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Há professores obrigados a furar teletrabalho e dar aulas online na escola

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Ninguém é obrigado a cumprir uma ordem ilegal, mas era bom que os sindicatos em tempo útil esclarecessem esta situação e disponibilizassem apoio jurídico se assim for necessário.

Se todos os professores regressarem às escolas, são mais de 100 mil em circulação…

Fica a notícia.


Se o melhor para a saúde é ficar em casa, porque manda o Ministério da Educação centenas de trabalhadores seus, dito de forma simples, “apanhar covid”, só porque não têm para ceder, ou se recusam a ceder, gratuitamente computadores e outros equipamentos para ficarem em casa a trabalhar?”

Esta é a primeira de muitas questões levantadas pelos professores, que assinam uma carta aberta enviada ao secretário de Estado da Educação, João Costa. No documento a que o DN teve acesso, relembram que o teletrabalho foi decretado como “obrigatório”, no atual estado de emergência.

Se o melhor para a saúde é ficar em casa, porque manda o Ministério da Educação centenas de trabalhadores seus, dito de forma simples, “apanhar covid”, só porque não têm para ceder, ou se recusam a ceder, gratuitamente computadores e outros equipamentos para ficarem em casa a trabalhar?”

Esta é a primeira de muitas questões levantadas pelos professores, que assinam uma carta aberta enviada ao secretário de Estado da Educação, João Costa. No documento a que o DN teve acesso, relembram que o teletrabalho foi decretado como “obrigatório”, no atual estado de emergência.

“O problema é que a maioria das escolas não têm condições. Os computadores têm mais de 12 anos e não têm webcams. No meu agrupamento, não tenho material suficiente se todos os professores quisessem dar aulas aqui“, afirma.

O material “obsoleto” é, para a professora Margarida, do Agrupamento de Escolas de Ansiães, um dos muitos problemas do [email protected] “O parque informático da grande maioria das escolas quase não tem computadores. Na sala de professores temos três PC para trabalhar e esses estão obsoletos”, relata. A docente enviou um requerimento à direção do agrupamento onde leciona dizendo não ter condições para fazer teletrabalho e solicitando o empréstimo do material necessário, mas ainda não obteve resposta.

O mesmo se passa com Luís Guarda, professor de uma escola na região centro. “Fiz a exposição à escola dizendo que não tinha condições para trabalhar em casa e ainda não obtive resposta. Ir para a escola está fora de questão, pois é violar o confinamento”, conclui.

Nas páginas das redes sociais e blogues dedicados à educação, são centenas os relatos de docentes que dizem ter recebido ordens para se apresentarem nas escolas no próximo dia 8 e que pedem orientações sobre como atuar. Em muitos desses casos, os docentes não sabem “o que fazer” com os filhos menores a partir da próxima segunda-feira.

Fonte: DN

2 COMMENTS

  1. mas o que é que eles vão fazer para a escola se esta não tem condições de teletrabalho condigna para minimamente chegar aos seus alunos?

  2. os professores são pessoas portuguesas como as outras e vários têm as mesmas dificuldades materiais que muitas pessoas da população: quando solicitam a ida para a escola é porque não têm condições técnicas em casa para proporcionar um ensino online com qualidade.
    quando é a escola a decidir a presença dos docentes na instituição é porque tem as condições técnicas; caso contrário, é um enigma tal decisão.

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