Início Editorial Mesmo A Denúncia Não Permite Conhecer A Plenitude Da Verdade

Mesmo A Denúncia Não Permite Conhecer A Plenitude Da Verdade

625
1

Não são 20, nem são 21, são 22 as agressões a docentes e não docentes conhecidas pelo ComRegras. Depois da reportagem do jornal I alavancada por esta casa, chegaram-nos mais duas denúncias. Só que infelizmente não as podemos publicar, nem acrescentar ao Contador do blogue, pois não temos autorização de quem as enviou.

Mas podem publicar sobre a forma de anonimato?

Sim, podemos e até já o fizemos. O problema é que qualquer publicação deste “calibre” implica o mínimo de convicção de que a agressão efetivamente ocorreu. Para tal, o nome dos envolvidos, o nome da escola e se possível a participação disciplinar devem ser enviadas para o email do blog: [email protected]

Muitos professores/auxiliares têm medo das direções escolares, muitos professores/auxiliares preferem proteger a sua imagem, não querendo ser conhecidos como os professor/auxiliares que levaram na cara e que não têm mão nos miúdos.

A dimensão do icebergue nunca será verdadeiramente conhecida, mas estou profundamente convicto que o número de agressões conhecidas é apenas uma parte da realidade. E já nem falo em escolas onde os ambientes são de “cortar à faca”, como naquela escola lá para os lados da capital, onde os professores nem sequer saem da sala dos professores com receio, ou que andam aos pares nos corredores…

Não são 20, como não são reais os dados divulgados pelas forças de autoridade sobre as agressões a professores. Há um silêncio que infelizmente torna impunes muitos destes atos cobarde e que precisa urgentemente de acabar, não para que se lance o pânico, mas para que a verdade proteja quem frequenta as escolas. Só a verdade levará a que algo se faça em prol dos professores, dos assistentes operacionais e não menos importantes, em prol dos alunos que assistem a lamentáveis cenas de violência.

Não se calem!

Não se escondam!

Protejam-se com a verdade!

Protejam-nos com a verdade!

Alexandre Henriques

COMPARTILHE

1 COMENTÁRIO

  1. Estou de baixa médica, e o meu atestado diz que não estou confinada a casa, até porque para que a doença da qual sofro, não ganhe terreno devo tentar caminhar e conviver com pessoas. No domingo passado fui tomar um café num estabelecimento comercial na localidade onde moro. Uma aluna de sétimo ano e a a sua família estavam por todo o estabelecimento, quando entrei, a aluna virou-se para a avó e em tom de incredibilidade e proferiu o seguinte: “a minha prof de … está de baixa e está aqui no café!?” Ainda lhe disse que estava de baixa médica, que não estava morta, mas perante a continua falta de educação e impropérios… tive de lhe levantar a voz e dizer que não lhe admitia falta de educação e de respeito em relação à minha pessoa. Nenhum dos infinitos familiares lhe disse nada, só a avó lhe disse quando me viu a falar com uma amiga: “Olha que elas estão a falar de ti!” Surreal!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here