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Mais De Dois Terços Dos Recursos Às Classificações Dos Exames Compensam

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O título pode ser enganador, pois estamos a falar apenas dos alunos que pediram recurso à nota de exame e não de todos os alunos que realizaram exames. Por norma, os alunos aconselham-se primeiro com os seus professores/explicadores para verem se vale a pena pedir o recurso, é por isso natural que a percentagem seja elevada, apesar de não ser desejável.

Fica a notícia.


Pedir a reapreciação de nota dos exames compensa

O cenário da reapreciação das notas dos exames nacionais do ensino secundário não tem mudado muito, quando se compara com os anos anteriores: a percentagem dos alunos que a pede é baixa, mas quem o faz é, na grande maioria, compensado. E na 2.ª fase, quando o número de reapreciações é muito menor, a tendência é para que a percentagem das notas que sobem seja inferior à da 1.ª fase. Este ano, segundo os dados do Ministério da Educação, foi exactamente isso que aconteceu. Depois de terem subido as notas de 78% dos pedidos de reapreciação na 1.ª fase, essa percentagem baixou para os 65% na 2.ª.

Pelo menos desde 2015 que a tendência não se altera. A reapreciação das notas dos exames da 1.ª fase resultam numa subida da classificação em mais de 70% dos casos, enquanto na 2.ª fase a melhoria é conseguida em menos de 70% dos casos. No ano passado, a reapreciação de 1595 provas na 2.ª fase dos exames nacionais do Secundário tinha resultado numa subida de notas em 69% dos casos. Este ano, a reapreciação de 1216 exames fez com que 65% deles subissem.

Em números absolutos, a prova com mais pedidos de reapreciação na 2.ª fase foi Matemática A. Dos 252 pedidos de reapreciação, 183 (73%) resultaram numa melhoria de nota, havendo 37 (15%) em que os resultados se mantiveram e 31 (12%) em que desceram. No caso de Português, na 2.ª fase, dos 225 pedidos feitos, 130 (58%) compensaram, havendo uma subida de nota, mas 43 (19%) exames tiveram resultados mais baixos após a reanálise e 52 (23%) não sofreram qualquer alteração.

No total das duas fases foram realizados 386.429 exames e os pedidos de reapreciação cingiram-se a 5095 deles. Com 1555 pedidos de reapreciação, Português foi a disciplina em que os alunos mais quiseram ter direito a uma segunda opinião. Em 1169 dos casos a reapreciação foi benéfica para os alunos, que viram as notas do exame subirem.

Logo a seguir a Português – e como também é habitual –, a disciplina com mais reapreciações em ambas as fases foi Matemática A, com 863 pedidos. Destes, 690 resultaram em subida de nota, mas houve 75 alunos que viram a nota descer, depois de o exame ser revisto pelos especialistas do Júri Nacional de Exames.

Já na disciplina de Biologia e Geologia (a 3.ª com mais pedidos de reapreciação, 661) registaram-se 477 subidas de notas, 146 manutenções e 38 descidas. A Francês, em que só houve um pedido de reapreciação, a subida da nota de um aluno equivale a 100%. Todas as provas de Matemática B reapreciadas (22 em 2533) ficaram com notas mais elevadas.

Os alunos pagam 25 euros pelo pedido de reapreciação de nota, mas este valor é-lhes devolvido se o resultado for uma subida da classificação.

Já em relação às provas finais do ensino básico, foram pedidas 12 reapreciações na 2.ª fase, 12 a Português e apenas uma a Matemática. Esta prova viu a nota subir, mas no caso da disciplina de Português registaram-se sete subidas (64%) e quatro manutenções de nota (36%). No total foram realizadas 4721 provas nesta 2.ª fase, pelo que a percentagem de reapreciações foi de apenas 0,3%.

Fonte: Público

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