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Mais Casos “Residuais” De Violência Contra Professores

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E estes casos? Constam das estatísticas oficiais?
Como tenho referido, isto é apenas a ponta do icebergue…
* as imagens foram retiradas da página facebook do comregras e mensagens que nos foram enviadas por email e chat.

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5 COMENTÁRIOS

  1. E aquelas situações diárias que já nem merecem queixa porque são tão frequentes, mas tão frequentes, e os processos burocráticos são tão lentos e tão complexos que já nem vale a pena agir? Refiro-me aos alunos que nos corredores das escolas se referem aos professores como: “velho”, “a coxa”, a “gorda”, “o cabrão”, “o careca”, etc. E todos fingem que não ouvem, ninguém age e tudo parece normal…. Aqueles papelinhos que passam de mão em mão com caricaturas insultuosas dos professores, as fotografias que tiram e manipulam digitalmente e depois divulgam nas redes sociais,… Farto, farto desta cultura juvenil hardcore, sempre protegida pelos pais e pelos poderes públicos. Depois, quando a paciência se esgota e um professor dá uma estalada no aluno, lá vem o pai jornalista a defender o seu rebento e o ministério a indignar-se….

  2. Haverá poucos professores que não sofram diariamente humilhação e maus tratos psicológicos, perante alunos sem qualquer educação e respeito, Sempre houve alunos rebeldes, mas, atualmente, protegidos e defendidos pelos pais e tutela, a sua força tem crescido enormemente.
    No meu caso, participei de ameaças diretas e agressão verbal de uma encarregada de educação na sala da direção, diante do diretor, apresentei queixa, gastei 699 euros para me defender, foi penoso assistir às desculpas de colegas que assistiram, nomeadamente da direção, para não testemunharem em tribunal, foi penoso assistir à indiferença e desvalorização dos factos por parte da escola… A encarregada de educação foi condenada a 6 meses de trabalho comunitário e 2 anos de pena suspensa, além de um pedido de desculpas por escrito, mas isso não apaga as marcas psicológicas que ficam pela indiferença com que somos tratados. Vivemos em miséria moral, o individualismo, o medo, a indiferença pelo outro, caracterizam a sociedade atual e a escola não é diferente. Muitos professores, impedidos de lecionar pelo comportamento altamente perturbador de muitos alunos, nem sequer aplicam as medidas disciplinares, por saberem que isso os torna um alvo fácil de violência por parte dos alunos e encarregados de educação. Os professores estão terrivelmente sozinhos e o instinto de sobrevivência fala mais alto do que outros valores.
    Há poucos dias dei comigo a desvalorizar o ato lamentável de um aluno que à saída da sala baixou as calças e batendo nas nádegas ia dizendo “é isto que tu queres”.
    A educação bate no fundo e o governos, incapazes resolver estes problemas, culpam os professores, os currículos, os horários, os testes, os programas, etc.
    Ser professor hoje é um desafio que se pode tornar um verdadeiro pesadelo a que nem os mais fortes estão imunes.

  3. A minha solidariedade total aos colegas. A educação está uma tragicomédia. Ou os socialistas são demasiado estúpidos para perceber que o descalabro da educação e da escola pública, enquadrado pela tese miserabilista dos coitadinhos dos pobres que não têm ferramentas (assim não têm e nunca vão ter), só redunda em mais pobreza e em aprofundamento do abismo entre pobres e ricos, com o perpetuar e o sedimentar dessa diferença, ou o Partido Socialista foi oKupado por gente travestida de socialista, que tem como agenda destruir a escola pública, e os socialistas não dão por nada. Acordai! gente que dormís! a defesa da escola pública não tem a ver com ser de esquerda ou de direita. Tem a ver com ser-se medíocre ou não ser. A escola é a incubadora da sociedade, a necrose da escola é a necrose da sociedade, tão linear quanto isto. Continuem com esse laxismo, com puerocentrismos anacrónicos, depois admirem-se quando o Chega lhes entrar pela casa dentro.
    O modelo organizacional da escola pública inventado por MLR, modelo caciquista de diretores, reféns de quem os escolhe e sustenta; a prática do ME que contrata equipas de advogados, com o dinheiro de todos nós, para blindar hierarquias da sua confiança, que praticam impune e a céu aberto, assédio moral contra os professores, alimenta o alastrar da indisciplina como um cancro. Esta escola é o seu produto, o seu reflexo, uma anti-escola, pois sítio onde existe bullying, indisciplina e violência é o contrário de uma escola, não existem condições para educar para os valores, para o deslumbramento com o conhecimento, para a consideração e reconhecimento dos agentes do conhecimento como referências.
    Distingam as coisas, este não é um discurso retrógrado contra os jovens, os professores ainda têm memória do que é uma escola funcional. Olhem para trás e perguntem-se, onde erramos? o que funcionava bem antes e temos de recuperar? sem complexos de pseudo-modernismos e pseudo-vanguardismos, recuperando da gaveta alguns resquícios de bom senso que o Primeiro Ministro confunde com senso comum, porque não sabe epistemologia e sempre que vê números e estatísticas, imbuído de preconceitos positivistas, se deixa impressionar pelas lantejoulas das pseudo-ciências da educação, as únicas que para serem tratadas como tal, precisam de levar o título à frente, porque está muito longe de ser líquido que o sejam.

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