por isso a reação foi a esperada…

Mário Nogueira considera “mau sinal” convocatória do Governo

6 COMMENTS

  1. Uma lição para quem está disponível para aprender. O inventor da técnica do indiferentismo em política foi o Eng Sócrates. Com a arrogância que o caraterizava a si e à sua extensão MLR, viram um mar de professores a crescer nas ruas contra as suas políticas e nunca pararam para pensar: como é possível um grupo profissional tão heterogéneo estar de tal modo em consonância? o que os une com tanta força? a razão? nunca tiveram a higiene intelectual de duvidar de si próprios, de se porem em causa, um exercício fundamental em democracia. A sua atitude foi sempre: “…..e a caravana passa”. Depois de Sócrates a Democracia nunca mais foi a mesma. Os cidadãos perderam a crença. Os restantes políticos assistiram incrédulos e aprenderam. Afinal era possível ignorar os cidadãos e continuar a governar. Passou a ser muito fácil ser político: ouvir apenas as pessoas com quem se almoça, descentralizar, subordinar as decisões, municipalizar, dissolver, fragmentar e tornar anónima a autoria das medidas, desresponsabilizar….fazer ouvido de mercador.
    Também foi com apagamento e indiferença que os professores responderam, encolhendo os ombros, quando anos mais tarde, Sócrates e a sua extensão MLR reconheceram, demasiado tarde, que os professores tinham razão e eles tinham errado. Hoje o esgotamento dos professores portugueses, resultado dessas políticas educativas, está reconhecido em estudos internacionais, os professores reclamaram durante anos desta situação, sem que nenhum interlocutor tenha validado as suas reclamações. Os estragos confirmados pelas políticas de Sócrates em matéria de educação estão confirmados, mas Costa escolheu o caminho mais fácil, resolveu aderir à linguagem de Sócrates, à falta de empatia com os cidadãos. Depois de Sócrates nem a Democracia foi a mesma, nem os políticos no poder. Os políticos no poder deitam mão à técnica do indiferentismo com frequência, não receiam o escrutínio do povo, vencem-no pelo cansaço, perderam o cuidado, o respeito e a consideração pelos cidadãos, e estes devolveram-lhes a fineza. Já ninguém espera figuras políticas com grandeza, com integridade, criatividade e coragem para fazer diferente, (surpresas e disrupções só nos chegam do populismo) não as temos a nível internacional, mas esperamos contacto com a realidade, evitem fazer a figura de Sócrates e reconhecer tarde de mais que estão arrependidos e que os professores tinham razão. Sócrates começou a perder o país quando perdeu os professores. Daí o seu arrependimento.

  2. Eles estão lá todos, os mesmos, do tempo do Sócrates. Sob um certo ar bonacheirão, este, o Costa, é o estratega da degradação – desaparece do mapa e deixa as situações que não lhe interessam degradarem-se, apodrecerem e morrerem de apatia… Lembro-me sempre da 1a vaga de incêndios de 2017: estava de férias e por lá ficou… nem uma palavra… e a coisa durou, durou… Também quer “queimar” os profs votando-os à categoria de não problema. Ai dos profs se se calarem: domesticados, calar-se-ão para sempre, ninguém mais os levará a sério.

  3. Peço imensa desculpa mas com o final da greve para dia13(o stop.ninguém lhe liga), o governo que nao quer nem saber, se for preciso faz passagens administrativas, os sindicatos com cozinhados com o pcp , pergunto,para que serve esta greve? Lamento.

  4. Esta greve serve para impedir que destruam as carreiras dos professores, e porque são nossas devemos estar na fila da frente para as defender. é a nossa obrigação moral. Espero que o STOP não seja um sindicato inexistente, é uma voz inconformista, é uma voz livre, sem compromissos, faz falta, os outros sindicatos também fazem falta têm uma longa experiência de fazer frente aos abusos do poder. Esperemos que ninguém baixe os braços. Temos um handicap, o diálogo só é possível com democratas. Democratas precisam-se.
    Se podem fazer passagens administrativas. Claro que sim. Eles podem tudo. Mas fica registado para a posteridade o que escolheram fazer. Os americanos elegeram um pacóvio que afirma publicamente que se quiser sai à rua e mata quem ele quiser, depois chega à Casa Branca e usa o indulto presidencial para se perdoar a si próprio. É o equivalente do Duterte das Filipinas, de quem é amigo por afinidade, que também se gaba de ter matado pessoas antes de ser eleito presidente e depois. Se os cidadãos deixarem, eles podem tudo. Podem inclusive gravar-lhe um número no braço.

    “Primeiro levaram os comunistas,
    Mas não falei, por não ser comunista.

    Depois perseguiram os judeus,
    Nada disse então, por não ser judeu.

    Em seguida castigaram os sindicalistas,
    decidi não falar, porque não sou sindicalista.

    Mais tarde, foi a vez dos católicos,
    Também me calei, por ser protestante.

    Então um dia, vieram buscar-me,
    Nessa altura, já não restava nenhuma voz,
    Que, em meu nome, se fizesse ouvir.

    Martin Niemoller

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