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Ler Livros faz muito bem, e ter Cultura e Educação é tão importante

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livrosFoi-se perdendo o costume de Ler, essencialmente Livros. Foi ficando tudo muito rápido e tudo muito formatizado e informatizado, ou, mediatizado e imediatizado. Tudo muito igual. Todos muito iguais.

Com todas as justificações e mais alguma, desde não haver tempo a não haver dinheiro, e mais umas coisitas semelhantes, consegue-se sempre uma justificação para não ter que ler Livros. E quem hoje “perde” tempo a ler Livros, nada mais tem que fazer, ou estará desactualizado do tempo em que vive.

Hoje, o que está a dar são as Redes Socias, onde se está conectado ao segundo, onde se “posta” tudo o que se não sabe dizer cara a cara, e onde se coscuvilham vidas próprias e alheias. E todos o fazem, e todos estão conectados, todos estão em linha, todos sabem as mesmas coisas ao mesmo tempo.

Tiram-se selfies em todos os locais, nunca para apreciar ao vivo e a cores, estes – locais – mas para mostrar aos outros, e na hora, que se “esteve” lá. Funciona-se em tudo muito superficialmente. A Memória vagueia, tal como a História, pelo que aconteceu na passada semana, no máximo no mês passado. E claro, neste contexto ou nesta conjuntura – como se usa tanto dizer para tudo desculpar – ler um Livro não tem espaço, é um “non-sense”.

E a Cultura a Educação – esta Instrução e não só – que a leitura de início a fim de um Livro nos aporta, deixou de ter significado, deixou de ser importante. Não vale, não é necessário, aprende-se tudo nas redes sociais, nas televisões, mesmo sendo todas excessivamente iguais.

Todos sabem o que se está a passar ao momento no outro lado do mundo, mesmo que não façam a mínima ideia onde este fica. Todos têm uma opinião sobre tudo e sobre nada. Todos sabem da vida uns dos outros, mesmo que amanhã já se tenham esquecido, quando por exemplo, de ajuda necessitam. Todos querem ter o seu “eu” o mais inflamado possível o mais “selfie “ conseguível.

E a Cultura, a Educação que nos são indispensáveis para pensarmos – minimamente- por nós, para sabermos decidir melhor, para ter conhecimentos mais abrangentes sobre tudo e não só os que alguns querem que possamos ter, deixou de ser importante.

E “isto”, nota-se na dificuldade que todos, sem diferença de sexo ou de idade, têm hoje, em estar juntos para ter uma conversa que não seja acompanhada e depois absorvida por telemóveis, ipads, iphones, e tudo o que não permite que se esteja no mesmo local cara a cara a não falar, a não conversar, a não expressar opiniões. Estas deixaram de ser nossas, passando a ser as que vagueiam pelas redes sociais. E ninguém consegue estar junto sem ter estas tecnologias sempre na mão!

 E este estado de coisas a que chegámos, não é fruito da boa tecnologia que hoje temos, mas unicamente por nos deixarmos ser “mandados e comandados por estas, em vez de estarem ao nosso serviço”, e estamos nós ao seu, e a quem por trás as controla, manobrando-nos.

A desumanização que este estado de coisas nos cria é excessiva, tudo se torna tão descartável, desde o Amor, o Carinho, a Família, até aos modelos menos actuais de telemóveis e mais tecnologias, tudo se troca, tudo se muda, tudo se deita fora. Nada fica!

E para os que acham que ler Livros, nos quais está incluído o tipo que “isto” escreve, é muito importante, e que continuarão a querer fazê-lo, talvez estando a viver no tempo errado, mas também usam – usamos –  as novas tecnologias – como telemóvel, computador, internet, email –  mas talvez ainda consigam – consigamos –  pensar por si – por nós – , mesmo que menos bem para a época, ou sem interesse para ninguém que não para  os próprios!

Augusto Küttner de Magalhães

Imagem retirada de: http://veja2.abrilm.com.br/

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