Home Notícias IAVE rejeita elaboração de uma prova modelo para o exame de Matemática...

IAVE rejeita elaboração de uma prova modelo para o exame de Matemática A

3984
5

Em 2018, a disciplina de Matemática A, terá exame já com o novo programa da disciplina, segundo um estudo que está a ser concluído por Jaime Carvalho e Silva, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), Portugal é dos poucos países onde não existe uma prova modelo que permita aos alunos saber qual a matéria que irá sair no exame.

E eu pergunto, mas é suposto os alunos saberem o que vai sair no exame?

Mas em 2020, se não for antes, o IAVE já não vai ter este problema pois já foi dito que os futuros exames terão por base as novas aprendizagens essenciais… O que é essencial será essencial…

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), o organismo responsável pela elaboração dos exames nacionais, pôs de lado, nesta segunda-feira, a hipótese de vir a ser elaborada uma prova modelo do exame de Matemática A do 12.º ano, que em 2018, pela primeira vez, terá na base o novo programa da disciplina.

Hélder de Sousa, que interveio no debate promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos sob o tema Exames: Como e Para Quê, respondia assim a esta afirmação do professor da Universidade de Coimbra, Jaime Carvalho e Silva: é “um escândalo que o novo exame de Matemática A se realize sem que antes haja uma prova modelo”. “Os alunos e professores estão a viver uma situação de grande instabilidade porque ninguém sabe o que vai sair no exame”, justificou.

O presidente do Iave referiu que a elaboração de “provas modelo foi abandonada há muitos anos em Portugal”, embora os alunos possam treinar com base nos exames realizados em anos anteriores. “Se o programa for leccionado como deve ser não vai haver problemas. O Iave não vai introduzir surpresas na prova, que terá de funcionar como um denominador comum do antigo [porque há alunos que chumbaram no ano lectivo passado e vão ter de realizar de novo o exame] e do novo programa”, garantiu.

A Associação de Professores de Matemática (APM), de que Jaime Carvalho e Silva também é dirigente, chamou já a atenção, por várias vezes, para o facto de os alunos irem fazer um exame do qual não têm qualquer referencial e que tem na base um programa que, pela sua extensão, tem gerado “dificuldades generalizadas na leccionação, com capítulos que ficam por dar”.

No debate desta segunda-feira, Jaime Carvalho e Silva, que está a finalizar um estudo comparado dos exames em 12 países, incluindo Portugal, sublinhou que apesar da diversidade de modelos, em muitos outros sítios, ao contrário do que se passa por cá, “existe sempre uma definição muito clara do que vai sair na prova de exame”. Os alunos estão, por isso, informados do “que se espera que saibam fazer” naquelas provas.

Alunos vão mesmo fazer o novo exame de Matemática A sem terem ideia de como será a prova

(Clara Viana – Público)

5 COMMENTS

  1. Então entende que o exame deve ser uma absoluta supresa? Pela primeira vez vai haver um exame de 12º ano com dois cadernos, um para responder com caculadora e outro sem calculadora, pela primeira vez haverá questões alternativas e a prova deve ser totalmente uma supresa? Vai ser avaliada toda a matéria oficial ou não (estatística não sai) mas sendo o primeiro exame das Metas do secundário qual vai ser a ênfase nas dezenas de Metas com demonstrações abstratas que nunca estiveram no programa? Todos ou quase todos os países são cuidadosos na elaboração dos exames, com provas modelo (specimen papers) disponíveis, mesmo quando há alterações curriculares, de modo a que a prova seja totalmente clara e todos tenham oportunidade de se preparar em consequência. Exemplo:

    http://www.cambridgeinternational.org/programmes-and-qualifications/cambridge-igcse-mathematics-0580/past-papers/
    Cambridge IGCSE Mathematics

    • Existe um programa para dar… Os alunos não vão às escuras. No entanto, não me choca que seja dada uma orientação, o meu receio é que o caminho seja o do facilitismo. Mas os exames para mim precisam de levar uma volta. Estou cansado de escolas obcecadas com exames.

  2. O “facilitismo” tem costas largas. Eu não sei o que é isso. Todos os outros países são facilitistas?
    O que se trata aqui é de haver regras do jogo claras, que não há. Não basta ter um programa para “dar” (não sei o que é “dar”), é preciso saber o que é avaliável em situação de exame (nem tudo cabe numa prova de tempo limitado) e que se espera (incluindo em termsod e critérios de corrreção). E o programa de Matemática A é tudo menos claro (a i deia de Metas não resolve nada) e há coisas que não vão sair de certeza (na minha opinião) como já não sairam nos novos exames do 9º ano.
    E toda esta indefinição contribui para a instabilidade das escolas e para o exagero que é dado a provas que valem apenas 30% da classificação final de cada disciplina…

  3. Se me é permitido dizer andamos muito retrogrados em certos parâmetros de elaboração de exames !!! Vi o exame de português e nunca vi exame semelhante a este nos outros anos!!! Depois dizem que houve somente uns… como é que eles dizem.Ah! Supostos “ajustamentos”. E depois vêem dizer que se é suposto saberem o que sai num exame!!! Recordo me pelo que ouvi dizer que os exames a matemática chegaram já a ser feito por pessoas que exercem funções nas faculdades, não concorda Sr Jaime Silva? E como é normal mudanças deste género e intensidade só resultam em desgraça!!! Contra factos não há argumentos!!!

  4. Num exame não interessa apenas o conteúdo (seja ele classificado como essencial ou não) mas também a forma de avaliação. Há muitas maneiras diferentes de avaliar (em provas escritas) e a forma não deveria ter influência no resultado final. Se os alunos ficam surpreendidos não estarão tão à vontade em descodificar o que se pretende e em selecionar os elementos necessários para resposta. Não interessa quem faz as provas mas se é competente para isso ou não. E não sabemos quem são em nenhuma disciplina nem que os seleciona e quais os critérios de seleção. A experiência de anos anteriores mostra que o processo não funciona bem e que frequentemente aparecem erros de diversos tipos e questões fora dos programas oficiais. E isso não deveria acontecer.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here