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Livro da Semana | Encostados à Parede, de Eduardo Paz Ferreira

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A convite do autor,
Eduardo Paz Ferreira, com muito gosto minha mulher e eu assistimos aqui no Porto, na Livraria Bertrand do Shopping Cidade do Porto, dia 02.10.2015, pelas 18h30 ao lançamento do seu mais recente Livro = ENCOSTADOS À PAREDE – Crónicas de Novos Anos de Chumbo, apresentado por D. Januário Torgal Ferreira e Afonso Camões.Encostados à parede

Afonso Camões, director do JN, fez uma referência a uma nota que vem no final do ENCOSTADOS À PAREDE – Crónicas de Novos Anos de Chumbo, parte de uma entrevista que foi feita por Anabela Mota Ribeiro a Eduardo Paz Ferreira, que descreve resumidamente o seu posicionamento pessoal, familiar, Professional e político.

Quanto a ENCOSTADOS À PAREDE – Crónicas de Novos Anos de Chumbo, referiu ser um Livro de leitura fácil mas muito profundo.

ENCOSTADOS À PAREDE – Crónicas de Novos Anos de Chumbo, refere a austeridade para combater a dívida e esta a não deixar de crescer. Este Livro é uma espécie de Manifesto, Desacreditámos na política, não confiamos na Justiça. Europeísta convicto Eduardo Paz Ferreira, dá-nos conta do estado a que esta Europa chegou. Angustia por esta Europa. Os textos de Eduardo Paz Ferreira são de uma profunda humanidade. Destaca o Papa Francisco a quem dedica um capítulo inteiro. Eduardo Paz Ferreira que só ao ler o seu Livro teve conhecimento que é cristão e um homem de esperanças, até por isso.

Enquanto D. Januário Torgal Ferreira não conseguia chegar à Bertrand por estar preso no trânsito, dado não ter conseguido bilhete de comboio Lisboa /Porto e estar de automóvel, quase a chegar, falou-nos um pouco, o próprio Eduardo Paz Ferreira:

 Começando por dizer bem deste Porto, onde sempre é bem acolhido e que todos, agora, descobriram a sua beleza, e o turismo, mas talvez não se lembrando da pobreza. Que também existe. Fez uma referência aos Açores de onde é natural apesar de estar já há muitos anos a viver em Lisboa, e disse: “Nós açorianos somos um pouco desconfiados e também maldizentes”.

Entretanto chegou D. Januário Torgal Ferreira, dizendo que com o “mar “ de automóveis que apanhou pelo caminho ainda era difícil “vir” de Lisboa ao Porto.

E disse que, hoje muito pouca gente “Estuda”! Eduardo Paz Ferreira estuda, participa, faz. E Escreve ao longo dos tempos!

Referiu a sua mulher Francisca Van Dunem, Procuradora, que é uma bênção!!!

O filho, que depois segundo disse Eduardo Paz Ferreira  a todos os presentes não estar cá por ter tido que ir estudar, para França!

E dado o ENCOSTADOS À PAREDE – Crónicas de Novos Anos de Chumbo, ter um capítulo inteiro dedicado ao Papa Francisco, e face a uma pergunta no mesmo de Eduardo Paz Ferreira se os portugueses católicos gostam do Papa Francisco, não quis responder de imediato, mas no fim elogiando sempre o trabalho que o Papa Francisco tem vindo a fazer, a resposta dada por D. Januário Torgal ferreira, é:não!

E falou no recente encontro, que como Bispo teve em Roma com o Papa Francisco, e a da sua frontalidade, simplicidade de contacto, e humanismo.

Depois falou na Reforma do Estado cá, que nunca foi feita. A fragilidade dos mais pobres e abandonados, para ser redigida a Acta da Salvação do Endividamento.

Isto gera a harmonia de uma solidez social. Fez também elogias referencias aiBispo do Porto que foi exilado no tempo de Salazar por defender os pobres e desfavorecidos D. António Ferreira Gomes.

Falou também em Francisco Sá Carneiro que conheceu muito bem, com quem se deu muito bem e que tentou fazer muito pelo País desde novo e que se dá com seu filho mais velho também Francisco que é um bom seguidor do pai.

E acabou dizendo que até nos meios Universitários encontramos, hoje, demasiados que lá estão para conseguir lucros fáceis noutras áreas que não o ensino onde permanecem. Na vontade de enriquecerem de qualquer jeito, acabando por dizer que porventura serão uma minoria! Fez várias citações uma de Oliveira Martins = Portugal não pode ser só uma granja e uma banca! Isto em tempos e hoje?

E a sociedade portuguesa sempre foi e é exausta e desconfiada.

Claro que depois destes momentos Eduardo Paz Ferreira disse já ser tarde e nada haver mais a acrescentar e autografou os seus Livros.

ENCOSTADOS À PAREDE – Crónicas de Novos Anos de Chumbo, mais um muito bom Livro de uma boa Pessoa e Amig,o a ser por todos lido para pensarmos…

Augusto Küttner de Magalhaes

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