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Maioria Dos Pais Diz Sim À Escola Em Setembro Com Pandemia Como Está

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O desconfinamento aumentou o número de novos casos de infectados com o coronavírus, mas a maioria dos pais inclina-se para colocar os filhos na escola em Setembro, se estas reabrirem com ensino presencial e se o panorama de propagação do vírus se mantiver como agora.

Inquérito da Católica mostra que maior parte dos pais quer aulas presenciais em Setembro. Sim ganha ao não na ida à escola no próximo ano lectivo, mas, em Lisboa, pais mostram mais cautelas.

O desconfinamento aumentou o número de novos casos de infectados com o coronavírus, mas a maioria dos pais inclina-se para colocar os filhos na escola em Setembro, se estas reabrirem com ensino presencial e se o panorama de propagação do vírus se mantiver como agora.

A conclusão pode ser retirada do inquérito feito pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica para o PÚBLICO/RTP, entre os dias 13 e 17 de Julho, junto de 1217 pessoas. Um dos capítulos do inquérito, que começa este domingo a ser divulgado, tem questões referentes à educação, onde algumas delas foram respondidas apenas por quem tem filhos em idade escolar e que permitem tirar uma fotografia ao Estado da Nação de um dos sectores mais afectados pela pandemia.

Foi o caso da que pretende saber que decisão tomam os pais num cenário de abertura das escolas para aulas presenciais em Setembro, perante um quadro epidemiológico igual ao actual – este domingo, por exemplo, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) reportou 246 novos casos de infecção, mais cinco mortes, com a região de Lisboa e Vale do Tejo a assumir de novo lugar de destaque na explicação dos novos casos de infecção.

O objectivo é perceber qual a adesão dos pais ao regresso ao ensino presencial para todos os níveis nas actuais condições. Foram 336 os que responderam a esta questão. 34% dos pais dizem que provavelmente colocam os filhos na escola e 27% têm a certeza que o farão, o que dá um total de 61% dos que responderam ao inquérito com resposta positiva sobre o regresso à escola. Do lado do não estão 31% dos pais (12% mostram-se certos que não colocam os filhos na escola e 19% consideram que provavelmente não enviam os filhos tendo em conta as actuais circunstâncias).

Os peritos responsáveis pela sondagem comentam que apesar de a “maioria” considerar levar os filhos para a escola, “apenas 27% dizem que o fariam de certeza”. E acrescentam um dado relevante: “Esta percentagem é mais baixa em Lisboa (22%) do que no resto do país”. A região de Lisboa e Vale do Tejo tem explicado a fatia de leão dos novos casos de infecção, o que levou o Governo a decidir – e até a renovar – regras mais apertadas para este território ao nível de ajuntamentos ou horários e locais para consumo de bebidas alcoólicas.

Estes dados poderão não ser irrelevantes na altura de preparar o início do próximo ano lectivo, como já tem estado a acontecer com o Ministério da Educação a fixar regras sobre o número de alunos por carteira.

O inquérito acrescenta ainda outro dado relevante que permite perceber como os pais com filhos em idade escolar, e não só, encaram o próximo ano lectivo, depois de parte do segundo período e o terceiro terem sido marcados pelo ensino à distância. Na resposta ao inquérito fica visível que a maior parte dos pais quer um regime misto na abertura do escolar, que combine aulas presenciais com ensino à distância: 48%, o que significa quase metade tem esse desejo.

Mas esta não é uma solução que agrade a todos. “Ela é particularmente defendida pelas pessoas mais escolarizadas (pais com ensino superior: 61% defendem esta medida; secundário: 57%, 3.º ciclo: 35%; abaixo do 3.º ciclo: 31%)”. Isto significa que a percentagem de pais que querem um sistema misto no regresso em Setembro duplica quando se compara os pais com superior com os que têm menos do que o 3.º ciclo, um sinal de que a escolaridade dos pais tem uma forte influência na decisão sobre ensino à distância

O impacto da crise pandémica no acesso à educação veio piorar a percepção que as pessoas têm sobre como estará a educação nos próximos dois anos. No inquérito, 34% dos questionados (entre pais com filhos em idade escolar e os que não têm) responderam que nos próximos dois anos a educação vai estar pior, sendo que ainda assim 39% (a maior fatia) acredita que estará igual.

O capítulo do inquérito sobre a educação contém também uma avaliação do que foi o ensino à distância. 41% dos pais com filhos em idade escolar considera que o rendimento escolar dos filhos piorou com o ensino à distância. Uma percentagem que sobe para 51% quando os pais têm o nível escolaridade mais baixo (inferior ao 3.º ciclo) ou para 52% quando têm o 3.º ciclo. Dados que os autores da sondagem consideram ser reveladores “do aumento das desigualdades sociais”.

Durante a fase em que não houve aulas presenciais fica ainda visível que metade dos pais deu mais ou muito mais apoio aos filhos nas suas actividades escolares, uma conclusão que se reforça no caso de pais mais escolarizados.

Fonte: Público

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