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A inactividade física em Portugal custa 900 milhões de euros, 9% do orçamento do Ministério da Saúde para 2017.

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Os números são assustadores e a situação agrava a cada dia que passa, por isso só posso louvar as palavras do Secretário de Estado João Costa ontem no parlamento. O endeusamento que é feito ao PISA, quando este está centrado em menos de um terço do currículo é intelectualmente desonesto.

Ainda esta semana dizia a uma colega minha ao olharmos para uma turma de 7º ano.

Já viste isto?

Repara bem que mais de metade da turma está obesa. Repara bem nas limitações que eles têm em mexer-se.

Nunca tive tantas lesões como este ano… os miúdos são de porcelana, caem por qualquer razão, os ligamentos e os músculos não aguentam movimentos básicos… correm 1 minuto e têm de parar…

Como será a vida destes miúdos daqui a 10, 20 anos? Que rendimento profissional vão ter se não tiverem saúde?

É um crime o que se fez a esta geração. É um crime o que fez Nuno Crato. Tenho muitos alunos analfabetos motores… sem destreza, sem velocidade, sem força, sem resistência, sem coordenação, sem equilíbrio, etc… Lidar com regras, lidar com colegas, tomar decisões num curto espaço de tempo com tantas variáveis em movimento, tudo isso lhes foi privado. Tantas luzinhas que precisam de acender naquelas cabeças e continuam apagadas.

Que raiva!!! Que incompetência!!! Que ignorância!!! Que incapacidade para compreender que existem múltiplas inteligências e todas elas são fundamentais para o desenvolvimento transversal e salutar da criança.

Tanta gente Doutora que não consegue entender o be a bá da vida…

Que a mudança seja rápida pois já vem tarde, muito tarde…

Quanto custa a inactividade física em Portugal?

(Público)

A estimativa de 900 milhões de Euros para o custo da inactividade em Portugal não deverá estar longe da realidade. Face ao progressivo aumento dos custos de saúde nos próximos anos, justifica-se mais do que nunca o investimento na prevenção do sedentarismo, com o esperado impacto no bem-estar individual, na prevalência das doenças não-transmissíveis, na mortalidade e na economia.

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