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Greve Ilegal, Greve Adiada, Ministro Da Educação Processado

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Em apenas 24 horas surgiu um autêntico furacão na Educação. Uma nota da DGEstE emitida ontem considerou ilegal a greve de 15 de outubro a 31 de dezembro.

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Conforme puderam ler, os argumentos baseiam-se no prazo necessário para convocar a greve, o Ministério da Educação avança com o incumprimento dos 10 dias, os sindicatos dizem que não. Temos também uma alusão à necessidade de definir serviços mínimos e desta greve ser considerada uma greve “self-service”.

Tirando o primeiro argumento, que ao ser verdade, significaria um erro incompreensível e pouco expectável de sindicatos que estão muito “batidos” nestas coisas de marcar greves. Os restantes, mostram a coerência do Ministério da Educação pela estratégia do vale tudo, com argumentos que roçam a irracionalidade e o insulto, remetendo-se a uma cobardia típica de quem apenas pretende lançar a dúvida e a confusão nos professores. Não sei se repararam, mas a nota da DGEste vem assinada com um singelo Ministério da Educação…

A estratégia é uma repetição barata do que se passou em julho, na polémica greve às reuniões de avaliação, provando que o que se passou não foi apenas uma infeliz coincidência, mas uma demonstração da falta de caráter de quem nos lidera ao nível da Educação.

Maria de Lurdes Rodrigues, assumia o que dizia, apesar dos seus disparates e estratégia de confrontação, sempre deu a cara. Nuno Crato, idem idem aspas aspas, acrescentando uma estratégia de aposta na disciplina, memorização e repetição até à exaustão.

Tiago Rodrigues é um ministro sombra, raramente aparece, e não é capaz de assinar os ataques que faz aos “seus” professores. E não há nada pior que a falsidade e incapacidade de assumir o que se diz, o que se pretende. Liderar a educação é  também liderar a cidadania, e se este é o exemplo de liderança e cidadania que Tiago Rodrigues dá, então fica claro, mais uma vez, que não está à altura do cargo que ocupa. Por isso, reitero o pedido que já fiz no passado, por favor demita-se!!!

Se dermos um passo atrás, estamos perante mais uma guerra entre professores e Ministério da Educação, um filme visto e revisto, que infelizmente tornou-se a norma quando a educação deveria ser um espaço de calma e bom senso… Mas aquilo que realmente me preocupa é o ataque nunca feito à liberdade dos professores, um direito de abril e que estes senhores estão a minar, ainda por cima quando a luta dos professores baseia-se em algo que lhes foi prometido e que constam no atual orçamento de estado. Sim, isto é demasiado perverso para ser verdade…

A escola, a educação, precisam de tranquilidade, transparência, frontalidade e verdade, algo que os representantes dos professores e equipa ministerial desconhecem há demasiado tempo…

Não gosto que usem o nome dos professores como pais zangados que utilizam os filhos para atacar o outro progenitor. A instituição professor está a ser usada há demasiado tempo para “jogatanas” políticas que em nada dignificam a carreira docente.

Não peço um entendimento pois passámos o ponto de não retorno, mas faço um apelo ao Presidente da República para que faça alguma coisa a bem da educação, a bem do país….

Alexandre Henriques

Professores vão ter faltas injustificadas se fizerem greve a partir da próxima semana

Sindicatos reiteram legalidade de greve dos professores e vão processar ministro da Educação

Adiada greve dos professores desta segunda-feira

2 COMMENTS

  1. Este é só mais um episódio de uma rábula que conta como protagonistas de sempre os “chico-espertos songas”, contratados para ser tal, que fazem parte desde sempre das equipas do ministério da educação, seja qual for o ministro, e que os aconselham, com a estratégia do “Sim, Sr. ministro”. Muito escalados na técnica do “vale tudo” e de tirar sistematicamente o tapete aos professores. Fazem umas leis muito bonitinhas para o estrangeiro ver que somos civilizados e temos direitos, mas cheias de buracos como um queijo suiço. Sabendo que os buracos não têm avesso, um professor para entrar numa escola tem de ir acompanhado com um advogado em cada braço. Em matéria de educação, as leis não significam aquilo para o qual foram pensadas significar.

  2. Sinceramente, também não entendo muito bem os “contrastes” desta situação: se os professores vão cumprir as 35 horas do seu serviço semanal, vão fazer greve a quê?
    A “serviço extraordinário” que ninguém lhes paga?
    Isso não é greve- é apenas cumprir a legalidade. O que quer um ministério que não paga tempos extraordinários, sem conta, nem contabilização? Classificar a greve de ilegal?
    Concordo. Mas faltas injustificadas não podem marcar, porque ninguém é obrigado a cumprir mais do que o seu horário semanal.
    Agora, os sindicatos querem alterar a definição de atividade letiva e não letiva por sua conta e risco- não podem, enquanto a legislação não o fizer.

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