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A Igreja que não se meta…

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mensageiro-de-deusSempre que ouço falar a Igreja sobre os contratos de associação sofro uma urticária que até me apetece arrancar a pele. O Arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, resolveu alargar a sua “oração” aos jornalistas, abordando o assunto dos contratos de associação, criticando e passo a citar “a ditadura do Estado”. Recentemente tive uma conversa informal com alguém muito próximo de um partido político e por ser informal os nomes ficarão para mim. Esse meu colega confidenciava-me que um membro do clero, muito conhecido da nossa praça, pediu ao Primeiro-Ministro (PR) da altura, 1 milhão de euros além do já contratualizado para a sua instituição. Após diversas recusas a quem o PR tinha delegado para o fazer, antes de sair de cena, foi o próprio PR a fazer um despacho, e passe a redundância, despachou 1 milhão de todos nós. Ao membro do clero, coube-lhe o cumprimento dos seus mandamentos de pobreza no seu belo carro topo de gama…

A Igreja não tem apenas telhados de vidro, a Igreja há muito que perdeu o telhado, nesta e noutras matérias. E sobre os contratos de associação, chove tanto tanto tanto lá dentro, que já devia ser suficiente para afogar tanta promiscuidade e compadrio com algumas elites “amarelas”.

Talvez o Sr. Arcebispo devesse escutar mais o seu patrão, o Papa Francisco, no alerta que fez a 5 de Fevereiro do presente ano, quando abordou a corrupção nas escolas privadas…

Arcebispo critica “totalitarismo do Estado” nos contratos de associação

“Para mim é uma questão ideológica este totalitarismo do Estado. O Estado tem uma função supletiva e não de alguém que assume tudo, nem tem capacidade para isso, nem o deve fazer”, comentou, em declarações aos jornalistas.

É necessário refletir sobre que modelo de sociedade que queremos. Se queremos uma sociedade alicerçada na ditadura do Estado, em que o Estado é possuidor de tudo, controlador de tudo, que está em tudo”, vincou.

El Papa alertó sobre “corrupción educativa” de escuelas privadas

El papa Francisco alertó sobre la “corrupción educativa” de entidades privadas como uno de “los peligros de la educación” y detalló que “uno de los peligros que tiene la educación es que si es inclusiva para pocos y exclusiva para muchos, es comercio”.

“Lo que hay que hacer es bajar el porcentaje de subsidios de las escuelas que dicen ‘nosotros cobramos una cuota muy pequeña’ en un recibo, pero que en otro recibo que dice ‘ayuda cultural para la comunidad de tal’ y te cobran una barbaridad. Así, le roban al Estado: es un peligro de la educación, la corrupción educativa”, alertó Francisco. 

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