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Março, Abril E Maio Serão Os Meses Previstos Pelo Governo Para A Clausura

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Trabalhar ao fim de semana não é estranho para quem está no ensino, a semana de contenção que agora termina, mais pareceu um fim de semana muito prolongado. A intensidade foi claramente inferior e se nos abstraíssemos das notícias até podíamos afirmar que esta pausa foi morbidamente agradável.

Não passa de uma ilusão, o tempo irá fazer das suas e a realidade irá bater-nos com toda a força. António Costa acaba de anunciar que o a economia será relançada em junho, e só se relança uma economia trabalhando, logo, saindo de casa.

Tal como outros países fizeram, 3 meses foi o tempo mínimo para que o covid-19 ficasse controlado mas não eliminado, países como Macau têm as escolas fechadas desde janeiro e vão ficar assim pelo menos até 20 de abril.

Se queremos apostar no controlo desta epidemia, março, abril e maio serão obrigatoriamente meses de isolamento forçado. Já pensaram bem nisso? Estamos a falar de 2 meses e 1/2, cerca de 75 dias… 75 dias a repetir o que fizemos esta semana, todos os dias, todas as horas…

Será o maior desafio à sociedade portuguesa pós 25 de abril, um verdadeiro teste de resiliência que nem mesmo os mais pessimistas poderiam imaginar em janeiro, início de fevereiro.

O Governo está finalmente a agir em conformidade, o que me dá alguma tranquilidade, nunca será perfeito, mas o discurso e as medidas hoje conhecidas revelam responsabilidade, mas acima de tudo ação.

Vidas serão perdidas, mas muitas vidas serão salvas e é isso que realmente importa. As questões educativas e económicas são irrelevantes neste momento, estamos a lutar pela nossa sobrevivência!

Exames, avaliações, final do ano letivo, início do próximo ano letivo, tudo e mais alguma coisa será reajustado.  Será irrelevante acabar em junho, julho, ou começar o próximo ano em outubro, novembro. Tudo está a ser ponderado e tudo pode ser alterado, não é por acaso que hoje mesmo se levantou a hipótese de aulas pela televisão.

Uma realidade paralela é o que tudo isto parece, estradas sem transito, ruas vazias, filas no exterior do supermercado, pessoas que não se tocam, restaurantes fechados, escolas fechadas, um pesadelo que vai contra a essência do ser humano, de viver em comunidade.

Coragem para todos, não vai ser fácil, mas lembrem-se que estamos juntos, nem que seja nas varandas…

Por favor continuem em casa.

Alexandre Henriques

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4 COMMENTS

  1. Videoconferência, ótimo! Menos trabalho esta semana? Eu trabalho sim ao fim de semana, mas então venham só fins de semana, onde trabalho eu, para os alunos e não com os alunos! Acham que todos os alunos têm as condições essenciais? Pois não têm! Tenho de arranjar várias formas de conseguir chegar ate eles e eles até mim! Escola virtual, excelente, para não falar nos sem numero de plataformas interativas que poderia enumerar, excelente! Mas e os alunos que não têm nada?… nem computador.?..nem telemóvel?…nem net?… ou computador com câmara?….ou computsdores obsoletos que não permitem o acesso? …ou computador que a familia tem de partilhar e …. teletrabalho prioritário ou a escola prioritária? Os tempos são dificeis… enquanto pode haver professores que usufruiram “(….)intensidade foi claramente inferior e se nos abstraíssemos das notícias até podíamos afirmar que esta pausa foi morbidamente agradável.(…)Eu e outros colegas como eu, dizemos claramente que não foi assim! E mais não vale a pena dizer… há realidades e realidades! Seria bom se tudo fosse um mar de rosas, por isso não façam sair noticias, onde parece que nós professores( talvez alguns) usufruimos de uma quarentena agradável! Venham as aulas….venha o barulho… venha a confusão, mas venha a oportunidade de todos os alunos, sem exceção, seja qual for a sua realidade, ótima ou nem por isso, de aprender! É um tempo muito mau para todos… é preciso ser realista e olhar a todos os constrangimentos que existem, antes de afirmar que a semana ate foi comparada a um fim de semana!

    • Uma semana sem alunos enfiado em casa não lhe parece um fim de semana prolongado?
      Mas concordo consigo, venha o barulho, venha a confusão, que isto de estar sempre a comer “arroz” já começa a chatear.

  2. Uma análise muito real e lúcida da situação que se vive. O importante é salvar vidas, para isso importa aliviar ao máximo os serviços de saúde. O ano escolar terá que se cingir à realidade e será adaptado à evolução da pandemia.

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