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Menos 268 turmas nos colégios com contrato de Associação

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A minha posição mantém-se, o Estado não tem de subsidiar privados quando existe uma opção pública viável. Quem quer um ensino alternativo que o pague.

O argumento da qualidade é outra conversa, a Escola Pública precisa de melhorar, sim, mas não é dando dinheiro a terceiros que se muda alguma coisa.

Os colégios com contrato de Associação vão perder apoios em mais 268 turmas no próximo ano letivo, confirmou ao DN o Ministério da Educação. O aviso de abertura destes concursos será divulgado esta terça-feira. A redução traduz-se numa poupança de cerca de 21,5 milhões de euros para os cofres do Estado. Somados os números do ano passado, em dois anos letivos o número de turmas apoiadas é reduzido em 478, para um total de 1006 em 2017/18; e as verbas investidas nestes contratos baixam aproximadamente 54,5 milhões de euros, passando o investimento do Estado nestes contratos a totalizar cerca de 81 milhões de euros.

Nos avisos de abertura de hoje, as escolas encontrarão apenas anunciados apoios para 88 turmas de início de ciclo para o 7.º ano de escolaridade e outras 126 para o 12.º ano, num total de 214 vagas. O 5.º ano de escolaridade não consta dos avisos. E, paradoxalmente, essa é mesmo a única “boa notícia” da perspetiva dos colégios.

Colégios perdem mais 268 turmas no próximo ano letivo

(Pedro Sousa Tavares)

Podem saber mais sobre este assunto aqui

7 COMMENTS

  1. É uma no cravo e duas na ferradura, como se costuma dizer.
    A mesma pessoa que escreve “A escola devia pertencer à escola, o poder central devia confiar nos professores e encarregados de educação, para que em conjunto construíssem uma escola autónoma dirigida para os seus alunos.” vem agora dizer que aquele que é praticamente o único modelo que podia viabilizar esse desiderato deve ser abandonado. Incoerências…

    • Não, a Escola Pública precisa é de ser melhorada, não faz sentido pagar a terceiros para fazer um serviço que pode e deve ser feito pelo Estado.

      • Através dos contratos de associação, não deixa de ser do Estado; continua a ser pública, pelo serviço que presta; se calhar não precisa de ser tão melhorada; fica-nos mais barata e, como refere, é uma escola que tem a possibilidade de ser mais dos encarregados de educação e dos professores, que podem construí-la com mais autonomia para os seus alunos.

  2. E por que é que a contratação dos professores não pode ser feita pelas escolas, de modo a permitir que a sua vida profissional tenha mais estabilidade, haja uma melhor identificação com os projetos educativos e os alunos possam beneficiar também disso?

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