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Marktest (2016) | Professores são a 2ª profissão mais valorizada pela sociedade portuguesa.

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medalha-de-prataAo ver este estudo fiquei com uma sensação agridoce… Se por um lado um 2º lugar é sempre um 2º lugar e estar à frente de Enfermeiros, Polícias, Engenheiros, Juízes, Bombeiros, etc, é motivo de orgulho, se é que se pode ter orgulho numa situação destas, a percentagem de 6,7% parece-me curta, ainda para mais quando de 2004 para 2016 houve uma diminuição de 0,8%. Além disso são os inquiridos com mais idade (55 a 64 anos) que mais valorizam os professores, o que não deixa de ser preocupante tendo em conta as novas gerações pós 25 de abril…

Curiosa, para não dizer preocupante, é esta obsessão pelos médicos – 1ª profissão mais valorizada. o Sr. Doutor tem um estatuto ímpar na sociedade portuguesa e sem querer menosprezar o seu trabalho, parece-me claramente exagerada tendo em conta o contributo dos restantes serviços. Eu sei que salvam vidas e tal, e até aceito o seu topo na classificação, mas não fica bem a todos nós colocá-los em tão alto pedestal (26%).

E sim… estou a sentir umas protuberâncias anormais nos cotovelos…

Médicos são profissionais mais valorizados

(Marktest)

Para 26.0% dos inquiridos na sondagem da Marktest, a profissão de médico é a mais valorizada. A uma distância muito grande surge a de professor em segundo lugar, referida por 6.7% dos inquiridos.

A ocupação de agricultor é referida em terceiro lugar, por 3.4% dos entrevistados. Polícia surge em quarto lugar, com 3.1% das referências e a ocupação de bombeiro é a quinta mais citada, por 3.0% dos entrevistados.

Numa análise por targets, verificam-se algumas diferenças. A profissão de médico como a mais valorizada é unânime em todos os targets, tendo obtido respostas mais enfáticas junto dos residentes na Grande Lisboa (37.1%) e dos indivíduos dos 25 aos 34 anos (32.6%).

A segunda profissão mais valorizada é também largamente consensual, tendo sido mais valorizada do que na média por mulheres (7.8%), inquiridos com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos (10.8%), residentes no Interior Norte (9.5%) e classe média alta (17.8%). A exceção vai para os jovens dos 18 aos 24 anos, que colocam na 2ª posição a profissão de engenheiro (6.4% de referências), assim como os indivíduos dos 25 aos 34 anos, para quem a ocupação de polícia é a segunda mais valorizada (por 7.8%).

Relativamente a idêntica sondagem realizada em 2004, vemos que as três primeiras posições se mantêm inalteradas, mas depois dessa posição encontramos diferenças, com a saída em 2016 de profissões como Advogado/Juiz, Doméstica, Motorista, Pedreiro, Bombeiro, Mecânico, Informático, Político e Engenheiro e a entrada de profissões como Polícia, Auxiliar de saúde/ação social, Empregada doméstica e Operário.

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