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Inspeção Geral de Educação e Ciência anda a inspecionar os… pais.

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Detetive-revelaçãoIsto deve ser o episódio 723 dos contratos de associação, mas este chamou-me a atenção por ver a IGEC chamar os pais para confirmar se as famílias residem na freguesia das escolas. Deve ser algo inédito em Portugal e aqui até concordo com os colégios por se sentirem um pouco perseguidos.

Entramos aqui na tão proferida liberdade de escolha e como já referi anteriormente, a liberdade de escolha existe, mas no caso dos colégios indevidamente financiados, estes devem ser pagos com o dinheiro de quem os quer lá.

Sobre a escola pública a questão é diferente, não me choca a escolha, mas é natural que existam critérios. O ideal é que esta questão fosse diluída pela qualidade dos estabelecimentos de ensino, o que infelizmente não acontece por variadíssimas razões.

A inspeção é bem vinda, não é isso que está em causa, mas peca por tardia, pois esta “habilidade” de apresentar uma morada falsa não é um exclusivo dos colégios. Há anos que se fala em pais que deturpam a sua residência ou a substituem pela de familiares para que os seus filhos possam entrar na escola pública pretendida.

Recordemos…

Do pré-escolar ao ensino secundário, o número limitado de vagas nos estabelecimentos de ensino dita a criação de prioridades no acesso. Por mais que “garantam um tratamento o mais equitativo possível”, Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), admite que “os critérios estabelecidos certamente deixam algumas famílias sem a resposta que desejavam”. E vão sendo conhecidos casos, como o denunciado em agosto, em que alguns pais alegadamente terão fornecido “moradas falsas” para conseguir matricular os filhos numa escola do ensino básico da região de Aveiro. A prática não é nova.

Cristina Ribeiro, de 40 anos, ainda se lembra da peripécia que foi dar a morada da tia para poder frequentar o 5.º ano numa escola do centro do Porto. Vivia com os pais em Gondomar. Mas durante o dia ficava a cargo dos avós que moravam a 30 minutos de autocarro da escola pretendida. Ainda assim a casa estava na fronteira da cidade da Maia. Para os pais de Cristina escolher uma escola em Gondomar não era opção porque estaria sozinha. Por falta de transporte público, frequentar o ensino na Maia implicava demasiado tempo perdido em viagens. Repetiu a “batotice” da morada para poder continuar o ensino secundário na mesma zona, porque os avós continuavam a ser imprescindíveis. E graças a este suporte conseguiu ir até ao fim do 12.º ano.

Que sirva de exemplo…

Manuel Bento, diretor pedagógico do colégio Centro de Estudos de Fátima e um dos líderes do movimento Defesa da Escola Ponto, acusa a IGEC de “pressionar os pais para criar o pânico”.

Só hoje (ontem) já perdemos 12 alunos que se tinham inscrito. Os pais, assustados com esta pressão inaceitável, acabaram por desistir”

Inspeção da Educação convoca pais

(Bernardo Esteves)

Quando a escola mais próxima não é escolha

(Andreia Lobo)

 

2 COMMENTS

  1. Fraude ou corrupção?? no agrupamento de exames da escola do Agueirao: a inspeçao sabe de tudo porque já denunciei no ano passado e nada porque a directora Fatima Morais disse para nos nao nos preocuparmos que estava tudo arranjado e os nossos filhos iam ter boas notas para irem para a faculdade mas o que ela nos exigiu por fora foi 500 euros . Quem reuniu com cada encarregado de educação individualmente foi a psicologa Raquel e a Cristina Nunes e a Graciete Correia (esta foi directora de turma dos aluns e deu-nos a volta com um grande baile essa falsa).
    A directora da escola abriu no ano passado uma turma do secundário onde meteu a filha dela porque o marido fazia parte do conselho geral e da associação de pais. Foram professores de propósito para a turma desses alunos da tal turma que entravam as horas que lhe apeteciam e a filha da directora é o exemplo até porque toda a gente via porque entrava na escola com a mae e directora que mete o carro la dentro na escola onde anda um policia a civil por causa da violencia constante ali e os nossos filhos tem sofrido a brava com tudo. já se percebe tudo porque a Cristina Nunes da direção dava aulas a dita turma e controlava tudo e todos os professores que lhe interessa continuar na direção e que os alunos tais fiquem na escola porque então a escola tem de se juntar a secundaria de mem martins e os da direção são corridos assim como os do concelho geral e secretaria e outros tais.
    Este ano a rapariga vai fazer exame para contar para entrar na faculdade.
    A professora Ana Pereirinha que coordena o secretariado de exames do Algueirão escolhe as professoras que vao corrigir os exames.
    Quem é que vai entao? A Helena Antao acabada de chegar à escola e já nos disseram a nos pais para não ficarmos preocupados porque vai correr tudo bem e nossos filhos vão ter boas notas. Está tudo controlado.
    Acham normal (e isto vai para os vários meios de comunicação para denunciar) que andem estas fraudes por aqui?
    O director geral da Educação é José Vitor Pedroso e foi prfessor da escola secundária de Sintra. Ele saberá de alguma coisa.?
    É uma pouca vergonha. A professora Graciete Correia foi chamada para ver exames mas nem apareceu lá e disse me a mim que ela foi professora dos alunos ha dois anos e ja me disse para nos acalmar.
    Afinal para que servem os exames e não é justo estas poucas vergonhas.
    Andreia Vanessa Reynaud

  2. O dinheiro é que conta e os exames nao servem para nada além de dar a ganhar dinheiro aos fraudolentos e aos explicadores.
    Em Sintra no secretariado de exames estao a Marta Manana que é irmã do professora Paula Manana da escola do algueirão. E a Claudia Salgueiro que também já esteve na mesma escola. Por isso imaginam? Até está na secretaria em Sintra a Teresa Quintas que também tem o filho na escola do algueirao e tem acesso a muito na escola Santa Maria de Sintra para onde vao os exames.
    É só fraude e tem de ser denunciado. O meu filho Fabio Reynaud nao teve a mesma sorte de ajuda porque pregaram com ele em tribunal por um crime que não fez e ficou provado. A escola do algueirao tem lá a criminosa Cristina Nunes na direção que persegue os alunos quando foi ela que foi corrida do colegios Os platanos porque andavam a trificar droga com os alunos e coisas do género.
    Meteu-se entao na escola do algueirao para continuar a fazer o mesmo com os alunos e pediu ao meu filho coisas estranhas mas o pai dele controlou tudo porque alguem la da escola defendeu o meu filho para ele não se meter e o pai dele tratou de tudo com a dita Cristina grande bandida mas com mania.
    Devia ser presa essa tal.

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