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IAVE Promete Provas Mais Adequadas Ao Que É Ensinado Na Escola

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(…Mas a escola não promete deixar a obsessão pelos exames de lado…)

A saga dos exames começa novamente e todo o aparato à sua volta ressurge como se os exames fossem o momento mais importante do ano. O problema é que o são, ou são encarados como tal. E quando 90 ou 120 minutos têm mais importância que 1 ano de trabalho, só posso concluir que algo está errado.

Não nego a sua importância, não nego que são fiscalizadores pedagógicos, mas de nada adianta apostar num modelo flexível e diferenciado, quando ao mesmo tempo existe uma avaliação externa que em nada diferencia.

O ensino superior que trate da parte do recrutamento e liberte a escola de um peso que está a ser mais prejudicial que benéfico.

Fica a notícia.


O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) promete provas mais adequadas ao que é ensinado na escola.

“É uma das nossas preocupações: é que os exames, já que têm impacto nas práticas pedagógicas, que o tenham de uma forma positiva”, afirma Luís Pereira dos Santos.

À frente do IAVE desde fevereiro, diz na Renascença que este é um processo “que tem vindo a ser realizado desde há dois/três anos”.

“Não é um processo que vai começar agora, com a minha entrada, com a entrada do novo conselho diretivo”, mas algo que tem vindo a ser feito, com “algumas alterações cirúrgicas em alguns exames, de forma a que estejam mais ligados ao currículo, que é o que os professores ensinam e os alunos deveriam aprender”, indica.

É já a partir de segunda-feira, dia 17, que os alunos dos 9º, 11º e 12º anos começam a ser vão postos à prova nos exames nacionais.

“O que temos feito nos exames nos últimos anos é criar itens que obriguem a pensar, que obriguem a fazer inferências, a analisar documentos, textos, suportes e, portanto, não basta decorar, não é esse o objetivo”, diz ainda o presidente do IAVE, o instituto responsável pelo processo dos exames.

“O que queremos é, primeiro, que os alunos se sintam confortáveis quando olharem para o teste e poderem dizer ‘foi isto que eu fiz nas minhas aulas’ e que os professores se sintam confortáveis, dizendo que foi isto que eu desenvolvi nas minhas aulas. Este é o nosso grande objetivo”, remata.

Quanto à possibilidade de as provas serem realizadas em suporte digital, não é algo que esteja para breve.

Guardados a sete chaves

Na conversa com As Três da Manhã, Luís Pereira dos Santos explicou como se processa a elaboração dos exames até chegarem às escolas.

“As provas são elaboradas pela equipa pedagógica do IAVE, professores que lecionam. Parece-nos importante que lecionem para estar mais capacitados para saber como o currículo está a ser desenvolvido nas escolas”, sublinha.

As equipas “trabalham nas instalações do IAVE” e cada uma “tem a sua sala e um cofre. Há também um computador que está desligado do mundo – nunca temos nem provas nem fragmentos de provas em rede. Temos esse cuidado”, destaca.

“Depois de elaboradas e auditadas, as provas são enviadas para a editorial do Ministério da Educação, que também está completamente preparada para, no maior sigilo, fazer as impressões.

Os exames são depois distribuídos pelas forças de segurança – PSP e GNR consoante as zonas”, conclui o presidente do IAVE.

Fonte: RR

4 COMMENTS

  1. E depois a professora (o) que faz as questões do exame mete a boca no trombone na sua sala de explicações e Pumba… 20 valores.

  2. Concordo com o Alexandre. Mas, quem conhece a forma como funciona o ensino superior sabe que não estariam interessados em tal incumbência. Por outro lado, todo o negócio das editoras à volta da produção de materiais de apoio aos exames e o negócio dos centros de explicações que orbita em redor das escolas iam à vida. E que fazer ainda com iaves, JNE’s, docentes destacados e bem pagos para elaborar os ditos cujos? Há interesses instalados difíceis de eliminar.

  3. E que modelo milgroso seria esse de “O ensino superior que trate da parte do recrutamento e liberte a escola de um peso que está a ser mais prejudicial que benéfico. ” O ensino superior faria o quê? Exames? Sobre os programas do secundário? Sobre programas diferentes que os alunos teriam de estudar depois de acbar as aulas do Secundário? Ou como em Espanha? Ou no Brasil? Isso resolvia que problema?

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