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“Mindfulness” na escola. O que é essa coisa?

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mindfulness

O “mindfulness” está na moda, são frequentes as ações para pais e também professores e os nossos amigos da Oficina de Psicologia têm partido muita pedra nessa matéria.

O site Observador fez uma reportagem sobre o assunto e entre diversas áreas focou a questão educativa. Como diz na reportagem o “mindfulness” é…

um treino mental que ensina as pessoas a lidarem com os seus pensamentos e emoções. Ajuda uma pessoa a distinguir o pensamento útil daquele inútil que, em determinadas circunstâncias, chega a ser prejudicial.

Ora, na escola a capacidade de lidar com inúmeras emoções que fervilham durante a infância/adolescência é essencial. Os miúdos não param, não têm tempo para refletir e a simples capacidade para ficar calado, quieto, fechar os olhos e ouvir o silêncio é tão raro como difícil. Muitos não sabem lidar com a velocidade furiosa de sentimentos, é um equipamento que devia vir de série, mas não vem e nem há garantia que nos valhe.

Algumas escolas têm trabalhado a vertente emocional dos alunos e têm apresentado resultados interessantes, há uns meses atrás lembro de uma notícia sobre yoga na escola, julgo que era em Aveiro e numa breve pesquisa encontrei mais um caso, desta vez em Castelo Branco.

Por vezes o que falta é pensar um pouco fora da caixa e não ter medo de arriscar ou ser alvo de piadas ignorantes…

Fica o respetivo link e um excerto

O que precisa de saber sobre o tão falado “mindfulness”

“Mindfulness” na educação? Como assim?

Educar com mindfulness não quer necessariamente dizer que deixam de existir conflitos entre pais e filhos, no entanto há a promessa de entender mais facilmente que cada conflito tem o seu papel e quais as aprendizagens a ele associadas. “O mindfulness é, no fundo, uma forma de como nos relacionamos com a vida. É a observação propositada do momento presente sem julgamentos e com compaixão”, diz Mikaela Övén, instrutora de mindfulness certificada desde 2012 e autora do livroEducar com Mindfulness (Porto Editora). “Essa observação permite-nos criar um espaço entre emoção e reação, ou seja, podemos ter respostas com mais clareza e podemos dá-las com mais calma”, continua. Assim sendo, a mesma verdade poderá aplicar-se na dinâmica familiar, do educador para educando, o que se traduz em pais com mais calma e que têm respostas mais apropriadas, defende Mikaela, que associa o mindfulness à parentalidade consciente.

Mas quais são, então, os benefícios de uma criança que cresça com a palavra mindfulness no dicionário? “São crianças que crescem com uma autoestima muito saudável, o que não é a mesma coisa que ser autoconfiante. Autoestima significa que lido bem com todas as coisas que sou, é um sistema imunitário social e vai ajudar-me perante os diferentes desafios na vida”, diz a instrutora, argumentando que a autoconfiança, essa, parte do exterior e está relacionada com o ter ou o fazer. Uma vez instalada a autoestima, as promessas passam pela capacidade de a criança desenvolver boas relações com os outros e ter uma noção real do que é a empatia. “Permite desenvolver uma comunicação mais consciente, saber dizer-se o que se quer e o que não se quer. Saber exprimir as emoções.”

E na sala de aula, o que acontece?

Não é que seja um aluno muito assíduo, mas o mindfulness também já chegou às escolas. E a realidade que se verifica há algum tempo lá fora não está particularmente distante do panorama nacional. Prova disso é oprojeto MindUp que há três anos consecutivos é implementado no primeiro clico do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente — são mais de 500 os alunos beneficiados. A ideia do programa que é trabalhado pelos próprios professores na sala de aula passa por promover competências socioemocionais, tal como explica ao Observador o professor e um dos coordenadores do projeto, Fernando Emídio.

“São 15 sessões durante 15 semanas. Começamos pela parte da neurociência, em que é explicado o funcionamento do cérebro, quando é que este está calmo ou agitado. Depois implementam-se exercícios demindfulness, sendo que primeiro ouvem-se os sons e só depois os alunos concentram-se na respiração.” Os exercícios, esses, são idealmente postos em prática três vezes por dia: de manhã quando os alunos chegam à escola, depois de almoço e ao final da tarde, para terminar bem mais um “dia de trabalho”.

Apesar de os resultados não serem de todo lineares, o professor aponta para uma redução significativa da impulsividade dos miúdosdentro e fora da sala de aula, mas também nas relações interpessoais. No que toca à concentração, nota-se um foco de tempo mais longo e o facto de não haver uma dispersão da atenção tão rápida entre os mais novos.“Há essa capacidade de manter a atenção sustentada durante mais tempo e menos ansiedade quando se faz isto antes dos testes.”

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