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O maior incentivo para estudar… é ter emprego no futuro.

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O que disse ontem o Ministro Tiago Rodrigues, mais do que constatar o óbvio, é um claro recado para dentro do seu governo e uma critica a todos os que o antecederam.

A parte que coloco a negrito para mim está incompleta, pois sem emprego de que adianta estudar? E mesmo os que estudaram, de que adiantou se auferem ordenados médio/baixos e estão congelados há uma década. Sim, o conhecimento é importante… mas o conhecimento não me tira a fome não me aquece a casa e não me dá roupa para vestir.

É a crise, dizem eles… Somos uns fantoches, digo eu…

Ministro da Educação: Portugal não pode ter um terço dos jovens «sem estudar nem trabalhar»

(Diário Digital/Lusa)

“Temos que recuperar o tempo perdido com políticas de formação. Não queremos estar neste ranking em que um terço dos jovens não estuda nem trabalha, não podemos conceber esta situação”, disse, durante Jornadas Pedagógicas Nacionais “Formação ao Longo da Vida é Garantia de Qualidade”, que decorrem na Escola Técnica Profissional, na Moita.

O ministro referiu que a formação e a educação promovem e são os principais sustentos do desenvolvimento económico.

“O crescimento futuro depende do capital humano. Quem não tem petróleo, o seu petróleo são as pessoas e Portugal tem que conceber políticas eficazes em matéria de competências, para fornecer ao mercado profissionais competentes”, afirmou.

O ministro da Educação defendeu que o poder político deve investir na educação e que uma qualificação baixa “inibe o crescimento”.

“Ainda temos 55% da população que não completou o ensino secundário e cerca de 45% não domina as novas competências digitais”, referiu.

Tiago Brandão Rodrigues, a concluir, afirmou que o ensino profissional já não é visto como “uma segunda liga” no ensino, defendendo a sua importância.

“Ensinar uma profissão é tão importante como um outro percurso escolar. Apesar de difícil, conseguimos desbloquear os processos das escolas profissionais ainda antes do arranque do próximo ano letivo”, frisou.

2 COMMENTS

  1. Discordo em absoluto.
    Essa é uma visão utilitarista e redutora da Educação.
    Na realidade, o maior incentivo a estudar é a vontade de saber cada vez mais e melhor interpretar o mundo.
    O emprego só começa a ser um fator a partir do secundário, lá para o 11.º ou 12.º anos. Até aí, o que conta é o que a família incute no jovem. Quando a família não funciona, a escola pouco pode fazer.

    • Eu estou a falar da realidade Agnelo, não estou a falar da importância da educação. Diga isso aos jovens licenciados que estão nas caixas de supermercado, diga isso aos mecânicos que nem o ensino obrigatório têm e ganham mais do que nós, diga isso ao vendedor da NOS, daqueles porta a porta que ganha o mesmo que eu e só tem o 9º ano. Por último diga isso a todos os que prosseguiram os estudos mesmo depois de terminado o ensino superior e que vivem de bolsas a recebido verde. Ainda ontem falei com um que 4ª feira vai para a rua e é apenas um dos maiores especialistas portugueses na sua área.
      Por que será que muitos fogem do país?
      É uma visão redutora sim senhor, uma visão redutora adaptada a um país redutor!

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