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ME e a arte da Ilusão

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95A nossa Educação, desde que Maria de Lurdes Rodrigues decidiu iluminar-se, não teve mais descanso. Eles entram, eles saem, do ME, mas as nossas escolas vão definhando. Este definhar não se revela somente no estado caótico dos edifícios, mas, e isto é gravíssimo, reflete-se no seio desses mesmos edifícios, desde o “recreio” até às salas de aula. Os professores “arrastam-se” amparando-se no “futuro”, os funcionários, cada vez em menor número e tal como os professores com idade para se sentarem, por uns breves momentos, para um descanso merecido, fazem da escola, na sua grande maioria, um lugar anafado, lento e pouco recetivo a grandes efusões. Neste sentido, os nossos illuminati tiveram uma ideia digna de um génio. Em vez de dotar a Escola de meios, humanos e estruturais, altera-se o currículo, os programas não mudam e vamos ser todos inteligentes como eles! Lindo!

Ah, como é bela a Ritalina! A expressão pode ser risonha, mas o problema é inversamente desproporcional ao ridente. Tal como no parágrafo anterior reitero o desgaste físico e emocional das pessoas que fazem com que a escola viva. Ora, se esse é o problema basta dotar as escolas dos respetivos meios. A ritalina é um paliativo prescrito pelos professores para lidar com o próprio desgaste e o peso da idade, não em todos os casos como será óbvio, mas enquanto os Illuminati continuarem a massacrar os professores física, emocional e burocraticamente com a anuência das corporações sindicais, haverá, certamente, outras prescrições. David Justino foi ao Parlamento explicar os dados obtidos com o último estudo sobre o estado da nossa Educação. Convém ler. Nem tudo é mau.

A moeda tem sempre dois lados. O século XXI vai-nos tornando cada vez mais digitais, virtuais, mas o perigo está logo ao virar a face. A imensa acumulação de dados que, através de diversas plataformas, as escolas e o próprio ME vão armazenando nem sempre nos deixa descansados. Quem tem acesso a esses dados? Como e de que modo os vai utilizar? Qual a finalidade? Até que ponto estamos seguros quanto à nossa identidade e privacidade? São muitas as questões que podem ser levantadas. As respostas… bem, talvez haja agora algumas. O Público e a Catarina Gomes dão-nos a conhecer algumas.

Respeitar diferenças é uma virtude, mesmo que não as entendamos completamente. As nossas crianças devem crescer a saber aceitar e conviver com a diferença, qualquer que seja a sua natureza. A Humanidade evolui com o esforço de todos, mesmo com os pequenos grupos, pois muitas vezes são esses pequenos grupos que fazem toda a diferença.

Por último, e como é hábito, deixo-vos o artigo semanal da Maria João. Hoje é totalmente dedicado à Educação. À que temos e aquela que deveríamos ter. Quem sabe um dia… Leiam, está excelente.

Governo quer definir o essencial para os alunos aprenderem sem mudar programas

(Lusa)

“Nunca tivemos tão bons alunos”, diz presidente do CNE

(Lusa)

“A situação ficou mais clara e vai haver procedimentos uniformes”

(Catarina Gomes)

“Ser transgénero não é uma doença. As crianças precisam de ser ouvidas”

(Catarina Marques Rodrigues)

Epicamente saloios

(Maria João Marques)

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