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José Pacheco: «Procurem nas escolas professores que ainda não tenham morrido»

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Para os crentes e não crentes. Fica o excerto de uma grande entrevista de José Pacheco, fundador da Escola da Ponte.

«Qualquer pessoa minimamente avisada, minimamente conhecedora dos ainda ocultos saberes das ciências da educação – bode expiatório de todos os males que apoquentam a educação deste país – sabe que a solução não passa por mais exames.»

 

«As escolas são pessoas, mas o Ministério da Educação crê que uma escola é um edifício. E uma crença não se discute, deve ser respeitada. Porém, crenças e «achismos» não deverão ser suportes de política educativa.»

 

«A velha escola há de parir uma nova educação. Mas as dores do parto serão intensas, enquanto as “naturalizações”, as “certezas”, as crenças ministeriais, a tecnocracia e a burocracia continuarem a prevalecer em domínios onde deveria prevalecer a pedagogia.»

 

«O despertar da atenção do professor será o despertar da atenção do aluno. As escolas dispõem de excelentes professores a trabalhar do modo errado. E acontece o inevitável: doenças profissionais, idas ao psiquiatra, burnout…»

 

«Os professores portugueses deveriam procurar caminhos de alforria científica e a sua maioridade educacional, sem prescindir do que venha do estrangeiro. Novidades importadas não passam de inovações requentadas.»

(carregar na imagem para ler a entrevista)

E para quem acredita no modelo da Escola da Ponte, podem assinar a seguinte petição.

Queremos o Modelo da Escola da Ponte em mais escolas públicas!

5 COMMENTS

  1. Não comentarei mais, já o fiz anteriormente. Só volto a frisar uma coisa: a Escola Pública portuguesa é boa; não, os professores não trabalham de forma errada, não concordam é todos com as ideias do professor José Pacheco, sobre o que deve ser a Escola Púlica…

    Não, eu não quero, para os meus filhos, o modelo da Escola da Ponte: com isto não digo, ao contrário de alguns, que o modelo é mau, ou que os alunos não aprendem… Há questões bem mais importantes que o modelo da Escola… Esse passa por dar melhores condições económicas aos portugueses, ou seja, o meio sócio-económico condiciona tudo o resto… As escolas não são oásis sociais, independentemente dos métodos e da organização!

      • Essa é uma bela armadilha… Acreditar que a Escola Pública tem de remediar o erro de opções políticas erradas, e de autêntica bandidagem, por gente que pediu exemplo aos professores e se comportava como verdadeiro saqueador…
        Se esperarmos que só a Escola Pública assuma, como se vai vendo, responsabilidades que são transversais a toda a sociedade estamos a cair num logro… Mais, essa é a estratégia de muitos para que o negócio lhe venha parar às mãos: é assim na educação, é assim na saúde… em tudo o que cheire a dinheiro…
        Um oásis pode matar a sede de um dia… Mas o que é um oásis se , para além das palmeiras, se estende um impiedoso deserto… Não nos deixemos iludir por uma hora de água fresca!
        Não é por acaso, não é mesmo nada por acaso, que vamos vendo uma certa direita a aderir a ideias delicodoces na educação… Há muitas maneiras de caçar moscas…

        • A ideia que tudo o que é mexe é um alto complô com tudo e com todos é a justificação ideal para manter tudo como está. Existem fortes interesses, bem vistos nos últimos tempos com os contratos de associação e editoras, mas se há ministro que já mostrou que não tem medo de enfrentar interesses foi este ministro.
          Não me parece que tenhamos de esperar por outros para fazer uma mudança SE concordarmos com ela. Arranjar desculpas constantes apenas mantém o muro das lamentações bem preenchido…

  2. Subscrevo o comentário de Rui Pereira.

    Concordo em muita coisa com o que diz o prof José Pacheco. Mas há uma ideia de há muitos e muitos anos que ele repete- Os professores trabalham mal e não querem saber de inovações. Especialmente, lembro-me de um texto seu no Educare,…… as professoras….

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