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Lisboa E Algarve Com Maior Dificuldade Em Colocar Professores

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Os resultados apresentados pelo blogue DeAr Lindo não serão surpresa para ninguém, tal a pressão imobiliária que existe nessas zonas do país. Será por isso natural que as autarquias, ou o próprio Governo, criem a curto/médio prazo um suplemento ou outra alternativa para viabilizar a colocação destes professores.

Estamos em janeiro e milhares de alunos continuam sem professor. Haverá custo maior do que esse?

Fica a notícia.


Alunos de escolas da Grande Lisboa e do Algarve continuam sem todos os professores atribuídos no arranque do segundo período de aulas, que começou esta semana no ensino básico e secundário.

Os dados constam de um estudo realizado pelo blogue do professor Arlindo Ferreira, especialista em Estatísticas da Educação, que foi divulgado esta quarta-feira.

De acordo com o estudo, o segundo período de aulas volta a ser problemático para estudantes de Lisboa e do Algarve, duas regiões afetadas pela recusa dos professores em dar aulas.

No concelho de Lisboa, ainda havia 172 horários vazios em contrato de escola de oito ou mais horas, seguindo-se Sintra (125 horários), Seixal (68 horários), Cascais (67 horários), Almada (61) e Amadora (59).

Também há falta de professores em escolas dos concelhos de Odivelas, Loures, Vila Franca de Xira, Oeiras, Olhão, Barreiro, Silves, Setúbal, Moita, Loulé e Faro, segundo o levantamento hoje divulgado.

Os distritos de Sesimbra, Portimão e Palmela também surgem na lista dos concelhos com mais horários em contratação de escola recusados nas reservas de recrutamento.

A soma dos horários dos 20 concelhos mais penalizados totaliza quase mil horários de pelo menos oito horas semanais.

O estudo apresenta os concelhos com mais contratações de escola e com horários superiores a oito horas, ou seja, colocações que já tinham sido recusadas duas vezes.

As escolas com mais dificuldade em contratar professores são as de Olhão, Seixal e Silves, onde a taxa de não aceitação foi superior a 20%.

Em Olhão, a taxa de não aceitação foi de 34%, seguindo-se o Seixal com uma taxa de 28,8% e Silves com 23,3%.

Na contratação de escola podem aparecer horários inferiores a oito horas letivas ou então horários que foram por duas vezes recusados na Reserva de Recrutamento.

A dificuldade em contratar professores para as escolas da zona de Lisboa e do Algarve é um problema conhecido pelo Ministério da Educação que já anunciou estar a estudar formas de conseguir incentivar os docentes a aceitar estas vagas.

Os baixos salários associados a estes horários e as rendas das casas nestas duas regiões do país têm sido apontadas como as principais razões para recusar as vagas abertas nas escolas.

A agravar esta situação, está o envelhecimento do corpo docente: Nos próximos quatro anos, cerca de 18 mil professores que estão atualmente nas escolas irão para a reforma.

Fonte: TVI24

1 COMENTÁRIO

  1. Este problema faz lembrar aquela publicidade em que, sobre determinado produto que terminava com “(…)A fama que vem de longe!…”
    Ora, em 1996, era ministro Marçal Grilo, exercia funções num gabinete governamental… Nessa altura, elaborei uma proposta para atribuição de subsídios a professores que exerciam funções em escolas com os mesmos problemas que agora as escolas de Lisboa e Porto enfrentam. Incrivelmente, estando o Govenro de então disponível para subsidiar as escolas problemáticas em termos de colocação, houve oposição veemente de alguns dos sindicatos…
    Afinal… quem nos defende??? Será que o governo quererá mesmo tratar os professores como fez com os médicos??? E se sim, será que terá capacidade de levar avante alguma norma que possa compensar os professores que exercem em locais particularmente difíceis, seja pela distância, seja pelos problemas sociais do meio envolvente, seja pelos custos que tal exercício acarreta para os docentes e suas famílias…

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