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Mário Nogueira: Até Onde Estão Os Professores Dispostos A Ir?

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Hipocrisia… Depois de ter ouvido Mário Nogueira dizer que vão fazer uns plenários para saber até que ponto os professores estão dispostos a ir, ocorreu-me imediatamente a palavra hipocrisia.

A Fenprof e os seus aliados cortaram as pernas à greve que maior impacto podia ter tido nas últimas décadas, a greve às reuniões de avaliação. O motivo nunca mais vou esquecer, os professores tinham de ir de férias…

A Fenprof e os seus aliados não apoiaram a ILC, tendo a própria Fenprof insinuado que esta pode ser ilegal.

Greve aos exames? Não vale a pena pois os serviços mínimos arrumam com ela…

Greve às reuniões de avaliação? Com a mais recente alteração legislativa o seu impacto é só show off.

Manifestações? O Governo até se ri…

Greve de 1 dia? Já apenas os fieis mais cegos é que as cumprem.

Greves de vários dias ou semanas? Os professores não têm capacidade financeira para as suportar e Mário Nogueira rejeita a solução utilizada pelos enfermeiros.

Por isso a questão de Mário Nogueira deve ser dirigida a ele próprio mas em moldes ligeiramente diferentes.

O que raio hei de eu fazer para motivar os professores de modo a que eles acreditem em mim e no meu sindicato?

Fica a minha sugestão, pois não sou pessoa de criticar sem apresentar uma alternativa.

Como Fazer Uma Greve De 1 Mês Com Elevada Adesão Por Parte Dos Professores


Professores manifestam-se em março. O que acontecer depois é “responsabilidade” do Governo

A promessa está feita: os sindicatos dos professores vão convocar uma “grande manifestação” para março. Mário Nogueira, líder da Fenprof, garantiu que as organizações sindicais vão consultar todos os docentes para saber “até onde estão dispostos a ir” caso o Governo continue a recusar negociar a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias de carreiras docentes congeladas.

À saída de uma reunião com o Partido Socialista, Mário Nogueira deu a conhecer estas intenções e deixou um aviso ao Governo.​​​​​​

“Iremos anunciar uma grande manifestação de professores para março. Mais. Iremos anuncia que no mês de março, na semana de 11 e na de 18 de março, vamos fazer uma consulta a todos os professores – presencialmente, em plenários, em reuniões, online – de todas as formas para saber o que estão dispostos a fazer e até onde é que os professores estão dispostos a ir no terceiro período, desde o primeiro ao último dia, para obrigar o Governo a cumprir a lei e principalmente a respeitar as pessoas”, avisou Mário Nogueira.

O líder da Fenprof alertou de seguida que os professores não admitem “que Governo nenhum, que primeiro-ministro nenhum meta a mão ao tempo dos professores. Que roube o tempo que os professores trabalharam. Isso não vai acontecer”, garantiu.

Depois de ouvidos os professores, Mário Nogueira garante que a luta vai mesmo “até onde os professores quiserem.” O representante dos docentes assumiu mesmo que já há muitas propostas de luta feitas pelos professores, mas que “não há ninguém (entre os docentes) que proponha greves financiadas por fora.”

Sobre os próximos episódios, Mário Nogueira deixa desde já várias certezas: “que fique claro que responsabilizamos desde já o Governo por tudo o que acontecer no terceiro período lectivo e, em particular, no final do ano. Há tempo para evitar chegar ao momento mais crítico do ano letivo. Estamos com a connsciência tranquila de quem tem exigido resolver isto o mais rápido possível. Fizemo-lo no ano passado, fizemos no primeiro período, estamos disponíveis no segundo período”, assegurou antes de acusar o Governo de não querer “entreter-se” com os professores.

“Pois vai ter que se entreter com outras coisas. O terceiro período vai ser um período em que tudo o que possa acontecer, tudo o que possa de intranquilidade surgir, todos os problemas que possam aparecer, responsabilizamos o Dr. António Costa, o primeiro-ministro do Governo de Portugal e o Governo na sua totalidade pelas consequências que possam existir para os alunos e para as escolas dessa luta que vai, de certeza, ter lugar”, assegurou.

Fonte: TSF

5 COMMENTS

    • Não fale do que não sabe. A minha escola decidiu tudo em plenários, funcionou em bloco e apostou em fazer greve aos anos de exame.

        • O Alexandre estava inserido numa decisão de escola, o Alexandre não faz nada sozinho… E se o sindicato que defende fosse sério, não tinha ficado na bancada enquanto os professores (Alexandre incluído) estavam em luta. A diferença entre nós é que eu não me escondo, não escrevo em anonimato e tenho a consciência tranquila pois sei muito bem o que fiz, faço e farei pela escola pública e pelos professores no geral. Eu não represento um partido nem tenho interesses mesquinhos. Se não acredita, investigue mais um pouco, pois pelos vistos está muito interessado na minha pessoa…

          • É isso mesmo. A conversa dos sindicatos é sempre a mesma: Lutem, lutem, façam aconteçam, etc e tal, mas na hora dos apertos deixam as pessoas penduradas. Tem sido sempre assim.
            Quando os professores ganham alento e animam em união, vêm os sindicatos com um balde de água fria esvaziar os esforços.
            Mário, nunca me esquecerei das pizzas depois da grande manifestação dos mais de 100 mil de março! Os professores foram chicoteados nesse dia e perderam anos de vida. Traidores!

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