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Livro da Semana |Má luz de Carlos Castán

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Má luz de Carlos Castán, quando foi na Revista “2”, sugerido pelo amigo e psiquiatra Daniel Sampaio, na sua crónica semanal estava a pensar adquiri-lo, quando meu filho me deu outro – livro – que já tinha e perguntei-lhe se não se importava que o trocasse por este Má luz de Carlos Castán. E assim aconteceu.

Neste tempo em que há muito pouca vontade de ler Livros, completos, de início a fim – as redas sociais absorvem tudo e demasiados -, e com “alguma” qualidade , aqui mais um Livro que não deveríamos deixar de ler.Má Luz

E:

 Má luz de Carlos Castán é uma ficção melancólica, sensual e romântica sobre o desejo e a busca de um sentido para a vida, mas é também uma espécie de thrilher intenso e vertiginoso que se lê em absoluta tensão da primeira à última página.

Carlos Castán nasceu em Barcelona em 1960. É licenciado em Filosofia pela Universidade Autónoma de Madrid, cidade onde viveu grande parte da sua vida. Actualmente reside em Zaragoza, é professor do Ensino Secundário.

É conhecido autor de contos e desvia-se do seu ofício mais caro para se desafiar a si mesmo. Saiu-lhe bem, saiu-lhe redondo: escreveu um belíssimo romance ( El País).

Uma visão impressionante da condição humana e da nossa história contemporânea. ( La Vanguardia).

 

Neste Livro podemos ler situações que são demasiado humanas, e isso um dos interesses na sua leitura.

Algumas frases:

 – …o horror aos campos de concentração alemães e seus derivados. O pai fora um sobrevivente do de Mauthausen…

– Fartamo-nos sempre dos pesadelos dos outros…

 – – …a falta de sentido que parecia ir poisando nos objectos sem darmos por isso…

 – É quase impossível defendermo-nos da angústia quando temos por aliado recordações em massa…

 – …essa amargura tenaz que se enquistava cá dentro..

 – ..aviões que voarão sem nós a bordo como fazem diariamente milhares deles…

 – Se toda a vida é afinal uma história, toda a história precisa de um leitor.

 – É estranho ser o vigilante de algo que não se pode ver.

 – … a mesma satisfação de ser útil sem ter de fazer nada…

 – …o gelo que se derrete no copo, marcando o passar do tempo…

 – …interrogo-me se depois de morto vai cessar a dor e se acaba de verdade este tempo de nervos e despojos..

 – …porque falam quase aos gritos e se comportam como se estivessem sós.

 – Agora é fácil que um avô contemple antes de morrer o divórcio do neto…enquanto no mundo anterior a este, por razões de tempo, o neto não era mais do que uma criança que às vezes ia buscar à escola…

 – …tender a considerar o mundo como algo genericamente hostil..

 – …até para não voltar é necessário um lugar aonde não voltar…

 – Sempre que morre alguém estabelece-se de imediato uma espécie de batalha pública pela dor.

 – … felizmente um menino não pode recordar o que será.

 – Em certas idades, dar a vida já é dar apenas nada.

 – …o contrário do amor é o nojo.

 – … os tempos do medo são sempre os do amor.

 – Chega um momento em que a configuração do rosto, as rugas, as olheiras, a maneira de olhar, servem unicamente para se estar triste.

 – As coisas correm sempre mal, essa é a maneira de ser das coisas.

  Um obrigado ao meu Filho por me continuar a dar Livros.

Um obrigado ao Amigo e Psiquiatra Daniel Sampaio por ser dos Homens que continua a ler e a falar em Livros.

E aqui uma referencia ao Amigo comum Marcelo Rebelo de Sousa que o mesmo faz!

E a todos que o queiram e possam, fazer, utilizem os redes sociais, sempre, mas no indispensável, tendo tempo para mais umas “coisitas”, como conviver ao vivo e em directo em Família e com Amigos, e,  e,…. leiam Livros de início a fim , e claro também este: Má luz de Carlos Castán

Augusto Küttner de Magalhaes

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