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Livro da Semana – A Vida no Campo

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Título: A Vida no Campo

Autor: Joel Neto

Editora: Marcador

Páginas: 232

Sinopse

Um homem e uma mulher. Um jardim e uma horta. Dois cães. Ao fim de vinte anos na grande cidade, Joel Neto instalou-se no pequeno lugar de Dois Caminhos, freguesia da Terra Chã, ilha Terceira. Rodeado de uma paisagem estonteante, das memórias da infância e de uma panóplia de vizinhos de modos simples e vocação filosófica, descobriu que, afinal, a vida pode mesmo ser mais serena, mais barata e mais livre. E, se calhar, mais inteligente.

Opinião (por Roberta Frontini)

Opinião completa aqui –  http://flamesmr.blogspot.pt/2016/06/livro-vida-no-campo-joel-neto.html

Quem me segue pelo blog e pelas outras redes sociais sabe que quando eu descubro um autor que adoro ofereço-me para autenticas cruzadas cujo objectivo principal é obrigar todos os que estão à minha volta a ler as suas obras. Quando acabei de ler Arquipélago sabia duas coisas: 1) eu ía querer ler tudo o que Joel Neto escrevesse (incluindo a lista das compras se mais nada houvesse) e 2) eu ía empreender uma nova cruzada e obrigar todos a ler este livro.

E foi por isso mesmo que, quando soube que a Marcador ia editar este livro, fiquei logo empolgada. Sabia que o queria ler, e rapidamente. Como sabem, tenho aversão a sinopses, por isso não fazia ideia sobre o tema ou mesmo o género do livro (e, na verdade, que me interessava saber? Era um livro do Joel Neto, e isso era suficiente). No entanto, o título (sim, vivo no campo) e a maravilhosa capa, ainda me faziam ter mais vontade de o ler. E foi por isso que quando ele chegou cá a casa dei graças a Deus por não ter vizinhos (o que me permite por vezes ter alguns comportamentos um pouco menos socialmente aceites, como gritar a plenos pulmões: CHEGOU!!!!!!!!!!!!!!).

Este livro volta a demonstrar-me que Joel Neto é, realmente, um dos melhores escritores da actualidade. Faz-me pensar que, por vezes, perco o meu precioso tempo a ler autores que não valem a pena, quando podia estar a ler todas as obras dos escritores que realmente me enchem as medidas. Este livro não é um romance, mas também não se aproxima de muitos livros de cronicas da actualidade que, com o tempo, se tornam desactualizados. É um livro com um estilo totalmente próprio. Sem dúvida que no que toca a leituras dou preferência a bons romances (nada de lamechices obrigada), sendo que as crónicas são normalmente relegados para segundo plano, mas mesmo assim, este tornou-se num dos meus livros favoritos. Para isso contribuiu o facto de ter gosta imenso de Arquipélago. Não sei se o disse quando escrevi a minha opinião (ler aqui), mas quando li Arquipélago imaginei que a personagem principal era o Joel. Pelo menos fisicamente. Imagino sempre as minhas personagens quando leio, e não conseguia separar os dois. Por vezes dava por mim a pensar “Roberta, apaga essa imagem, este não é o Joel!”, mas como eu sabia que o autor se baseava em muitas pessoas que conhecia nos Açores para a criação das suas personagens, não me conseguia desligar daquela visão. Assim sendo, foi com imensa alegria que, quando comecei a ler o livro, reparei em algumas semelhanças entre a vida de Joel Neto e a vida de José Artur (personagem principal do livro). É por isso que acho que as obras são tão complementares. Ler um quase que “obriga” a que a pessoa vá ler o outro, porque quer saber mais sobre aqueles lugares, aquelas gentes… quer perceber melhor como é morar naquela zona. Enfim, quer sentir-se nos Açores!

(…)

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