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Inclusão, A Palavra Do Momento

Vinham quando queriam, às horas que entendessem, apresentavam-se sistematicamente sem material mas com armas brancas (não se podem revistar os alunos à entrada, é assédio), furtavam tudo o que estivesse à mão e desse para fazer dinheiro, ameaçavam os outros miúdos que eram obrigados a fazerem o que eles exigissem, falavam Romani para nos insultarem e ameaçarem a nossa integridade física.

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Não me considero racista nem xenófoba. Tenho amigos de vários credos e raças. No entanto não reconheço nesta etnia em particular nenhuma vontade de inclusão, à excepção da exigência dos direitos que essa inclusão lhes propicia.

Quanto aos deveres, esses recusam-os ostensivamente sem pejo. Se não estou enganada, a vida em sociedade exige o cumprimento de regras básicas para ser devidamente exercido o direito de cidadania. À maioria dos cidadãos portugueses isto é exigido sendo que o não cumprimento dará origem a penalizações. Ora isto não acontece com a maior parte dos cidadãos de etnia cigana. Pelo contrário, vemos que podem fazer impunemente tudo o que nenhum outro se atreve a pensar. Assistimos a situações destas em qualquer local, nos espaços comerciais, na rua, nas escolas, nos hospitais, na ocupação de qualquer espaço para montarem os bairros, na usurpação de luz e água, na ocupação de terrenos e habitações. Qualquer outro português que tomasse uma destas atitudes seria imediatamente detido e multado severamente.

Fui diagnosticada com perturbação de stress pós-traumático ( PSPT) devido a trabalhar durante vários anos com essa etnia. Sou professora e todas as crianças que passam por mim são alunos com os mesmos direitos e deveres. Isto não era de todo do agrado dos muitos alunos ciganos porque, diziam eles, eram ciganos, só aceitavam os direitos, as regras, os deveres eram para os outros. Vinham quando queriam, às horas que entendessem, apresentavam-se sistematicamente sem material mas com armas brancas (não se podem revistar os alunos à entrada, é assédio), furtavam tudo o que estivesse à mão e desse para fazer dinheiro, ameaçavam os outros miúdos que eram obrigados a fazerem o que eles exigissem, falavam caló para nos insultarem e ameaçarem a nossa integridade física.

A minha constante luta para que fossem incluídos na escola acabou com a minha saúde. Hoje não entro em espaços onde estejam mais de meia dúzia juntos, a força que fez sempre parte do amor ao ensino e me agraciou com bons resultados e o bem querer de centenas de alunos é quase que inexpressiva neste momento. Respeito quem pensa que é possível mudar séculos desta forma de vida, como respeito quem, como eu, não teria os filhos numa turma como as que por mim foram passando. Gosto de ver e ouvir o entusiasmo e o esforço das palavras de todos os que com garra defendem a pertinência da inclusão desta etnia “à força toda” e contra tudo e todos mas, como costumo dizer, primeiro mostrem na prática o quão voluntariosa é essa convicção que tão bem defendem no papel. Permito-me concluir que desperdicei o melhor de mim em “gente que não sabe estar”.

Isor

2 COMMENTS

  1. Partilho da mesma opinião! Quem só acha que tem direitos e nunca deveres! Quem acha que tudo pode e que nada respeita! Quem acha que nós estamos lá apenas para os servir, não tem de se esforçar para absolutamente e no final, faz-se um plano de recuperação e pronto, não há penalizações de qualquer ordem!!!! As penalizações, ficam para quem tem de lidar diariamente com estas situações! As penalizações ficam para os outros alunos, que acabam penalizados! E muito mais poderia escrever, mas…sobre eles não vale a pena!

  2. A inclusão não deve ser posta em causa por responsabilidade de quem determina que seja aplicada sem condições, sem apoios, sem contrapartidas e sem fiscalização. Inclusão light é chover no molhado, desperdício de recursos, tempo e feitio. Manutenção da ordem estabelecida para paz da consciência de alguns e desassossego de outros.

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