Home Escola “Máquinas inteligentes irão substituir professores em menos de 10 anos”

“Máquinas inteligentes irão substituir professores em menos de 10 anos”

894
2

O artigo começa por chamar “especialista” ao senhor Sir Anthony Seldon, que disse esta pérola nos British Science Festival 2017, um dos maiores festivais de ciência da Europa.

Se este senhor fosse realmente um especialista em educação, saberia que o professor em si é insubstituível, ensinar não se remete a enfiar um aluno num computador e tcharam, ao estilo, estou online logo aprendo… Mais, este senhor afirma que “as atividades dos educadores em sala de aula se restringirão a configurar equipamentos e ajudar os alunos em situações bem pontuais.” Ou seja, os professores vão passar a ser mecânicos de sala de aula e pontualmente podem dizer aos alunos uma ou outra coisa, isto tudo em menos de 10 anos. Ena, ena… A isto é que eu chamo evolução… Deve ser a escola do século XXII…

Eu que sou um defensor confesso da tecnologia, percebo a necessidade de acelerar a assimilação tecnológica na escola, mas não assim, não abolindo o papel do professor. Quem julga que a escola algum dia deixará de ter um professor, não percebe que ensinar é um processo de proximidade, de cumplicidade, de interpretação da linguagem corporal, é, acima de tudo, um processo social, onde ensinar é muito mais que ensinar o “Abc”.

Adoro estes Doutores que não sabem o que é uma sala de aula e dizem estes disparates. Infelizmente Doutores deste calibre também os temos por cá e ainda por cima têm a tendência para ocupar lugares de destaque…

Enfim!

Embora a tese de que máquinas inteligentes eliminarão dezenas de profissões no futuro não seja novidade, tendo sido divulgada com relativa frequência nas grandes mídias, Seldon é provavelmente um dos primeiros especialistas a estabelecer um prazo tão específico (e curto) para a automação da educação.

Para o educador, os professores assumirão um papel passivo no futuro. As atividades se restringirão a configurar equipamentos, ajudar os alunos e manter a disciplina. O trabalho essencial de incutir conhecimento nas mentes jovens será totalmente realizado por computadores artificialmente inteligentes.

Revolucionando a educação

Em seu livro The Fourth Education Revolution (2018), o especialista divide a revolução da educação em quatro momentos. Segundo ele, a Primeira Revolução da Educação consistiu em aprender os conceitos básicos de sobrevivência, como a caça e cultivo de alimentos, bem como a construção de abrigos.

Já a Segunda Revolução da Educação envolveu o primeiro compartilhamento organizado de conhecimento. Por sua vez, a Terceira Revolução da Educação foi marcada pela invenção da prensa móvel (1450) por Johannes Gutenberg, momento em que a escrita passou a ser inserida na posição central de nossa cultura.

De acordo com o especialista, estamos agora no início da Quarta Revolução da Educação, que será marcada pela utilização de máquinas inteligentes nas escolas. O britânico está convencido de que o emprego da inteligência artificial em sala de aula mudará o mundo como o conhecemos.

Aprendendo com máquinas inteligentes

Nas salas de aula do futuro, todos os alunos terão os melhores “professores” do mundo. As máquinas inteligentes se adaptarão aos estudantes, ouvirão suas vozes e lerão seus rostos, compreendendo exatamente o que desejam aprender. Logo, o processo de aprendizagem será inteiramente personalizado.

As máquinas serão emocionalmente sensíveis e entenderão as dificuldades dos alunos. Como consequência, cada estudante progredirá em seu próprio ritmo. Não haverá mais cursos específicos aplicáveis ​​a todos os alunos. Não haverá obrigatoriedade de determinadas disciplinas hoje consideradas essenciais.

Você acredita ser possível que as máquinas inteligentes realmente assumam a posição dos professores no futuro, sendo as protagonistas na difícil missão de ensinar as mentes jovens? Deixe seu comentário abaixo!

Fonte: Futuro Exponencial

2 COMMENTS

  1. Já escrevi sobre o que se prepara, o que alguns querem o que se pode ver por trás da cortina…
    Ensinar humanos com máquinas inteligentes… parece-me, no mínimo, perigoso!
    Essa do professor ser apenas um mediador, que mantém uma certa organização, onde é que eu já terei ouvido isto ??? E quanto a empregos? Precaridade absoluta e tipos adaptáveis, que trabalhem em manada, que não fazem muitas perguntas…

  2. Melhor que isso será adquirir-se um “gadget” qualquer com as matérias a aprender, ligá-los a uma parte do corpo e os conhecimentos ficarão imediatamente acessíveis, sem qualquer esforço mental. O pior é que um “gadget” é uma prótese, perde-se, falha, avaria-se…
    Admirável mundo novo! A utopia da tecnologia poderá vir a substituir os professores por máquinas num futuro não muito longínquo (… e o “dinheirão” que os governos irão poupar, fechando escolas, despedindo pessoas…!!!!), é certo! Mas não sei se as máquinas conseguirão formar pessoas, seres humanos, melhores! Parafraseando Carl Rogers, temo bem que teremos cabeças cheias de conhecimentos, mas não teremos cabeças bem formadas…

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here