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Mega-agrupamentos com 4000 alunos e 350 professores

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A dimensão da escola mudou bastante desde a criação dos agrupamentos, algo que nos dias de hoje até é aceite por grande parte da comunidade escolar. Se os benefícios inerentes a infraestruturas de melhor qualidade e uma maior interatividade social são evidentes, os muitos km que milhares de alunos fazem todos os dias, o despovoamento e uma gestão mais distante dos seus alunos, são preços que ainda hoje se pagam.

Agrupamentos desta magnitude, implicam obrigatoriamente uma delegação de competências em estruturas intermédias altamente eficientes. A complexidade que é articular centenas de professores, é seguramente um enorme desafio. Um desafio que só com muita dedicação e experiência pode ser ultrapassado.

Aquele conceito de escola, onde a proximidade era uma característica tão desejada, morreu. Os benefícios referidos foram apenas uma fachada dos verdadeiros motivos – reduzir a despesa pública.

Sinal dos tempos…

Há mega agrupamentos com mais ‘população’ do que muitos concelhos

(Pedro Sousa Tavares – DN)

No agrupamento de escolas Virgílio Ferreira, de Lisboa, o ano letivo vai arrancar com “4000 alunos e cerca de 350 professores”, segundo a subdiretora Luísa Santos. As 66 entradas de quadros são um caso raro – “só existe mais um no país”. Mas, face a esta dimensão, até “nem são uma percentagem tão grande assim”, defende, explicando que – apesar de só estar em funções desde 2014 – a atual direção já se vai habituando a fazer gestão em larga escala de recursos humanos: “Todos os anos entra e sai muita gente”, acrescenta. “Que não é fácil, não é”, admite.

2 COMMENTS

  1. Este é, sem dúvida, um dos grandes problemas que se coloca à escola e que é o oposto do que se pretende com a ideia de “escola do séc XXI”- flexibilidade, transversalidade, sucesso educativo, trabalho colaborativo, maior proximidade/conhecimento de todos os que estudam e trabalham numa escola, incluindo os encarregados de educação.
    Mas já nada bate certo. Esta é tão só mais uma contradição de pressupostos.

  2. Se algo fracassar (e vai fracassar!), vai ver que o ónus da culpa recairá sobre os suspeitos do costume: os professores!

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