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‘Mal vai um país que não cuida dos seus professores’

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Esta foi a frase mais carinhosa que ouvi de um político. É também a mais verdadeira. Os professores são realmente o bastião de uma sociedade, de um país.

Mas na Farsa de António Costa ouvimos falar de credibilidade e estabilidade é na ilusão do impossível. É com estas falas que este personagem angaria um elogio da união europeia, como indivíduo sensato e firme.

Será que esta sensatez e firmeza não poderia ser muito mais necessária no seio dos políticos e seus apaniguados? Então estes tão sensatos e preocupados políticos não poderiam contribuir andando, como nós, em carros que não são topo de gama, sem motorista, sem ajudas de custo e subsídios de deslocação. Ou então recorrer, como nós, professores também fazemos, aos transportes públicos, nas suas variantes e sem passes sociais. Ou optar por formas mais amigas do ambiente, como as bicicletas ou a caminhada. Ainda não percebi a necessidade de tanta mordomia para uns e tantas exigências para outros. Andei centenas de quilómetros longe de casa, nunca tive qualquer tipo de subsídio, muito menos direito a casa paga.

A insistente ideia dos ‘privilegiados dos professores’, que todo um leque de ilustres, desde políticos, a comentadores e jornalistas, teima em dizer à boca cheia, não tem mais que o objectivo primeiro de evitar que todos percebam a vilanagem com que se lambuzam os vigaristas, aldrabões e ineptos que governam este país, rodeando-se dos amigos, afilhados, tios, primos e demais ‘boys’, esses sim, a prejudicarem seriamente o equilíbrio das contas públicas.

Foi muito interessante ouvir a comparação dos vencimentos das várias carreiras especiais e perceber como somos realmente injustiçados.

Como se destratada quem deixa a casa, a família, os filhos e corre o país para ensinar, apoiar, orientar e preparar o futuro de uma nação, os filhos de todos os pais. Vamos sem hesitar levar sonhos, iluminar mentes, fazer crescer pensamentos e, em troca, atiram-nos pedras em forma de mentiras, de insultos, de uma total falta de respeito. E tudo isto em troca de mil e poucos euros e muitas vezes de muita solidão pelo desterro a que temos de sujeitar-no. Sinto muita pena de um país que não acarinha aqueles que mais cuidam dele, os professores. Mas é uma honra para mim dizer que Sou Professora sim, e do que depender de mim, haverá mais sonhos e mais gente que saberá pensar.

‘Mal vai um país que não cuida dos seus professores’

Maria do Rosário
Professora do 2º Ciclo do Ensino Básico

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2 COMENTÁRIOS

  1. Para que a escolas melhorem, tem de se motivar todos os que lá trabalham, Ass. técnicos, técnicos especialistas, ass.operacionais, terapeutas, etc, não só os professores. Ensinar não é dar aulas.
    toino ze

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