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Infeção Da Atualidade: Onde Fico Eu E O Outro

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Neste momento estamos extremamente focados no que se está a passar por aqui e ali. Infeções e doença dominam o momento atual e com toda a razão. O ser humano jamais é de ferro e desvalorizar algo que pode afetar o que somos fisicamente é de todo descabido. Se devemos entrar em alarmismos? Bom isso cria sempre a dificuldade de decisão entre o que pode ser e o que é. Ao longo da história sempre houve momentos de caos onde a doença foi o mote: gripes, peste negra…, mas não estamos nessas épocas que só em livros fazem vista e não sentimos como atualidade.

No entanto, infeções há todo o ano sobretudo na época do inverno e para as crianças que frequentam o infantário muito mais. Os pais ficam desesperados e o absentismo laboral é gritante levando muitas vezes a despedimentos (mas isso fica para outro artigo…). Por vezes, porque o sistema imunitário está mais debilitado, porque a infeção é mais grave há situações incontroláveis que podem ter um desfecho dramático. Facto é que a preocupação que existe agora com a informação de infeção atual jamais pode ser descurada pois se dentro do que é habitual ocorrem mortes numa situação destas, talvez, muito mais. Se morrem mais pessoas com uma gripe, provavelmente, no entanto esta situação atual não pode deixar de ter impacto quer nos media quer individualmente em cada um de nós. Preocupamo-nos com os outros que morrem, mas muitas vezes isso não passa de um filme na tela da televisão. Se nos tocar à porta, seja por este vírus ou por outro motivo qualquer a dor que sentimos é imensurável. Nesse sentido, descurar o que agora se passa pode custar-nos não só uma consciência pesada por aqueles que já sofreram os efeitos da infeção, mas também por  considerar que são exageros. Verdade, verdade é que tantas infeções que são consideradas menores e que acabam com vidas não são noticiadas, gripes, meningites entre outras. Todos os dias alguém nasce e morre, mas este assunto de infeção é mundial e jamais pode ser ignorado. Fronteiras transparentes que mantém ligações entre países, muito se refere sobre isto, mas e se estas fronteiras se encerrassem? Seria melhor ou pior? Difícil de decidir e saber. O que é facto é que, em situações de sobrevivência vamos pensar cada um nos seus e em si. O outro deixa de ter sentido. Mas o que é facto é que sem o outro será um desafio sobreviver. Nascemos para a vivência em comunidade e se nos fecharmos sobre nos próprios vamos criar barreiras ao que é natural. Sem dramatismos, se criarmos estigmas de que este ou aquele povo são fonte de infeção jamais vemos que poderíamos ser nós a estar no lugar deles e a sofrer as mortes que já sofreram. Demagógico, muito provavelmente, mas pensar em mim sem pensar no outro é quase impossível.

Unir esforços para que tudo corra pelo melhor é algo que dificilmente pensamos, mas o que é facto é que, pode não modificar a situação mas pelo menos ameniza. Apelar à sensatez e também à celeridade nas decisões é importante para que todos possam de forma segura contribuir com a sua parte para que tudo corra pelo melhor. Os planos de contingência são de todo essenciais na sua estrutura, mas também na forma como são colocados em ação. A informação deve ser atempada, clara, veiculada pelos meios corretos evitando que chegue através das redes sociais. Também se deveria evitar a subida escandalosa de preço de consumíveis necessários para esta fase, aproveitando o momento de fragilidade social em benefício próprio. Por outro lado, a sensatez passa muito por adquirir o básico sem excessos para que os consumíveis jamais se consumam e com isso ao aumentar a procura, aumenta o preço.

Todas estas questões são essenciais para a vivência em comunidade, sobretudo em momentos como este, pensar onde fico eu e o outro.

Vera Silva

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