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Há 65 surtos activos com 450 casos confirmados nas escolas

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Portugal tem esta sexta-feira 65 surtos activos em estabelecimentos de ensino (creches, escolas e ensino superior), com 450 casos confirmados integrados nestes focos de infecção. Os números foram avançados esta sexta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) ao PÚBLICO.

O número não era actualizado desde 15 de Dezembro (três dias antes do fim do 1.º período), apesar de a DGS se ter comprometido, ainda em Novembro, a divulgar semanalmente esta informação. A entidade dava conta de 76 surtos activos em estabelecimentos de ensino, nos últimos números divulgados.

Na resposta escrita enviada ao PÚBLICO, a DGS esclarece que os números “dizem respeito apenas aos casos integrados em surtos, não contemplando os casos isolados”.

A DGS indicou também que havia 72 surtos activos na conclusão do 1.º período, com um total de 673 casos confirmados. Questionada pelo PÚBLICO acerca do total de casos registados em estabelecimentos de ensino, a DGS não avançou números, remetendo a questão para o Ministério da Educação, que também não indicou quantos casos houve em escolas de Setembro a Dezembro.

Segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), o ministério de Tiago Brandão Rodrigues foi intimado pelo Tribunal Administrativo de Lisboa a fornecer ao sindicato a lista das escolas com casos de infecção por covid-19 e os procedimentos adoptados em cada uma. A sentença data de 22 de Dezembro e concedia ao ministério um prazo de dez dias para fornecer a informação.

No relatório apresentado na quarta-feira pelo Ministério da Administração Interna (MAI) sobre a aplicação da declaração do sexto estado de emergência, de 9 a 23 de Dezembro, surgia a indicação de que o Ministério da Educação contabilizou “mais de 9000 casos positivos na comunidade escolar, desde o início do ano lectivo”. Um número francamente baixo tendo em conta que, do primeiro dia de aulas até 23 de Dezembro, a DGS tem registo de perto de 50 mil casos nos grupos etários dos 0 aos 19 anos — correspondentes à maioria das crianças e jovens em idade escolar.

Sem indicar números quanto ao 1.º período, o Ministério da Educação reconheceu ao PÚBLICO que esse número não diz respeito ao total de casos identificado durante esse intervalo de tempo, referindo que o número era verdadeiro, mas desactualizado.

O MAI também confirmou o equívoco no relatório e esclareceu ainda que os mais de nove mil casos positivos, que levaram 800 turmas a ter actividade lectiva não presencial, diziam respeito aos contágios do mês de Novembro.

No relatório sobre o estado de emergência, o ministério faz um balanço “muito positivo” dos primeiros meses do ano lectivo 2020/2021, com as 89 actividades lectivas e não lectivas presenciais “decorrido dentro da normalidade”.

Com o aumento de casos em Portugal e o cenário de um novo confinamento presente, as escolas deverão manter-se abertas e com aulas presenciais. Os directores consideram esse o caminho certo, tendo em conta os indicadores positivos do 1.º período.

Fonte: Público

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