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Há Disciplinas Que Não Estão Abrangidas Pela Gratuitidade Dos Manuais Escolares

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Como é do vosso conhecimento, a gratuitidade dos manuais escolares foi implementada por este Governo e como já referi, é sem dúvida uma boa medida. Porém, e segundo o que o ComRegras apurou, os manuais escolares para as disciplinas de Expressões não serão gratuitos.

Se queremos valorizar as diferentes áreas curriculares, se queremos acabar com a discriminação entre disciplinas de primeira e de segunda, então que passe à prática aquilo que tem vindo a ser afirmado.

Se se trata apenas de um lapso, que se corrija rapidamente, se é uma decisão consciente, constatamos mais uma vez que o Ministério das Finanças determina em muitos casos as políticas educativas deste país.

Alexandre Henriques

6 COMMENTS

  1. E será que são imprescindíveis manuais escolares para as disciplinas de Expressões?
    Vamos ser claros! Não são precisos!
    É só mais uma maneira de fazer gastar dinheiro e encher os bolsos às editoras!

    • O Sem Regras apurou mal. O que está a acontecer é as escolas não indicarem os manuais dessas disciplinas (e de outras) por os mesmos não serem utilizados nas aulas.

      • O sem regras não sei, agora o Comregras tem a certeza do que está a dizer pois confirmou a informação com várias fontes.

  2. Vão já muitos anos…e eram livros de Ed. Visual, Ed. Física, Ed. Tecn., Inrodução à inform. (já não recordo bem do nome) que ficavam lindinhos, novinhos e sempre coladinhos à prateleira!
    São úteis e necessários – muito bem; não são – há muito onde gastar as parcas poupanças dos portugueses, as costas dos miúdos e a paciência com a inutilidade e, como acima se refere, os crescentes lucros de muitas atividades com a educação ( que não apenas, e infelizmente para os bolsos dos portugueses, não apenas das editoras).

    Até porque a gratuitidade dos manuais até ao 12º tem que se lhe diga ( tal como a escolaridade obrigatória…mas isto já é conversa morta) – na minha opinião, obviamente.

    • Lamento discordar com as pessoas que afirmam que os livros de EV e ET não são necessários. Para isso os de Português, de Inglês e Matemática (entre outros) também não são precisos. Basta para isso fazer um pequeno exercício de imaginação. Como mostro uma obra a um aluno, como os fazer ver a diferença entre as diferentes correntes artísticas, como é que eles conseguem perceber e visualizar o sentido estético de uma linha, o poder e o sentimento de uma cor?
      Sim, já estou a ouvir alguém a dizer ” vai ver na Internet”. Se assim for, o mesmo direi quando me obrigam a ler Camões, interpretar Fernando Pessoa, pensar sobre Eça de Queirós (também encontramos na internet e mesmo resumos detalhados do que é preciso saber), e assim para que é o manual dessas disciplinas quando somos obrigados a comprar os resumos, as gramáticas, os dicionários, os prontuários e isto e aquilo e sei lá mais o quê?
      O problema não está nos livros, mas sim na utilidade que cada um faz deles e da importância que as disciplinas tem para cada aluno / Encarregado de Educação. Eles ficaram na estante porque os filhos não os quiseram ler e nem os pais se interessaram em saber o que era dado nas aulas.
      Lamento, mas sou a favor dos manuais nas disciplinas de EV, ET, TIC, EF e todas as outras disciplinas “menores” que formam os adultos do amanhã. Só todas juntas é que moldam o nosso futuro.

  3. Caro/a ngaspar:
    – não tive qualquer intenção de transformar a questão em disciplinas de 1ª ou de 2ª…nem tão pouco considero que seja um manual que “faça” um bom professor ou uma boa aula… Quando muito poderá a ajudar a “fazer” um aluno melhor. Dei, tão só, exemplos que ocorreram e que, julgo saber, continuam a ocorrer com mais frequência… o que será, porventura, mais condicionado pela questão da criatividade, da estética, das diferentes formas e estratégias de expressão, da “maior” liberdade em trabalhar técnicas e de desenvolver trabalhos de natureza mais artística/ estética/ comunicacional…

    A minha questão, creio ter ficado clara quando refiro: “São úteis e necessários – muito bem…”
    Assim, julgo no início do ano deveria ser o docente da disciplina a dar tal indicação ao DT, alunos e Pais. Claro que isto implica alterar algumas calendarizações e procedimentos…

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