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“Já Me Defendi De Cadeiras Atiradas Por Alunos”

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Uma escola não pode ser isto. Os professores não são agentes policiais, nem nenhuma “special force”. Só que quem lá anda já viu, interveio, ou ouviu falar de algo semelhante ao que vão ler em baixo.

Como alguém próximo costuma dizer, quando me perguntam que tipo de formação necessito, digo sempre defesa pessoal.

E depois temos um Ministério da Educação que ignora a violência escolar, em particular  contra professores…

Fica o comentário publicado no artigo “Na escola já levei no focinho 7 vezes e vou levar outra vez no dia 16


Já me defendi de cadeiras atiradas por alunos… num desses casos o aluno até uma mesa me mandou… desarmei facas, ponta&molas, borboletas (umas entregues à PSP, outras esquecidas numa gaveta da direção). Noutro caso tive de enfrentar um pai de etnia cigana e seus amigos, depois do mesmo ter invadido a escola e agredido uma miúda de descendência africana (que me valeu uma viagem a tribunal). Separei inúmeras brigas, meti-me no meio de “quase motins”, por quezílias entre alunos e entre grupos, ganhei fama de “doido” no bairro e muitas vezes ia para a Escola com dúvidas de voltar inteiro.
Cheguei ao ponto de criar uma formação para professores de Resguardo, para dar ferramentas aos Professores para se conseguirem retirar das confusões e antever situações com o mínimo de sofrimentos possíveis… isto a ganhar menos que o ordenado de um motorista de ministro.

Gonçalo Alves

2 COMMENTS

  1. Quase 900 anos depois da sua fundação, Portugal ainda não é um país…os partidos são centros de emprego no Estado para quem faz parte da máquina partidária e seus familiares, não me refiro aos altos cargos do governo como tem sido noticiado, isso foi de tanto se habituarem a fazê-lo, perderam a vergonha e normalizaram o anormal. Em todos os níveis, os amigalhaços faturam, o povo paga e ignora o que os espertos fazem nas suas costas. Se não forem empregos no Estado são cunhas diretas para cargos em empresas que esperam ganhar alguma coisa por troca. Já não é preciso inventar currículos nem formação. Com tanto compadrio, o mérito e a competência são missangas, não surpreende nada que a educação esteja neste estado. Só não percebem que o estado da educação é o reverso da medalha do estado da democracia porque é na escola que se geram os cidadãos. Quando perceberem vai ser tarde. Ainda não perceberam esta relação direta e as suas consequências no Brasil e nos EU. Pode ser que se meterem a cabeça na areia, escapem sem consequências.

  2. Colega, excelente atitude no sentido de resolver problemas no recinto escolar. Apesar dos riscos, e terão sido muitos, tal como relatou, decidiu que levar no focinho não tem de ser uma inevitabilidade.
    A ideia de organizar formação para os professores se defenderem, e a melhor defesa será sempre evitar o confronto, a não ser que seja inevitável, vai ao encontro do que defendo há algum tempo. Não podemos nunca mostrar medo e devemos ser frontais e assertivos. Riscos há sempre mas quem tem receio ou medo de os enfrentar regressará sempre a casa com um dever por cumprir. Eu já enfrentei a morte, olhos nos olhos, imagine uma queda livre por um poço de um elevador (sem elevador) e sobreviver intacto…pelo que nada, mas mesmo nada, me impressiona. Enfrento tudo de frente, olhos nos olhos. Nada como uma experiência extrema para nos tornar mais…frontais.

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