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Hora de exames, hora de Memofante(?)…

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Não gosto de saber, muito menos de ouvir, alunos referirem que tomam Memofante ou outro suplemento qualquer durante a altura dos exames. É sem dúvida o momento de maior stress escolar e que na minha opinião é superior aos exames do Ensino Superior. A questão da maturidade, inexperiência e estar em causa o acesso a algo determinante como o Ensino Superior, pode levar alguns a excessos que podem ter uma fatura elevada.

Enquanto pais e professores, devemos estar presentes nesta fase difícil dando-lhes as condições que necessitam para o estudo e orientá-los para as boas escolhas.

Disciplina, rigor, planificação e responsabilidade são premissas essenciais para um estudo de qualidade, mas não fica por aqui.

Bárbara Wong, jornalista do Público fez um bom artigo intitulado O Segredo para os exames? Comer, dormir e… estudar.

Vale a pena ler, pais e alunos. Ficam alguns excertos:

Comer

Além das sementes, o PÚBLICO quis saber quais são os nutrientes que o cérebro mais precisa. O peixe — salmão, atum, bacalhau — por causa do ómega 3. Os vegetais e as frutas que são ricos em micronutrientes e antioxidantes. A professora lembra ainda que a água é muito importante para “o correcto funcionamento das células”.

A nutricionista chama também a atenção para o consumo de “glícidos de boa qualidade” como os encontrados nas leguminosas — “investir nas leguminosas”, sublinha —, nas massas e arroz nas suas versões integrais. “Estes alimentos garantem também o fornecimento de alguns micronutrientes importantes como o ferro e o zinco e garantem o aporte em proteínas, que são importantes para a formação dos neurotransmissores.”

E quanto à carne? “Não gosto de dar muita relevância às proteínas, porque é algo que comemos em excesso. Aqui, o que é importante é o tipo de proteínas, peixe é melhor do que carne, não pelas proteínas em si, mas pelos outros nutrientes, nomeadamente o tipo de gordura”, responde.

O que devem os estudantes evitar? As gorduras trans e saturadas — “são péssimas em termos de processamento cerebral”, as bebidas açucaradas porque dão picos de glicémia e os alimentos processados. Portanto, evitar as bolachas. Em vez disso, Cláudia Viegas sugere “pipocas”, não as de milho com sal ou açúcar, mas as frutas da época: pegar numa tigela e encher de cerejas, morangos, amoras, mirtilos ou uvas e ir petiscando.

Quanto aos snacks, a sugestão passa “moderadamente” pelo chocolate, mas preto com elevado teor de cacau. Mais: “Fazer hummus para comere com palitos de cenoura, aipo ou até com pão ou tostas (de preferência integrais, centeio ou outro)”.

Cláudia Viegas não põe de parte o consumo de cafeína, com “moderação”. “É bom, porque pode aumentar a concentração, mas em excesso leva ao cansaço.”

Dormir

Por isso, as suas recomendações são quatro: não fazer directas; não deitar tarde; dormir o que é preciso; e fazer pausas para que o jovem se alimente “razoavelmente” e “apanhe sol”.

“Estudar pela noite dentro é errado, porque o ser humano não foi feito para trabalhar de noite e o corpo fica sem regras”, começa por explicar a especialista. As hormonas que são produzidas durante a noite, precisamente porque o corpo está a descansar, vão ser “produzidas de forma errática”, logo, as directas “só têm consequências negativas”.

A médica recomenda que se durma oito a nove horas por noite e, em tempo de estudo, os jovens podem acordar às 8h e deitarem-se às 22h/23h, sugere. “Quanto mais tem de trabalhar, mais tem de descansar e o que eles fazem é exactamente o contrário, mas o sono é essencial para reequilibrar a memória, de maneira a conseguir consolidar as aprendizagens.”

Estudar

Por estes dias, o ideal é que se estude, se reveja a matéria, se façam exercícios, se responda a provas de exames de anos anteriores e se tirem dúvidas, mas com pausas. Teresa Paiva lembra que o cérebro “precisa de distracções” e um dos erros que se faz é estar muitas horas consecutivas a trabalhar.

Quer João Lopes quer Teresa Paiva recomendam que se faça um intervalo depois de uma a duas horas de estudo. Este deve ser um “momento de distração para sair, conversar, brincar”, diz a especialista do sono. Mas sem esquecer que o objectivo da pausa é parar para depois voltar à tarefa, alerta o investigador do Minho. “Não é para ficar o resto da tarde à frente da televisão.”

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