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Há Pais E Pais E Há Países E Países

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«Muitos pais e até professores portugueses, ainda não entenderam que não é a cultura da nota mas a deteção das dificuldades dos alunos através da avaliação formativa, trabalhos de grupo e realização de projetos é que proporcionará o desenvolvimento dos conhecimentos e do “saber fazer” dos nossos alunos.

Muitos, “acham” que são os testes sumativos (em busca da nota perdida) e a nota que é “dada” ao aluno o importante e o que interessa. O “DIA DO TESTE” parece ser quase sagrado. Se aprendeu ou não parece ser o menos importante, é preciso é passar e de preferência com “boa” nota e já agora, não “massacrar” muito os seus filhos.

Se o professor faz muitos trabalhos ou manda fazê-los em casa é um tirano, se pouco ou nada manda é um “balda”. Enfim!Mas, o mais alarmante, é que muitos pais no seu legítimo papel, inúmeras vezes, ultrapassam a sua função de pais-educadores e “entram pelas escolas adentro” “dando palpites avulsos” sobre como devemos desempenhar o nosso papel o mesmo é dizer, a nossa profissão.

Ora!, o papel dum encarregado de educação deve ser sim, o de estar atento às formas de estar em aula, ao modo como devem assumir a escola e as aprendizagens dos seus filhos, numa atitude de colaboração com os senhores professores, esses sim os profissionais que sabem o que é o melhor para eles e não o “pedido de satisfações”, como se fossemos seus empregados incumpridores, e, “emprenhados” pelo que “ouviram dizer” ou pelo que o seu educando resolveu contar em casa e encolerizados dirigem-se à casa do “inimigo”, tantas vezes em autentica confrontação contra aqueles que querem o melhor para os seus descendentes, ao invés de serem parceiros destes.

Apetece muitas vezes ir aos seus locais de trabalho dar “dicas” sobre o bom ou mau desempenho nas suas profissões.

É o país que temos, felizmente que nem todos os pais são iguais, senão para onde caminhamos, estaríamos “bem arranjados”. Mas também com o país que temos e para o abismo cultural para onde caminhamos, Puff!!!

No entanto, pessoal e profissionalmente indigna-me alguns deste tipo de Encarregados de Educação que tantas vezes confrontam os professores e só pelo modo como o fazem, bem se vê a educação que (não) possuem.»

Texto do colega João Viegas

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