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Ir para a escola sozinho – comparações.

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É um documentário muito interessante e impensável para muitos de nós. Mas nem sempre foi assim, quando era miúdo, andava para aí na 2ª classe, os meus pais levaram-me a pé para a escola para que eu pudesse decorar o caminho. No dia seguinte, siga para bingo, lá fui eu, um catraio de 7 anos a atravessar as ruas de Aveiro sozinho, a analisar bem cada canto para não me enganar no caminho. Lembrando-me para olhar antes de atravessar e para nunca falar com estranhos. Pareceu uma longa viagem, mas foi feita.

ir-sozinhoNegligência, despreocupação, nada disso, era habitual as crianças irem a pé para a escola, algo que ainda acontece em meios mais pequenos. Fez-me crescer, fez-me ser mais responsável e até ajudou a melhorar a minha orientação espacial.

Hoje não é assim, a sensação de insegurança, o mediatismo de casos em que crianças foram raptadas, o tráfego de seres humanos, a pedofilia, geram medos e receios genuínos, que levam inúmeros pais a acompanhar os seus “rebentos” no trajeto casa/escola. Chega a ser estranho ver alunos com 15,16 e 17 anos a serem transportados, mas só de pensar que pode acontecer algo do que referi leva a uma proteção muitas vezes desproporcional mas consciente…

No Japão não é bem assim, as crianças apanham o metro sozinhas, percorrendo vários km sem que o seu progenitor esteja presente. O sentimento de segurança e o apoio que a comunidade em geral dá a estas crianças, permite uma abordagem diferente que potencia não só a autonomia mas também algo muito útil para a vida futura, o chamado “desenrascanço”.

Fica o documentário

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