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JN | Comissões de menores paradas por falta de meios

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falta de gasolinaO sentimento de injustiça que habita no cidadão comum é alimentado por notícias como esta. Um país onde se injetam milhares de milhões naqueles que deviam ser especialistas em gerir o nosso dinheiro, mas que tem tanta dificuldade em apoiar instituições que deviam estar na linha da frente de uma política nacional de combate ao insucesso e abandono escolar e familiar.

Se existe uma área onde a sociedade precisa de unir esforços é a família. As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) estão na linha da frente no acompanhamento de famílias falidas de valores e afetos. Indiretamente, a escola sente estas dificuldades, pois a sua jurisdição termina onde começa a da CPCJ, e esta é muitas vezes o amparo que a escola precisa para não perder de vez alunos de risco e que precisam de ser recuperados.

Cada aluno perdido é um futuro cidadão gerador de despesa e criador de descendência de risco social e educativo. Se o défice, a dívida e os mercados são uma pain in the ass, talvez fizesse sentido investir num curativo que estancasse de vez esta sangria. Não podemos continuar a ter instituições ligadas às máquinas e sistematicamente amputadas na sua cobertura de ação, tendo sistematicamente de escolher quais famílias, crianças e adolescentes são merecedoras de serem salvas…

Comissões de menores paradas por falta de meios

A procuradora-geral distrital do Porto, Maria Raquel Desterro, denuncia “grandes deficiências no funcionamento” de comissões de proteção de crianças e jovens na sua jurisdição, destacando pela negativa os casos do Marco de Canaveses, de Estarreja e de Vila Nova de Gaia.

Neste último caso, é apontada “uma generalizada falta de revisão atempada das medidas” de proteção. A poucos dias do balanço anual da proteção de menores em Portugal, a crónica falta de meios continua ser fonte de situações dramáticas que têm vindo a agravar-se.

1 COMENTÁRIO

  1. não são só as equipas da cpcj.
    as equipas da intervenção precoce, também parece que têm muita falta de pessoas e não se faz a avaliação nem o acompanhamento necessário às crianças.
    ” As escolas estão cheias de problemas assim como os hospitais estão cheios de doenças, mas não se culpam nem se responsabilizam os médicos por haver doenças incuráveis.
    Mas sobre educação na escola, sobre as educadoras e sobre os professores recaem as culpas e toda a sociedade dá palpites.”

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