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Mas é preciso analisar?

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A falta de assistentes operacionais é algo que entra olhos dentro de tão evidente que é. Dizer que se está a analisar o reforço dos ditos, em virtude da passagem para as 35 horas, até dá a sensação que estão a fazer um favor. É o que se chama ter uma bitola baixa no que à exigência diz respeito.

Ministério está a analisar necessidade de reforço de funcionários nas escolas

analisarO presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, alertou hoje para a necessidade de as escolas poderem contratar mais assistentes técnicos no próximo ano, já que a reposição das 35 horas de trabalho vai representar uma menor presença de funcionários, que poderá pôr em causa a segurança dos alunos e a qualidade dos serviços escolares.

Questionado pela Lusa, o gabinete de imprensa do Ministério da Educação disse não estar a prever um “impacto relevante neste setor”, com a alteração das 40 para as 35 horas semanais.

“De qualquer modo, estamos a averiguar as concretas necessidades nesta matéria, em função da ratio conhecida”, acrescentou fonte do gabinete do ME, em declarações à Lusa.

O anúncio governamental da reposição das 35 horas de trabalho agradou aos diretores das escolas, mas estes entendem que devem ser alvo de discriminação positiva: “Tal como foi prometido para a saúde, precisamos que seja feita uma exceção para que se possam contratar assistentes operacionais para as escolas que precisem”, disse à Lusa Filinto Lima.

Nota: esta situação é de tal modo caricata, que temos funcionários das Câmaras Municipais que estão nas escolas e trabalham apenas 35 horas semanais, enquanto outros, que por estarem ligados ao Ministério da Educação trabalham ainda as 40 horas semanais. Estão a ver o clima de “amor e carinho” que deve estar instalado…

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